A nova corrida do Chaco
Uma nova elite agrária nos países da Bacia do Prata representa uma mudança relevante para a política da região – e apresenta uma nova geografia das práticas políticas

Uma nova elite agrária nos países da Bacia do Prata representa uma mudança relevante para a política da região – e apresenta uma nova geografia das práticas políticas
Enquanto Moreno continua o processo de negar a realidade e os detentores da dívida equatoriana se fazem cada vez mais ricos, em Guayaquil o horror está nas ruas, nas casas e nos olhos de um povo, ferido uma vez mais pela infâmia das elites dominantes
Enquanto as organizações internacionais de escopo global – como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT)-, têm desempenhado uma função crucial neste contexto, a expectativa é de que os agentes políticos somem os recursos disponíveis, tanto internos quanto externos, à medida em que a tomada de consciência da gravidade da pandemia implica a distribuição dos fronts de atuação.
O atual panorama de expansão do capital e invasão sofisticada para a América Latina carrega características comuns em todo território: governos de direita; novas políticas de segurança; presença das Forças Armadas dos Estados Unidos, sob mando do Comando Sul; exploração dos recursos naturais estratégicos.
Enquanto as forças conservadoras avançam no continente sul-americano, um país permanece ancorado à esquerda: a Bolívia de Evo Morales, onde a contestação se concentra cada vez mais no seio do próprio campo político do chefe de Estado. A história singular do partido presidencial, o Movimiento al Socialismo, esclarece essa situação surpreendente
O Governo do Presidente Michel Temer rompeu com a política de valorização do salário mínimo. Tomado pela desorientação do fundamentalismo fiscal expresso na abstrata tese da “austeridade”, o governo Federal determinou que o valor do reajuste do salário mínimo para 2017 ficará R$ 10 abaixo do previsto (R$ 979) pela Lei das Diretrizes orçamentárias – sancionada pelo próprio Presidente Temer.
O orçamento participativo é uma política de participação social que ganhou o mundo. Essa experiência inverteu a ideia de que países do Sul devem aprender com modelos do Norte. Para isso se tornar possível, distintas traduções de seu conteúdo foram necessáriasOsmany Porto de Oliveira
A consolidação da América do Sul como espaço estável e de integração é prioritária para a política externa brasileira. Na sequência, enfatiza-se a necessidade de fortalecimento da relação com os Brics, a África, os Estados Unidos e a União Europeia, nessa ordemSuhayla Khalil
A referência sul-americana na Europa corta para os dois lados: a América do Sul é laboratório para o sul da Europa, e vice-versa. O laboratório de lutas desde pelo menos o zapatismo continua sendo globalAlexandre Fabiano Mendes e Bruno Cava
O critério para avaliar o padrão escolar de um país ou região é necessariamente comparativo: como é o presente em relação ao passado e como é sua situação em relação aos demais países ou regiões. Com essa perspectiva, vamos ver como está a América do SulOtaviano Helene
No Paraguai, tudo parece apontar para uma volta do Partido Colorado ao poder. A regressão é facilitada pela divisão da esquerdaGerhard Dilger
Muitos municípios e estados brasileiros se desenvolveram e atingiram excelência em diversas áreas em temas que poderiam ser incorporados à agenda da cooperação nacional, na medida em que já são demandadas pelos países parceiros, sobretudo África e América do Sul, tais como democracia participativa e mobilidade urbanaAlberto Kleiman|Eduardo Tadeu