Diplô Online
Meu nome não é Mauro
O crime não está na ambição de viver melhor. O crime, de fato, está em um país que nega à juventude periférica qualquer outro horizonte, restringindo o futuro ao talento excepcional ou à transgressão
Meio século de resistência
Em artigo exclusivo para o Le Monde Diplomatique Brasil, o jornalista, escritor e documentarista Edilson Martins fala sobre a atualidade de sua obra clássica, Nossos índios, nossos mortos, fora de catálogo por cinco décadas e que retorna às livrarias em edição especial. O lançamento acontece em 17 de setembro, a partir das 18h, na Livraria da Travessa de Botafogo (Rio de Janeiro)
‘Eterna fantasia’, de Danichi Hausen Mizoguchi: a coragem diante do colapso
Romance ‘Eterna Fantasia’ recém-publicado pela editora Dublinense aborda acontecimentos políticos no Brasil a partir de 2013
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O postulado da Justiça Social renovado pela eleição de Leão XIV
Ao decidir sobre a licitude da contratação de autônomos e “pejotizados”, o STF não resolverá apenas uma questão técnico-jurídica, mas definirá os limites éticos das relações trabalhistas no Brasil
Whisner Fraga fala sobre obra de minicontos que dá voz aos invisíveis
Em Fomes inaugurais, o autor mineiro entrega uma coletânea de minicontos ferozes e poéticos sobre a brutalidade cotidiana enfrentada por pessoas em situação de rua
A pior distopia é o aprisionamento pela via da privação: quando ler e escrever viram luxos
Como fazer com que os índices melhores, como fazer com que as pessoas leiam e escrevam bem, se muitos sites de notícias indicam o tempo previsto de leitura de determinada reportagem? Já não basta o livro ter se tornado artigo de luxo? Então a pessoa decide se vai ler, não pelo assunto ser interessante, mas pelo menor tempo de leitura?
Como a direita católica brasileira tem reagido ao novo Papa Leão XIV
Neste texto, pretendo destacar as reações iniciais protagonizadas por setores da direita católica brasileira — grupos como o Centro Dom Bosco (CDB) e círculos olavistas — diante da chegada de Leão XIV ao papado
A Liga das Nações está morta, viva a ONU…
A Liga das Nações nasceu em 1919 com os EUA desejando administrar o mundo – como nesse início de terceiro milênio. Esvaziada no fim da Segunda Guerra, é sucedida pela ONU, que logo manifestaria a mesma impotência em relação a questões de desarmamentoMarc Ferro
Quando legislação rima com discriminação
Estrangulados pelos grandes supermercados que controlam a distribuição, os grandes agricultores dispõem dos OMI, contratos temporários que deixam os trabalhadores estrangeiros sem direito trabalhista, social e sem chance de obter residênciaPatrick Herman
O destino do petróleo iraquiano
As companhias de petróleo norte-americanas não terão o monopólio do ouro negro do Iraque. Mas o objetivo da guerra contra Saddam Hussein foi – mais que trazer lucros para a Exxon – o de perpetuar a hegemonia norte-americanaYahya Sadowski
O passo a passo da crise mundial
A necessidades de tempo para reunir tropas na região do Iraque e a decisão de Bush de se submeter às Nações Unidas favoreceram a oposição mundial à guerra e o crescimento da crítica à hegemonia norte-americanaPaul-Marie de La Gorce
O Calcanhar de Aquiles de Sharon
A suspensão do acordo de cooperação com União Européia em um momento em que Israel amarga uma crave crise econômica poderia obrigar seu governo a voltar a negociar a criação do Estado palestino, pondo fim ao sofrimento imposto a este povoDominique Vidal
A Europa organiza a clandestinidade
A produção intensiva de frutos e legumes na Europa tem sido campo livre de práticas de trabalho ilegal, como horas-extras não declaradas dos assalariados permanentes até de formas ilegais, e até escravagistas, de recrutamento de mão-de-obra agrícolaNicholas Bell
A caminho da privatização das guerras
