É preciso interromper o financiamento para o carvão mineral
Último relatório do IPCC da ONU é taxativo: paramos as emissões agora ou entraremos num momento de difícil reversão dos efeitos antrópicos da mudança do clima

Último relatório do IPCC da ONU é taxativo: paramos as emissões agora ou entraremos num momento de difícil reversão dos efeitos antrópicos da mudança do clima
A COP26 contou com forte presença da sociedade civil pressionando os países para cortar o financiamento das indústrias sujas. Mas os governos buscaram um compromisso entre nossas perspectivas de sobrevivência e os interesses da indústria de combustível fóssil
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26), iniciada no fim de outubro, procura traduzir em fatos o acordo assinado em Paris em 2015. Para limitar as consequências de um aquecimento já em curso, cada país deve se comprometer a reduzir drasticamente suas emissões de gases do efeito estufa nas próximas três décadas. As procrastinações do passado não permitem otimismo
O aquecimento global está diretamente ligado à injustiça social, por isso é fundamental englobar a interseccionalidade no debate e nas políticas voltadas ao combate às mudanças climáticas
A instrumentalização interessada do princípio de liberdade de expressão para minar consensos científicos favorece a omissão dos governos em áreas críticas e urgentes, onde a inação pode acarretar a destruição potencialmente irreversível de existências e modos de vida em escala global
Não serão equacionados os problemas decorrentes das mudanças climáticas sem que a humanidade venha a rever a escala nociva de suas atividades econômicas, assim como deverá buscar meios para socializar a geração de riqueza e renda, possibilitando um mundo mais justo, inclusivo e resiliente
Recentemente, o IPCC lançou o maior relatório científico sobre as mudanças climáticas já feito. Segundo a publicação, já alcançamos efeitos irreversíveis do aquecimento global
Para alguns ecologistas, a crise ambiental atingiu um nível tal que uma única solução se impõe: o decrescimento. Segundo eles, as mudanças climáticas não provêm de um modo de produção guiado pelo mercado e, portanto, irracional: elas decorrem do crescimento, que infla a demanda energética e trava o objetivo de descarbonizar a economia. Como a redução da produção de bens produziria o efeito inverso, seria conveniente cortar a atividade. Uma análise coberta de dificuldades
Testemunha por excelência da evolução do clima da Terra, a maioria das geleiras está passando por uma fase de retrocesso. Nos Andes tropicais, esse derretimento se acelera há trinta anos e coloca em risco a irrigação, a produção de eletricidade e o fornecimento de água. Grandes metrópoles como La Paz, na Bolívia, veem uma parte significativa de seus recursos ameaçada
No dia 21 de junho, a cidade de Verkhoiansk, na Rússia, dentro do círculo polar ártico registrou 38ºC. Esse recorde acende o alerta para a possibilidade de ocorrer o “Blue Ocean Event”, ou Evento Oceano Azul, ainda este ano. Esse evento acontece quando praticamente todo gelo oceânico do Ártico desaparece
A África será o primeiro a sofrer com o aumento da temperatura e a seca. Com tudo indicando uma tendência desfavorável, era preciso reagir. Adotar uma nova abordagem: em vez de distribuir comida, não valeria mais a pena atacar diretamente as raízes do problema? Foi assim que nasceu a ideia da grande muralha verdeMark Hertsgaard
As extremidades do planeta estão ameaçadas. No Polo Sul, os icebergs afundam no mar; no Polo Norte,o gelo derrete e os ursos brancos agonizam. Enquanto isso, os países vizinhos preparam-se para se beneficiar das riquezas minerais e petrolíferas que o derretimento dos bancos de gelo irá proporcionarGilles Lapouge