Democracia para quem?
A democracia que queremos não cai do céu, é uma conquista que depende de nossa mobilização

A democracia que queremos não cai do céu, é uma conquista que depende de nossa mobilização
A ressureição do radicalismo é a regra, porque os atores políticos deverão produzir novas ideias e distanciá-las a partir do centro
Desde março de 2024, o M23, um movimento rebelde congolês apoiado por Ruanda, cercou novamente Goma, a capital do Kivu do Norte. Apesar dos recursos significativos e do apoio de várias organizações regionais e internacionais, a RDC acumula derrotas militares. Por que os sucessivos acordos de paz falham sistematicamente?
A polêmica recente envolvendo o magnata Elon Musk e suas declarações que afrontam o Judiciário brasileiro expõe complexidades da era digital, com desafios e graves ameaças da tecnologia às democracias e à governança global.
Desde que chegou ao poder, há dez anos, o primeiro-ministro Narendra Modi vem operando uma ruptura com o projeto secular imaginado pelos pais da Constituição indiana. Esse percurso se caracteriza pela etnicização da democracia e pela emergência de uma forma de autoritarismo que corrompe o conjunto das instituições
Depois que a tentativa de adiamento das eleições presidenciais pelo chefe de Estado Macky Sall mergulhou o país na crise, as eleições, enfim realizadas no dia 24 de março, surpreenderam a todos com a vitória do opositor, Bassirou Diomaye Faye. Muito desafiadas, as instituições parecem ter demonstrado sua solidez, apoiadas por uma forte mobilização popular. No entanto, as dificuldades políticas e sociais continuam imensas
Como manter um regime racista em um país onde a igualdade entre brancos e negros foi formalmente consagrada pela abolição da escravidão? O novo livro de Loïc Wacquant, do qual publicamos alguns trechos escolhidos, ajuda a entender como o direito e a política podem garantir uma dominação feroz… mesmo em um país que já se considerava um paraíso democrático
Escrita para permitir que o poder vigente mantenha o controle, a Constituição tailandesa acaba de desempenhar seu papel: dando um peso desproporcional ao Senado não eleito, permitiu a eleição de um primeiro-ministro que não pertence ao partido vencedor das eleições de maio de 2023… Contudo, esse tipo de gambiarra institucional pode em breve deixar de funcionar na Tailândia
Projeto de lei dá mais autonomia para a escolha de reitores. A iniciativa quer evitar o que aconteceu durante os anos do governo Bolsonaro, quando o ex-presidente nomeou 22 reitores que não haviam sido os mais votados na consulta pública
A presidenta Dina Boluarte, que assumiu em dezembro de 2022 após a tentativa de “autogolpe” de Pedro Castillo, enfrenta falta de legitimidade enquanto procura arrefecer os conflitos internos e manter a cadeira presidencial
Em junho último, o bilionário Vincent Bolloré impôs à chefia do Journal de Dimanche um diretor simpático à extrema direita
Tanto quanto a ideia de pacificação, a noção de “Exército de Caxias” pertence a uma mesma tradição militar, incompatível com a Democracia