O fazer literário não se restringe as letras impressas em livros

FAZER LITERÁRIO PERIFÉRICO

O fazer literário não se restringe as letras impressas em livros

por Jucelino Sales e Luiz Eduardo Rodrigues de Almeida Souza
18 de novembro de 2022
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O fazer literário não se restringe às letras impressas em livros. Disputar o conceito ampliado de literatura marginal e periférica e delimitar seu gradiente epistemológico, sua razão teórica, sua partilha sensível e seu fazer participativo é acionar o reconhecimento a um direito político à literatura.

Marginal e Periférica: é possível uma ligação e interdependência terminológica entre os dois termos como disputa conceitual para nominar a literatura produzida em territórios vulnerabilizados e, com isso, contestar o território extremamente homogêneo do cânone literário visando demarcar um posicionamento político em defesa da ampliação do fazer literário?

O fazer literário não se restringe às letras impressas em livros. Disputar o conceito ampliado de literatura marginal e periférica e delimitar seu gradiente epistemológico, sua razão teórica, sua partilha sensível e seu fazer participativo é acionar o reconhecimento a um direito político à literatura. Este, por exemplo, é um dos franqueamentos da Periferia Brasileira de Letras, rede de coletivos literários que atuam em periferias de 8 capitais brasileiras (Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul). O Coletivoz Sarau de Periferia e o Coletivo Papo Reto, respectivamente de BH e Brasília, e dos quais fazemos parte, são integrantes da PBL.

Uma das discussões da rede PBL é que a literatura de cânone, aquela contida nos livros, não é suficiente para abarcar as múltiplas expressões literárias que pulsam nas periferias de nosso país. São mutirões de cartoneiras, geladotecas, saraus de quebradas, batalhas de slams, grupos de teatro de rua, bibliotecas comunitárias, zines artesanais, editoras populares, rodas de leitura, entre outros. Esses movimentos crescem e cada vez mais escritores e leitores se formam e se reconhecem nessas palavras que ainda são pouco ou quase nada reconhecidas. É preciso disputar as novas formas de se fazer literatura e reconhecer sua importância e avançar, inclusive, sobre o terreno de disputa conceitual – dessa vez atualizada por essa nova geração de “corp-oraliteratos expandidos-pós-autônomos”, atuantes nas periferias metropolitanas – sobre literatura marginal e periférica, e sobre as práticas culturais de ações coletivizadas que são o novo paradigma em relação barulhenta à singularidade silenciosa do escritor-solitário-genial-porém-maldito.

A estudiosa Regina Dalcastagnè, em sua obra Literatura brasileira contemporânea: um território contestado, pondera que nesse território em disputa – o espaço literário brasileiro – “o que está em jogo é a possibilidade de dizer sobre si e sobre o mundo, de se fazer visível dentro dele” (2012, p. 5). Ela frisa que a disputa pelo espaço, seja sua inscrição no mapa social ou numa narrativa, gera as fricções, fraturas e distanciamentos que posicionam no centro a literatura consagrada no cânone estabelecido e delegam às margens a literatura produzida à margem. E constata: “são essas vozes, que se encontram nas margens do campo literário, cuja legitimidade para produzir literatura é permanentemente posta em questão” (2012, p. 11).

A preocupação com o lugar de fala – acesso à voz e representação dos múltiplos grupos sociais – conforme reporta Dalcastagnè, é uma agenda que vem sendo apropriada e enfrentada pelos estudos literários contemporâneos. Ela assevera que nessa geografia do território contestado, e que sublinhamos como válido para pensarmos o cômputo da literatura marginal e periférica “está em questão a diversidade das percepções do mundo, que depende do acesso à voz e não é suprida pela boa vontade daqueles que monopolizam os lugares de fala” (2012, p. 18).

