Empresas e governos serão julgados pelo crime de ecocídio
Em julgamento histórico, tribunal de opinião analisará 15 casos em que ecocídio do Cerrado acontece de forma sistemática no espaço e no tempo

Em julgamento histórico, tribunal de opinião analisará 15 casos em que ecocídio do Cerrado acontece de forma sistemática no espaço e no tempo
Segundo episódio da série especial, feita em parceria com a ActionAid e a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado. O foco da conversa é o desmatamento do bioma, a boiada que segue passando no governo Bolsonaro e as diferentes formas de resistências dos povos e comunidades do Cerrado. Ouça em seu tocador favorito ou aqui.
Na última semana de março teremos estreia da série especial do podcast Guilhotina, feita em parceria com a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e a ActionAid Brasil. Disponível nas melhores plataformas e aqui no site do Le Monde Diplomatique Brasil
Tratado tende a reforçar o modelo de dependência pós-colonial de exportação de commodities e importação de industrializados, além de impactar importantes políticas de fortalecimento da agricultura familiar e tradicional e programas de compras públicas, que já vêm sendo sucateados. Para o Cerrado, alvo da expansão da captura de terras, seria uma verdadeira catástrofe
Episódio especial do Guilhotina com a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e a ActionAid Brasil discute os impactos da pandemia nos povos do Cerrado e na biodiversidade
A relação entre grilagem e desmatamento tem sido cada vez mais identificada por especialistas como uma chave para a compreensão desses fenômenos, bem como para a proposição de iniciativas que diminuam a proliferação de ambos.
Setembro é um mês marcado por datas comemorativas relativas ao meio ambiente, como o dia da Amazônia (05), do Cerrado (11), de luta contra os monocultivos de árvore (21) e de defesa da fauna (22). Seriam datas a se comemorar se não estivessem nossas comunidades, animais e florestas passando pelos piores incêndios da história e virando cinzas
No sétimo artigo da série “Os saberes dos Povos do Cerrado e a biodiversidade”, vamos conhecer um pouco mais os povos indígenas, herdeiros de saberes ancestrais que, ao longo de milênios, manejaram e multiplicaram a biodiversidade do Cerrado. Esses caminhantes de chapadas e rios, guardiões de sementes, são cuidadores de roças diversas, caçadores, pescadores e guerreiros. Combinam técnica e exímio manejo do mundo da natureza que convivem e onde vivem, praticando o agroextrativismo de frutas nativas e plantas medicinais, bem como outros tantos elementos que conjugam na feitura de artesanatos.
Apesar de toda violência e devastação, no Cerrado r-existem povos e comunidades diversos, lutando para manter seus territórios de direito, assegurar a conservação das matas, da biodiversidade e das águas, base fundamental para a reprodução sociocultural de seus modos de vida
Para defender seus modos de vida, a soberania de seus territórios e o acesso à terra, camponeses e camponesas, quilombolas, indígenas e diversos povos tradicionais têm se organizado e somado suas lutas
A história da devastação do Cerrado reúne todos os ingredientes para a potencial eclosão da próxima pandemia global. E as políticas de incentivo ao agronegócio e à grilagem de terras contribuem para intensificar esse cenário
Novo coronavírus se soma a violências e precariedades vividas nas aldeias do Cerrado. Indígenas relatam falta de assistência por parte do governo federal e medidas tomadas por conta própria são as que estão ajudando a conter a contaminação