O legado da COP 30 para os pequenos negócios
Essa conferência do clima confirmou algo que nós sempre defendemos: a Amazônia não é margem, é centro. Ela orienta, inspira e impulsiona novas formas de produzir e de entender a economia

Essa conferência do clima confirmou algo que nós sempre defendemos: a Amazônia não é margem, é centro. Ela orienta, inspira e impulsiona novas formas de produzir e de entender a economia
Região conhecida como Amacro, formada pelos estados do Acre, Rondônia e sul do Amazonas, é palco de expansão da fronteira agrícola e concentra o maior número de conflitos agrários do território brasileiro. Leia no sétimo artigo da série Para “adiar o fim do mundo”: as verdadeiras soluções verdes brotam da terra
A Amazônia é um centro de relevância global, mas, na hora de financiar a pesquisa, esse protagonismo ainda não aparece
Em 2022, o jornalista britânico Dominic Phillips embarcou em uma jornada: seu objetivo era entrevistar pessoas que pudessem dar pistas sobre o futuro da floresta. Dom e o indigenista Bruno Pereira foram assassinados antes que ele conseguisse ouvir todas as respostas
Os mesmos protagonistas do caos climático tentam nos vender a ideia de que é possível sairmos dele pelo esverdeamento de suas próprias práticas historicamente devastadoras. O que está em jogo, afinal, é a transformação das mudanças climáticas em uma nova oportunidade de mercado, garantindo os meios para a expansão ilimitada do sistema capitalista
Arquiteto Alejandro Luiz Pereira da Silva, criador do Instituto do Bambu, analisa o potencial da planta no enfrentamento das mudanças climáticas
O mundo precisa compreender que a Amazônia não é um vazio a ser ocupado, mas um território habitado
Realizar a conferência no coração da Amazônia é reconhecer que as respostas à crise climática passam pelos territórios e pelos povos que há séculos protegem a floresta
As cidades passaram a crescer enquanto a floresta desaparece para dar lugar a uma nova ruralidade, que se impõe como hegemônica, apesar da existência de uma miríade de vilas e comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, seringueiras e tantas outras
Cada iniciativa se torna uma guardiã do território, gerando valor econômico a partir da preservação ambiental e do fortalecimento da identidade cultural
Que tipo de futuro estamos construindo quando o desenvolvimento ainda significa sacrificar a natureza e silenciar os povos que a defendem?
Aparição se deu no mês de julho em meio ao estado do Rio de Janeiro e levanta questões sobre as políticas de preservação ambientais