Coletivoz de Minas. Imagem: Divulgação

 

Literatura não é só texto escrito; é também, e muito mais

Partindo da constatação de Dalcastagnè de que “na narrativa brasileira contemporânea é marcante a ausência quase absoluta de representantes das classes populares” (2012, p. 18), imbuímos apresentar em seu posicionamento a falha que leva a uma contradição, relegando ao apagamento as literaturas em efervescência que derivam das rodas de saraus-slams, rinhas de rima, oralituras, literaruas, teatros de rua, editoras independentes, bibliotecas comunitárias, entre outras formas, múltiplas e divergentes, do criar e fazer literário. E averiguar na afirmação da pesquisadora um equívoco descritivo, que resulta do pensamento sociológico sistematizado que relaciona a literatura ao texto escrito e publicado que, num processo que parece natural, atinge a repercussão pública por meio da vendagem de livros, como condição indispensável e dogmática da antiga fórmula preposta por Antonio Candido, coadunando autor/obra/leitor como termos inseparáveis de uma trans-estilística das escrevivências da nossa gente aqui-agora.

A precedência do termo marginal na história da literatura (ou história literária) remonta à conhecida geração do mimeógrafo cujos construtos poéticos assumiram, em sua plasticidade, a identidade de poesia marginal. Embora à margem do cânone literário, e opositores críticos do dispositivo canônico, seus expoentes poéticos eram oriundos da classe média, com acesso aos bens culturais, logicamente, distantes dos viventes em territórios vulnerabilizados.

O termo, portanto, datado, não obstante foi retomado pelo boom de escritores periféricos emergente nos anos 1990, com nomes como Ferréz e Sérgio Vaz despontando na batuta da vanguarda, que se apropriam do qualificativo e o lapidam a partir de suas experiências estéticas ligadas intrinsecamente ao local de origem e, sobretudo, fronteira limiar da atividade literária e do ativismo social e cultural que empreendem: a periferia.

O termo, embora sua concepção estética não diste longamente na duração histórica, já é consagrado na teoria e crítica literárias, e acumula algumas inflexões, torneios, enxertos, perdas e derivações.

Logo na introdução de seu trabalho dissertativo, “Literatura marginal”: os escritores da periferia entram em cena, Érica Nascimento (2006), pontuou que o termo inflou e culminou em diferentes significações, originando um terreno nebuloso de entendimento e definições.

Circunstanciado na fortuna crítica, o termo aparece subscrito ora como literatura marginal, ora como literatura periférica, ora também como marginal (periférica), ora ainda como marginal ou periférica, mas também marginal/periférica e ainda marginal periférica (sem hífen), numa silepse linguística de alternância [ou…ou], e por vezes, de conjunção somativa mas sem alteração aditiva, flexionando a carga semântica dos dois vetores de caracterização para subsumir a mesma ideia. Acrescentem-se ainda as denominações, literatura da periferia e literatura divergente. Há um problema de densidade epistemológica, teórica e metodológica para a conjugação de seus pressupostos explicativos.

Em suas averiguações sobre a questão, Nascimento propôs uma alternativa, cunhando a expressão literatura marginal dos escritores de periferia, que singulariza os “textos produzido por escritores da periferia dos demais textos publicados nos últimos quinze anos que poderiam ser classificados como ‘literatura marginal’; como para diferenciá-los das obras dos ditos poetas marginais setentistas” (2006, p. 18). Ela também reconfigura com o que nomina como nova geração de escritores marginais, a gama de escritores de periferia que surgiram a partir da virada do século.

Embora as conclusões da pesquisadora já tardam mais de uma década e ela situe localmente a emergência da literatura marginal que investigou, há ainda contradições significativas na depuração da ideia e na sua própria concepção original, bem como o acúmulo de incorporações e borrões em seu desdobramento cujo excesso oriundo colabora com a divergência de pensamento em relação ao conceito de literatura marginal.

Em sua tese, defendida em 2011, Mário Medeiros retomou o debate em duas frentes, trazendo para o centro das preocupações teóricas tanto a questão negra, quanto à questão marginal, tratadas pelo estudioso como ideias, por não serem estruturas suficientemente sistematizadas, e embora mais do que categorias explicativas, “elas, em si, já se constituem em problemáticas historicamente consistentes” (2011, p. 19). Os apontamentos do estudioso distinguem a literatura produzida em territórios marginalmente vulnerabilizados como o marco sociológico de um limiar em plena expansão especulatória.

