Combate ao desperdício e a perda de alimentos nas cidades
O desperdício de alimentos representa uma contradição social, ambiental e econômica

O desperdício de alimentos representa uma contradição social, ambiental e econômica
As Nações Unidas declararam o ano de 2026 como o Ano Internacional das Mulheres Agricultoras. O objetivo da organização é destacar o papel fundamental que as mulheres desempenham nos sistemas alimentares, bem como as persistentes desigualdades de gênero. É necessário conhecer a realidade das mulheres nos sistemas alimentares globais para que se possa planejar ações para a redução da desigualdade de gênero. Contudo, o empoderamento de mulheres e meninas visando melhorar suas condições socioeconômicas, bem como de suas famílias e comunidades, depende, principalmente, de políticas públicas e da atuação consistente da sociedade em nível local
Em negociação, a futura política agrícola comum (PAC) da Europa para 2028 a 2034 suscita muitos debates entre os Estados-membros. Em questão estão o orçamento destinado à agricultura, mas também às ajudas ambientais. O tema divide, ainda mais porque, ao mesmo tempo, coloca-se a questão da integração ao bloco da Ucrânia, uma grande potência agrícola
Prometendo conciliar agricultura e produção de eletricidade solar, o sistema agrovoltaico vem se desenvolvendo de forma fulgurante na França. Por trás da ambição declarada, porém, está o apetite financeiro das empresas de energia. A permissividade regulatória atual corre o risco de sacrificar terras e paisagens em nome do crescimento, deixando uma fatia irrisória da renda para o mundo agrícola, dividido sobre o tema
Diante da persistente desigualdade de gênero no meio rural, como as políticas públicas podem valorizar e fomentar o trabalho das mulheres, reconhecendo sua contribuição para uma produção mais sustentável e essencial no combate à fome e à insegurança alimentar e nutricional?
Ao facilitar e estimular a outorga de títulos de domínio sem que sejam aferidas as condições de reprodução econômica do assentamento, o que o governo faz é se isentar de um eixo estruturante da reforma agrária: as políticas de infraestrutura e apoio para que os agricultores produzam e permaneçam na terra
Há muito tempo os agricultores do Velho Continente estão à beira do abismo, endividados, pressionados pela grande distribuição e pelos gigantes da indústria alimentícia, dependentes de um sistema de subsídios que favorece os grandes proprietários
A produção do arroz e do feijão não tem chegado no prato da maioria da população trabalhadora. A diminuição da área plantada não é obra da natureza e nem livre opção dos produtores, é parte das consequências da pressão política e econômica pela transformação, inclusive de nossos hábitos socioalimentares, em commodities
Um mundo novo, solidário, livre dos imperativos de lucratividade… Como isso funciona? Poucas experiências desse tipo podem afirmar ter um passado. Esse é o caso de Longo Maï, na região francesa da Provença. Há meio século, trabalha-se muito lá, discute-se enormemente. As gerações se sucedem, as pessoas vêm e vão, e a aventura continua
Nosso país enfrenta o desafio da transição. Não somente de governo, mas também de retomada das políticas públicas e rearticulação das instâncias de participação social, inerentes à efetiva democracia
As eleições não pacificaram o país. E os ruralistas entendem que aqueles que se opõem a seus interesses têm de ser destruídos
Após décadas de industrialização da agricultura, a maior parte das áreas agrícolas do Brasil está ocupada com grandes extensões de monoculturas transgênicas envenenadas, e o agronegócio segue devastando a terra, a natureza, comunidades e modos de vida