Não existe justiça climática sem paz
O mundo vem adiando, ano após ano, a escolha entre dois tipos de segurança: a que se compra com armas e a que se compra impedindo que o clima destrua safras, cidades costeiras e cadeias de suprimento inteiras

O mundo vem adiando, ano após ano, a escolha entre dois tipos de segurança: a que se compra com armas e a que se compra impedindo que o clima destrua safras, cidades costeiras e cadeias de suprimento inteiras
Ondas de calor, secas, tempestades, inundações: os eventos extremos têm sua frequência e intensidade elevadas na falta de medidas para limitar o aquecimento global. A vulnerabilidade de nossas sociedades diante dos riscos naturais já leva as seguradoras privadas a abandonar o mercado. Enquanto os avanços na modelagem permitem avaliar melhor os custos, a solidariedade nacional desempenha um papel cada vez mais importante
O que transforma um fenômeno natural em desastre social é a combinação entre crise climática, desmatamento, queimadas, desigualdade, racismo ambiental, ausência de políticas públicas
A descarbonização não é só uma questão ambiental – é também econômica, sanitária e estratégica
A crise climática global exige medidas imediatas e contundentes em todos os setores, e a produção de plásticos é um dos grandes vilões que ameaçam os esforços internacionais para limitar o aquecimento global
O homem é o único animal que destrói seu habitat. Tudo em função da produção econômica baseada na busca do lucro máximo. Trata-se de uma crise de civilização. O estilo de vida que herdamos da sociedade industrial está ameaçado. O futuro será baseado em energias renováveis ou não haverá futuro
A cidade futurista ultraclimatizada de Dubai sedia em dezembro a 28ª Conferência do Clima da ONU. Este ano, o principal objetivo dos signatários dos Acordos de Paris de 2015 é encontrar meios de financiar mais adequadamente a adaptação aos desequilíbrios em curso. A França também quer discutir o acompanhamento necessário para um cenário de mais 4 graus até ao fim do século. Um pesadelo
O cientista explica a lógica e a influência do aquecimento global nas ondas de calor recentes e adianta planos do Brasil para a COP28
Hoje são 60 milhões de pessoas expostas a índices perigosos de calor
A chance de a temperatura superar os limites anteriores é de 98% para ao menos um dos próximos cinco anos
Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, afirmou que os relatórios científicos do IPCC são um catalogar de fracassos – e que continuamos no caminho do “inferno pisando fundo no acelerador”
Embora estejamos em uma emergência climática, de norte a sul do globo governos seguem falando em ampliar as suas taxas de crescimento anuais. Entretanto, não há mais como proclamar o crescimento infinito se o planeta em aquecimento exige uma mudança sistêmica nos modos de produção e de consumo