Conforme o pesquisador tratou a questão, se há uma década exalava o ardor de uma ideia, em nosso tempo hodierno, a urgência de consolidação teorética impulsiona a expropriação da ideia meramente de categoria explicativa para a órbita da extensão conceitual, com arcabouço suficiente – desde produção literária, fortuna crítica, dados históricos, apontamentos dissertativos, teses e análises de sua estética dessa especificidade literária – para materializá-la definitivamente na classe dos conceitos.

A legitimação do campo conceitual em torno dessa ideia-força torna-se plausível na própria produção de Ferréz, escritor já consagrado, mas que fundamentalmente em seus textos críticos, a exemplo, o manifesto “Terrorismo literário”, circunda os termos da questão e situa o território da literatura que produz “Literatura de rua com sentido sim, com um princípio, sim, e com um ideal, sim, trazer melhoras para o povo que constrói esse país mas não recebe sua parte” (2005, p. 10).

O projeto estético de Ferréz, que agrega produção literária com ativismo militante, parte conscientemente da representação de seu contexto social, localizado à margem do centro econômico e social e, portanto, voltado para a periferia, acentuando a relação entre o vivido e o narrado.

Cabe aqui o conceito de artista-cidadão, a serviço de sua comunidade, cunhado pelo poeta Sérgio Vaz, no Manifesto Antropofágico da Periferia. Artista-ativista que, consciente tanto de sua marginalização social e territorial, engendra seu ativismo social e sua atividade estética por meio da palavra literária.

Há no lastro dessa estupefaciente experiência literária o fundo de um imaginário que o crítico literário João Cézar de Castro Rocha nominou de dialética da marginalidade, que “permite ao marginal projetar a sua voz, a fim de articular uma crítica inovadora das raízes da desigualdade social” (2006, p. 172), em que, para surpreender a força avassaladora da exclusão, a “alternativa, portanto, é converter a violência cotidiana em força simbólica, por intermédio de uma produção cultural vista como modelo de organização comunitária” (ROCHA, 2006, p. 176).

O dilema coletivo transparece como o dispositivo nuclear da produção literária marginal e periférica, todavia são os próprios atores periféricos que tomam protagonismo da cena teórica e atuam no palco de interpretação, elucidando os mecanismos de exclusão social.

É preciso deslocar a atenção dada à literatura produzida no centro para a literatura produzida na marginália, um movimento de divergência contra o literariamente estabelecido e, ao mesmo tempo, de convergência entre as diversidades literárias. Esse movimento deve singularizar o como a literatura vem sendo deslocada de um lugar construído socialmente como superior e erudito, para ser devolvida ao povo através da prática das ruas e da arte compartilhada.

E que leva a algumas indagações fundamentais no âmago do escrevivente marginal e periférico: “De que forma, implementando quais estratégias, conseguiremos ser ouvidos a partir do que produzimos?” Ou melhor, como atingir algum público leitor se não há uma política de edição, publicação e difusão democraticamente acessível? Ou ainda, como desestabilizar o cânone e atingir a plenitude literária, se não há uma política de inclusão, legitimação e consumo das diversas literaturas oriundas das inúmeras formas do fazer poético?

Coletivo Papo Reto de Brasília. Imagem: Divulgação

Como consolidar a produção marginal e periférica?

A singularização deve partir da implementação de estratégias, mecanismos, e instrumentos que importem o revigoramento e a atualização do conceito através da justaposição dos termos [marginal] e [periférico], com o acréscimo da conjunção aditiva [e], associando e adensando as ideias de marginalidade e periferia, entendendo como: 1) marginalidade, a ação, de natureza coletiva, de assumir controle da própria imagem [literária], expressar-se com a própria voz” (ROCHA, 2006, p. 170); e 2) periferia, a ligação direta e específica ao local de origem, produção e atuação das vozes marginalizadas em suas múltiplas heterotopias: os territórios vulnerabilizados.

