Ameaças que pairam sobre nós
A América do Sul se militariza, e o que antes era um território de paz hoje se converte em um território de disputas no qual os Estados Unidos já praticam uma guerra híbrida

A América do Sul se militariza, e o que antes era um território de paz hoje se converte em um território de disputas no qual os Estados Unidos já praticam uma guerra híbrida
Experiência dos realizadores do noticiário Teleanálisis, que circulava pelo underground chileno durante a ditadura Pinochet, demonstra o potencial do audiovisual latino-americano e se estende ao cinema documental
Em 2024, olhar para a América do Sul e para o Pacífico é uma necessidade concreta. Já não se trata de uma questão doutrinária ou filosófica. No último quarto de século o mundo mudou radicalmente, rumo à Ásia, enquanto o Brasil avançou em sua marcha para o Oeste
A guerra às drogas expõe a relação entre geoeconomia política e frações de território capturadas com intenso exercício da violência na vida cotidiana e intensos laços com a mundialização do capitalismo contemporâneo. A América Latina é chave nesse processo em nível planetário, como se pode conferir no artigo mais recente da série Desafios da Integração
Para além da legitimidade em disputar um território, entenda o que o imbróglio de Essequibo pode representar para a realpolitik das relações internacionais latinoamericanas
Se a disputa entre os dois países existe há mais de um século por que agora o assunto passou a interessar à imprensa brasileira?
Política externa adotada pelo Brasil a partir de janeiro de 2023 resgata o tema da integração da América do Sul
Até meados da década de 2010, o Equador apresentava níveis de homicídios singularmente baixos. Agora, o pequeno país andino é um dos mais perigosos da América do Sul. Impulsionada pelo retorno dos conservadores ao poder em 2017, essa virada para a violência favoreceu seu candidato no segundo turno das eleições presidenciais de outubro. Como explicar esse paradoxo?
No fim de 2015, a onda progressista sul-americana entrava em refluxo. Oito anos depois, o continente assiste à ascensão dessas forças em países como Bolívia, Brasil, Chile e Colômbia. Estaríamos diante de uma segunda onda progressista? Ou é a extrema direita que nos espera? Qual é o papel do imperialismo nesse contexto?
A desestabilização política não é novidade no continente, assim como suas motivações. Na atualidade, porém, tem colocado em risco o horizonte de maior autonomia para os países latino-americanos. O Brasil, como detentor de metade da riqueza, da população e do território da placa sul-americana, é o fiel da balança entre o nacional-desenvolvimentismo da região e o facholiberalismo. Confira no novo artigo da série Desafios da integração
A modernização na China está guiada pela histórica ideologia socialista desde a Revolução de 1949. No presente, ela persegue tanto a promoção da harmonia entre o ser humano e o meio ambiente quanto a socialização do desenvolvimento em escala global (o caso da iniciativa da Nova Rota da Seda). Isso é o que está por trás do conceito de desenvolvimento pacífico que a China oferece para o mundo e que muito interessa aos países em desenvolvimento
No encontro virtual pelos trinta anos do Mercosul, em março, ficou evidente o descompasso entre os líderes, inclusive com a abrupta retirada do presidente brasileiro da reunião. A grave crise sanitária vivida pela região e os devastadores efeitos econômicos da pandemia deveriam ser uma oportunidade para intensificar as convergências, mas a realidade tem revelado dissensos e desarticulação