As empresas privadas de segurança internacional, que tiveram seu papel ampliado em conflitos de baixa intensidade com o fim da guerra fria, começam a diversificar seus serviços, aumentando a amplitude de um neo-mercenarismo que precisa ser reguladoPierre Conesa
O Le Monde e o Diplo
Em meio à tempestade provocada pelo livro sobre o ’Le Monde’, ganha relevância o processo pelo qual a redação do Monde diplomatique conquistou sua independência editorial e administrativa em relação a esse grupo editorialIgnacio Ramonet
O Le Monde em questão
Lançado recentemente, o livro ’La Face cachée du Monde’ causou um abalo sísmico no jornalismo ao atacar, baseado em uma investigação rigorosa de dois conhecidos jornalistas, o vespertino que se tornou referência de qualidade e competência tanto dentro como fora da FrançaRedação do Le Monde Diplomatique
Quando os camponeses servem de cobaia
A obsessão pela produtividade e a preocupação de por fim às crises alimentares levou à importação do modelo agrícola norte-americano. Mas além da fatura ecológica, o meio rural francês pagou com seu despovoamento e a desestruturação de seus modos de vida tradicionaisPatrik Champagne
O pesado jogo dos transgênicos
A Comissão Européia balança sobre a moratória aos OGMs, mesmo diante do caráter irreversível de sua contaminação ambiental e da possibilidade de um punhado de grandes empresas norte-americanas controlarem a agricultura mundialSusan George
Islamismo e modernidade
Somente uma história solidária dos povos poderá levar o pensamento islâmico e muçulmano a confrontar, pela primeira vez, os desafios da modernidade e a se beneficiar das contribuições do pensamento científico e da interrogação filosóficaMohammed Arkoun
Os paramilitares e o terrorismo de Estado colombiano
Enquanto as negociações com as guerrilhas – Farc e o ELN – continuam em ponto morto, o governo Uribe, com apoio de Washington, recebe de braços abertos os paramilitares ligados a assassinatos de civis e a violação dos direitos humanosHernando Calvo Ospina
A concentração das mídias nos EUA
Viabilizado pela desregulamentação do setor, o processo de concentração e conseqüente uniformização na indústria das comunicações norte-americanas aumentou desde a década de 80 e hoje está nas mão de apenas dez grandes empresas.Eric Klinenberg
O endividamento que ameaça o Império
Com uma estrutura financeira em falência, os EUA apresentam um endividamento que escapa a qualquer controle. A degradação da poupança e um déficit corrente insustentável são parte do quadro clínico de uma doença da ordem social do paísFrederic Clairmont
Ordem americana custe o que custar
Depois de demitir assessor que declarou que o custo do conflito poderia chegar a
200 bilhões de dólares, governo Bush mantém a crença de que o esforço de guerra e diminuição de impostos são os melhores remédios para a economia norte-americanaIbrahim Warde
Agressão ilegal
Ao iniciar sua “guerra preventiva” contra o Iraque, os Estados Unidos abalaram a ordem mundial. Embora sem grandes ilusões, esperava-se que o país mais poderoso da Terra não virasse ostensivamente as costas aos grandes princípios da moral política.Ignacio Ramonet
O pragmatismo de Anthony Blair
Por que estaria o primeiro-ministro britânico se colocando numa posição em que é tão facilmente ridicularizado como a “mascote” (’poodle’) dos Estados Unidos? Por que se envolve numa guerra concebida segundo interesses estratégicos norte-americanos?Tom Bentley
A chantagem nuclear
Ao substituir sua política de contenção pela de guerra preventiva e inventar o “eixo do mal”, Bush cometeu a imprudência de provocar a Coréia do Norte que, ameaçada por um “ataque preventivo”, tomou a iniciativa de colocar Washington na paredeBruce Cumings
Nascem as armas eletromagnéticas
Aparelhos de tamanhos variados, compostos de uma fonte de alimentação, de um gerador de impulso, de um tubo hiperfreqüência e de uma antena, produzem impulsos eletromagnéticos tornando vulneráveis todos os equipamentos elétricos e eletrônicosKaryn Poupée

