Diplô Online
O que esperar da política externa nas Eleições de 2026?
A disputa em 2026 colocará a frente dois tipos de projeto para as relações exteriores do país: um autônomo e outro dependente dos EUA
Golpe militar ou revolução?
Este aniversário de dois anos da AES é um momento para elogiar sua coragem e visão
Nenhum assassinato político deve ser comemorado
Insistir que nenhum assassinato político deve ser comemorado não significa neutralidade ou indiferença frente a disputas ideológicas. Significa, ao contrário, reconhecer que a política perde sua legitimidade quando se permite que a morte substitua o debate
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Whisner Fraga fala sobre obra de minicontos que dá voz aos invisíveis
Em Fomes inaugurais, o autor mineiro entrega uma coletânea de minicontos ferozes e poéticos sobre a brutalidade cotidiana enfrentada por pessoas em situação de rua
A pior distopia é o aprisionamento pela via da privação: quando ler e escrever viram luxos
Como fazer com que os índices melhores, como fazer com que as pessoas leiam e escrevam bem, se muitos sites de notícias indicam o tempo previsto de leitura de determinada reportagem? Já não basta o livro ter se tornado artigo de luxo? Então a pessoa decide se vai ler, não pelo assunto ser interessante, mas pelo menor tempo de leitura?
Como a direita católica brasileira tem reagido ao novo Papa Leão XIV
Neste texto, pretendo destacar as reações iniciais protagonizadas por setores da direita católica brasileira — grupos como o Centro Dom Bosco (CDB) e círculos olavistas — diante da chegada de Leão XIV ao papado
O impacto já visível dos microtubos na paisagem e futuramente em nossos corpos
Por que um microtubo, cujo conteúdo já foi consumido, foi parar no mar e este o devolveu à costa, na expectativa de que lhe demos o destino correto? Que soluções, em termos de políticas públicas, direito ambiental e direito à paisagem, devem ser adotadas?
O futuro do tempo
O imediatismo e a urgência são a marca do nosso tempo. A instabilidade e a precariedade do trabalho encurtam o tempo presente. Essa situação impede qualquer projeto de longo prazo, fazendo prever grande incerteza sobre o futuro. É preciso estruturar uma ética do futuro, uma ética do tempo que reabilita o futuro, mas também o passado e o presenteJérôme Deauvieau
A justiça, a democracia e os sinos
“E contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica”José Saramago
Sobre o "modelo republicano"
Partindo do princípio de que o primeiro passo de uma política de integração consiste em acolher dignamente os estrangeiros, para que eles queiram ficar no país, é forçoso constatar que a República não conseguiu fazer isso na maioria dos casosGérard Noiriel
O abandono da Universidade
A crise no ensino superior africano, majoritariamente público, tem origem nas reformas econômicas ditadas pelos organismos internacionais, que receitam redução dos salários, supressão das bolsas de estudo e demissõesAghali Abdelkader
O Líbano pós-11 de setembro
Em uma dúzia de campos-gueto do pós-guerra civil libanesa, os refugiados palestinos não perdem um episódio da Intifada. Cada casa fica permanentemente ligada à televisão: as imagens, implacáveis, divulgam diariamente a realidade brutal da repressãoMarina da Silva
Um território "contestado"
A Índia e o Paquistão reivindicam a soberania sobre a totalidade do território da Caxemira. O Paquistão declara que a maioria muçulmana lhe é favorável e pede a aplicação das resoluções da ONU, em particular aquela referente a um plebiscitoRoland-Pierre Paringaux
Israel, a utopia perdida
Abundante em lembranças e histórias que dão vida à sua memória crítica, obra oferece um raro momento de reflexão sobre os fundamentos da ideologia que envolve o Estado de IsraelDominique Vidal
Adeus às liberdades
Em nome da “guerra justa” contra o terrorismo, toda transgressão é permitida. Washington não hesitou em estabelecer alianças com dirigentes pouco recomendáveis: o general golpista Musharraf, do Paquistão, e o ditador Karimov, do UzbequistãoIgnacio Ramonet
O trabalho como "religião"
Na década de 90, ocorreu uma redefinição das relações entre empresas e empregados. O que antes era chamado de “exploração” foi rebatizado de “criação”. Sem que tivesse havido aumento de salários, foi dado aos funcionários o título de gerenteIbrahim Warde
A resistência do cinema de arte
Das 5.103 salas existentes na França, 1.200 são classificadas como “cinemas de arte”. Há vida, portanto, fora do grande circuito comercial. E se o cinema francês teve sucesso em 2001, o trabalho minucioso das salas independentes tem muito a ver com issoPhilippe Lafosse
Os desafios do II FSM
Não foi por acaso que o FSM de Porto Alegre nasceu: foi precedido por um ano de manifestações “globais” que se seguiram à de Seattle. À mercantilização do mundo, os cidadãos responderam inventando uma manifestação mundial por procuraçãoGilles Luneau
Contra a força, o direito
Desde suas origens, o Estado de Israel insulta todas as convenções da justiça internacional. Principalmente nos territórios ocupados, a prática da tortura é a regra. É uma prática que nunca acabou. Crianças, inclusive, são torturadasMonique Chemillier-Gendreau
O naufrágio do "modelo FMI"
Ao recusar um empréstimo de 1,264 bilhão de dólares ao governo argentino, o FMI desencadeou uma crise sem precedentes. Desafiando o estado de sítio, os argentinos foram às ruas, em massa, e forçaram a renúncia do governo e do presidenteCarlos Gabetta
Terrorismo, a arma dos poderosos
O terrorismo funciona. Mas não é o instrumento dos fracos. Lutar contra o terrorismo supõe o apoio à democracia e ao desenvolvimento econômico. Lutar contra o terrorismo implica em reduzir o grau do terror, e não em aumentá-loNoam Chomsky
Pisando no acelerador
Para comentaristas e políticos do mundo ocidental, as negociações que resultaram da Conferência da Organização Mundial do Comércio em Doha “poderiam abrir caminho a um número incalculável de reformas, contribuindo para a abertura dos mercados”Bernard Cassen, Frederic Clairmont
Uma máquina que mata
Uma série de negligências: esse foi o veredicto sobre as causas da explosão da fábrica AZF de Toulouse, provocando a morte de 38 pessoas. Essas “negligências” são menos raras do que se pensa: acidentes e doenças profissionais crescem há mais de 10 anosMartine Bulard
Revolucionários esquecidos
Os “doze revolucionários sem revolução possível”, ressuscitados por Paco Ignacio Taïbo, levaram uma vida louca, e muitas vezes trágica, não recuando diante da violência em seu desejo místico de mudar o mundoRamón Chao
Um desastre total
Balanço de 10 anos de neoliberalismo: do 60º lugar no índice de desenvolvimento humano da ONU (PNUD) em 1990, a Nicarágua passou, em 1999, para o 116º; o poder aquisitivo dos salários caiu pela metade: a dívida externa duplicouFrançois Houtart
Ópio do povo ou cultura popular?
Nascido do protestantismo ? e praticamente simultâneo ? no início do século XX, nos Estados Unidos, África do Sul, Brasil e Chile, o movimento Despertar (pentecostalismo) passou por uma verdadeira explosão a partir da década de 80André Corten
Moeda, a cristalização do político
A partir de 1o de janeiro de 2002, sugere-se um “plebiscito espontâneo, maciço, pluri-diário, até a decisão final”: a eliminação de uma “moeda privatizada pelos eurocratas, os banqueiros centrais e o Banco Central Europeu”. AguardemosBernard Cassen