De um lado, a expressão social, cultural e literária, isto é, a oralitura daqueles escreviventes à margem da sociedade: os marginalizados e excluídos; de outro, o componente geográfico, localizador, situacional, heterotópico, de onde levantam a voz poética de suas expressões artísticas: os criadores periféricos.

Abre-se um campo enorme e riquíssimo da experiência estética sobre o fazer literário, oriundo, por exemplo, das performances da oralitura, conforme abordado pela artista-cientista Leda Maria Martins, em sua obra seminal Afrografias da Memória: o Reinado do Rosário do Jatobá, que instaura um movimento de expansão crítica sensorial e sensível para além do senso comum abstracionista do que seja oralidade como resultante da grande divisão dicotômica entre fala e escrita.

Nesse contraponto, então, Martins nos diz que “diante dos […] atos de fala e de performance […] denominei oralituras, matizando nesse termo a singular inscrição do registro oral que, como littera, “letra”, grafa o sujeito no território narratário e enunciativo de uma nação, imprimindo, ainda, no neologismo, seu valor de litura, “rasura” da linguagem, alteração significante, constituinte da diferença e da alteridade dos sujeitos, da cultura e das suas representações simbólicas” (2021, p. 25).

Leda, portanto, destaca a performance como um ritual em um leque dinâmico dos saberes memoriais das oralituras, incluindo por “aderência modal, ritos, performances do cotidiano, cenas familiares, atividades lúdicas, o teatro, a dança, processos do fazer artístico” (2003, p. 65). Essa pesquisadora, dramaturga e atual rainha do Reinado do Jatobá, nos instiga a repensar as performances em rede, que nessa epistemologia, “esse sistema organiza-se mais dinamicamente, não mais pelas relações de disposição no continuum, mas sobretudo pelas interações ali processadas (2003, p. 65).

Assim, essa pensadora e professora da UFMG abre nossos olhos de agora com um feixe luminoso para (re)invenção do ver que as  manifestações culturais afrodiaspóricas periféricas revelam encruzilhadas e “estruturas profundas que os conectam performaticamente, por modulações ou qualidades (repetitividade, provisoriedade, incompletude, transitoriedade, modo de duração e de cognição do espaço, etc.), pelas técnicas e procedimentos; pelas relações entre os performers e sua audiência, real ou virtual, pela inclusão ou exclusão de atividades pré ou pós performance que, em muitas práticas, constituem a própria performance, pelos seus efeitos imediatos e/ou extensivos, em termos históricos, sociais ou culturais” (2003, p. 65).

Cabe aí, nessa rasurada da litera epistemológica, via ritual das encruzilhadas das (corp)oralituras[1] da Leda Martins frente ao campo dos estudos da performance, programas de residência artística como a corpa-território da favelofagia, uma coletiva literária e uma editora sem fins lucrativos, cujas eme(ur)rgências de suas espistemes e letramentos de sobreviv(reexist)ência literários borram a literatura carioca. Este projeto de residência insurge no complexo de Manguinhos na cidade do Rio de Janeiro, em 2015, visando a criação de um novo cânone literário a partir da favela e da promoção de autores da periferia que (in)corporificam uma perspectiva contra-hegemônica pela/na presença viva de suas vozes e cor-políticas.

Cabe aqui o desaguar experiencial dos mares-de-morro pelo afluente do circuito literário das quase 30 comunidades do SLAM-MG, (re)abrindo sua fresta (pro)funda na produção, circulação e recepção estético-políticas pelas terceiras margens da literatura mineira contemporânea. Tais fios-filetes d’água foram costurados pelas representatividades de artistas formados por horizontes coletivos e com os pés descalços pelas bordas do contorno de BH e suas muitas minas gerais metropolitanas e vozes interioranas.  Daí trançamos as pegadas dos exemplos, as bordadeiras dessa teia em performances do tempo espiralar, desde 2008, o Coletivoz Sarau de Periferia (Barreiro), o Sarau Cabeçativa (Olaria), o Coletivo Lanternas (Venda Nova), o Sarau Comum (Ocupação Luiz Estrela), o Nosso Sarau (Sarzedo), os Vira Latas (Praças abandonadas) e dos Vagal (Nova Lima).

