Radicalismo de fachada
Ao enfrentar pela primeira vez a oposição, o presidente Robert Mugabe joga pesado para conservar o poder, atacando alguns milhares de fazendeiros brancos. Mas essa estratégia pode desestabilizar o paísChristophe Wargny

Ao enfrentar pela primeira vez a oposição, o presidente Robert Mugabe joga pesado para conservar o poder, atacando alguns milhares de fazendeiros brancos. Mas essa estratégia pode desestabilizar o paísChristophe Wargny
Silvio Caccia Bava
A tristeza de todo o país, após a morte do homem que conduziu o processo de independência em 1956, contrastou com a atitude do poder, que usou todos os recursos para manter os cidadãos distantes do “funeral nacional”Kamel Labidi
Com perspectivas promissoras após sua independência, país sofre com golpes e o abandono do projeto de outra concepção de desenvolvimento, baseada nos interesses de sua populaçãoTobias Engel
Os indícios de que uma solução final estava sendo planejada eram claros já em 1993. Mesmo assim, a comunidade internacional fechou os olhos, manteve o apoio ao regime responsável pelo genocídio e retirou a força de paz da ONU durante os massacresColette Braeckman
No mais recente genocídio africano, “conflito étnico” é, de novo, um mito que mascara a realidade. Na raiz dos massacres está a disputa por petróleo, e a omissão calculada dos EUA, China e FrançaGérard Prunier
Menina dos olhos do Ocidente, o Quênia vive uma crise que envolve velhos atores políticos e contrapõe as etnias luo e kikuyo. Mais que uma disputa meramente eleitoral, o conflito é consequência da profunda desigualdade de classes no Leste Africano
Devastado pela guerra que causou a morte de 3 milhões de pessoas, o país adotou uma Constituição de transição e entra num momento perigoso de sua história, já que aMwayila Tshiyembe
Dezenove milhões de mortos e 35 milhões contaminados pelo HIV: esse é o peso do tributo pago à aids nos últimos vinte anos. Uma calamidade agravada pelos planos de ajuste estrutural que sucatearam a saúdeDominique Frommel
Teria a África do Sul se libertado, há dez anos, para naufragar num apartheid ainda mais mortal? Dos 45 milhões de habitantes, 5 milhões já foram contaminados pelo vírus da aidsPhilippe Rivière
Com uma mortalidade nitidamente maior que no resto do mundo, a população africana padece não só de epidemias como a aids, mas também com o desprezo pelos doentes de grande parte dos funcionários da saúde
As populações do Sul, em especial as africanas, são cobaias dos testes clínicos de grandes laboratórios que testam ali, à margem de princípios éticos, medicamentos que servem aos mercados do Norte