Investigação sobre o massacre de Darfur
No mais recente genocídio africano, “conflito étnico” é, de novo, um mito que mascara a realidade. Na raiz dos massacres está a disputa por petróleo, e a omissão calculada dos EUA, China e FrançaGérard Prunier

No mais recente genocídio africano, “conflito étnico” é, de novo, um mito que mascara a realidade. Na raiz dos massacres está a disputa por petróleo, e a omissão calculada dos EUA, China e FrançaGérard Prunier
Menina dos olhos do Ocidente, o Quênia vive uma crise que envolve velhos atores políticos e contrapõe as etnias luo e kikuyo. Mais que uma disputa meramente eleitoral, o conflito é consequência da profunda desigualdade de classes no Leste Africano
Devastado pela guerra que causou a morte de 3 milhões de pessoas, o país adotou uma Constituição de transição e entra num momento perigoso de sua história, já que aMwayila Tshiyembe
Dezenove milhões de mortos e 35 milhões contaminados pelo HIV: esse é o peso do tributo pago à aids nos últimos vinte anos. Uma calamidade agravada pelos planos de ajuste estrutural que sucatearam a saúdeDominique Frommel
Teria a África do Sul se libertado, há dez anos, para naufragar num apartheid ainda mais mortal? Dos 45 milhões de habitantes, 5 milhões já foram contaminados pelo vírus da aidsPhilippe Rivière
Com uma mortalidade nitidamente maior que no resto do mundo, a população africana padece não só de epidemias como a aids, mas também com o desprezo pelos doentes de grande parte dos funcionários da saúde
As populações do Sul, em especial as africanas, são cobaias dos testes clínicos de grandes laboratórios que testam ali, à margem de princípios éticos, medicamentos que servem aos mercados do Norte
Num continente já afligido por epidemias e empobrecimento, os sistemas públicos de saúde sofrem mais uma ameaça: a sedução de seus médicos, formados com enorme custo social, por hospitais do mundo ricoKarl Blanchet , Regina Keith
Que há por trás das novas promessas de redução da dívida dos países mais pobres do continente? Na realidade, a vontade demonstrada pelo G8 de lutar conta a pobreza mascara investidas econômicas e preocupações geoestratégicas
As eleições gerais poderiam selar o fim das guerras civis e a reconstituição do Estado congolês. Porém, as riquezas minerais atraem empresas que pressionam por lucros máximos e responsabilidade zeroColette Braeckman
O que fazer e como, para que a África possa seguramente construir seu desenvolvimento social e econômiico?
Quinze anos após o fim da Guerra Fria, mobilizações que se articulam nos fóruns sociais sugerem que o continente pode não estar condenado aos golpes de Estado, “democracias FMI”, emigração e misériaAnne-Cécile Robert