A Constituição de 1988 sobreviverá às eleições de 2026?
O cenário político brasileiro para as eleições presidenciais de 2026 coloca em risco a sobrevivência da Constituição de 1988 e da própria democracia

O cenário político brasileiro para as eleições presidenciais de 2026 coloca em risco a sobrevivência da Constituição de 1988 e da própria democracia
A inteligência artificial generativa e a desinformação ameaçam a estabilidade democrática ao distorcer a percepção da realidade. O perigo atual reside na escala e autenticidade dos conteúdos forjados, que permitem tanto a aceitação de mentiras quanto a negação de fatos verdadeiros. Esse fenômeno gera uma crise de comprovação, em que a dúvida constante é utilizada como uma ferramenta estratégica de poder
Desregulamentação profissional não fortaleceu prerrogativas e ainda precarizou trabalhadores
A dívida doméstica deixou de ser apenas um indicador macroeconômico para se tornar um vetor de subjetivação política, um terreno onde se disputam adesões, ressentimentos e expectativas de futuro
O discurso de ódio, a perseguição às minorias e a banalização da violência deixam de ser desvios ocasionais para integrar estratégias permanentes de dominação política.
Os regimes democráticos, dominados por uma elite política e econômica, foram em geral incapazes de atender às necessidades da maioria da população, que se tornou presa fácil de fake news e do discurso religioso, principalmente evangélico
Colocar mulheres negras no centro da política pública não exclui ninguém. Ao contrário, reorganiza prioridades e amplia direitos
Em um contexto marcado pela hiperconectividade e pela centralidade das redes digitais na mediação das relações sociais, cresce a percepção de que a ampliação dos espaços de fala não tem sido acompanhada pelo fortalecimento do debate público
O antissemitismo revela uma capacidade singular de atravessar campos políticos distintos e de se adaptar a diferentes linguagens ideológicas. Ele se mantém como estrutura explicativa em cenários marcados pela deterioração do espaço público, pela perda de confiança nas instituições e pela crise da imaginação democrática
O livro Tempos de Exceção – ensaios sobre o contemporâneo (Editora Cosmos, 2025) foi escrito por Brunno Almeida Maia
Liberty-washing: a prática de invocar seletivamente a linguagem da liberdade, da restauração democrática ou do Estado de direito para legitimar ações coercitivas no exterior, desconsiderando a soberania, as restrições do direito internacional ou liberdades comparáveis no próprio país
A generalidade do discurso de Jean Birnbaum, chefe do suplemento literário Le Monde des Livres, baseada em ideias vagas ou consensuais – não reproduzir os erros do passado, defender a democracia – apresenta a enorme vantagem de não incomodar ninguém