Cabe também os saraus das periferias de Brasília, que a partir de uma heterotopia, deslocam as narrativas historicamente silenciadas e as colocam em evidências em lugares ressignificados e alternativos – as Regiões Administrativas, periféricas e marginalizadas – a partir da performance produzidas pelos saraus: reuniões periódicas em espaços públicos, com declamação para um auditório, com utilização de estrutura simples como um microfone e um amplificador, como é o caso do Sarau-VA (Ceilândia), Sarau Tribo das Artes (Taguatinga), Sarau do Beco da Cultura (Taguatinga), Sarau Complexo (Samambaia), Saraubuntu (Recanto das Emas), Sarau Okuparte (Paranoá), Guerra do Flow (Planaltina).

São formas diversas e legítimas do fazer literário, em plena produção, performance e circulação, que aguardam o mapeamento e a consolidação no campo dos conceitos.

Uma literatura com esses contornos, marginal e periférica, que promova a saúde possui consciência plena daquilo que o poeta Sérgio Vaz assinalou no Manifesto da Antropofagia Periférica: “A arte que liberta não pode vir das mãos que escraviza”. Por outro lado, como o poeta educa, essa arte justamente promove saúde na medida em que é a favor “Da poesia periférica que brota na porta do bar”, “Da literatura de rua despertando nas calçadas”, substancializando “A Periferia unida, no centro de todas as coisas”. Uma verdadeira poética da sobrevivência, da resistência, da reexistência.

Urge somar forças epistemológicas e ocupar os espaços de teorização para compreender, de fato, e in loco, a história da literatura marginal e periférica produzida nas/pelas quebradas. Como tomada política e criteriosa é preciso pensar a produção literária marginal e periférica, não apenas no campo da ficção e da poesia, mas também na órbita das oralidades, oralituras, narrações e tradições populares, literaruas periféricas, slams, grupos de teatro de rua, duelos de mc’s, por meio da e pela voz, no e pelo corpo, em performances-oraliruas-poéticas-políticas, e também no espaço da crítica especializada.

De nossa parte, temos dedicado esforços junto à Periferia Brasileira de Letras, onde visamos agenciar e fortalecer nos próximos anos, a partir de uma rede integrada, intertextual, intersetorial, conectada e hipercultural, desterritorializando a literatura de centro, se multiplicando em todas as costuras, limites ou fendas, com a promoção do reconhecimento político e po-ético da literatura marginal e periférica.

[1]Optou-se intencionalmente no corpo desse texto informativo-descritivo-argumentativo, em trechos pontuais, pela incorporação do fundo da estilística própria da cena do Hip-Hop, a partir da inscrição que os slammers condensam nas suas vozes-performances, como ousadia de apresentação e exemplificação da forma, in loco, das oralituras que o artigo aborda e defende.

Jucelino Sales é doutor em literatura, escritor e membro do coletivo Papo Reto, Brasília; Luiz Eduardo Rodrigues de Almeida Souza é doutorando em Estudos da Linguagem, poeta, músico e membro do Coletivoz Sarau de Periferia, Belo Horizonte.

Esta série, Fazer Literário Periférico, é uma parceria Le Monde Diplomatique Brasil, Periferia Brasileira de Letras e Radar Saúde Favela – Fiocruz, cuja equipe é composta por Fábio Araújo, Fábio Mallart, Emerson Baré, Mariane Martins, Luciene Silva, Paulo Roberto Ribeiro e Taís de Amorim.
Leia aqui os demais textos da série Fazer Literário Periférico:
Slam, a liberdade é revolucionária
Bibliotecas comunitárias, mulheres e participação social

 

 

 



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