A mídia francesa contra o governo grego
Pierre Rimbert

Pierre Rimbert
Aparentemente, o projeto era simples. Após cinco meses, os credores de Atenas se incumbiriam de salvar a Grécia da bancarrota. Ao final das negociações, sua outra ambição foi desvelada: desacreditar um projeto político tido como “radical”Costas Lapavitsas
Considerando os últimos trinta anos – recessão nos anos 1980, desindustrialização, baixo crescimento e ampliação da desigualdade nos 1990 –, torna-se significativo que é num período de crescimento com redução da desigualdade que surgem as condições para a emergência do crescimento econômico/instabilidade políticaPaulo Augusto André Balthazar
Há décadas a dívida africana mobiliza a atenção das instituições financeiras internacionais e das associações que reclamam pura e simplesmente sua anulação. Alguns países se desendividaram graças ao aumento do preço das matérias-primas, porém, outros construíram novos passivos e são ameaçados por fundos abutresSanou Mbaye
Não mudamos uma política que está perdendo. Nem a derrota nas eleições departamentais, nem a ascensão da extrema direita, nem o crescimento do emprego acalmam os ardores liberais do presidente François Hollande e de seu primeiro-ministro, Manuel Valls. Prova maior: o projeto de lei do ministro da Economia, E. MacronMartine Bulard
Sua oposição às políticas de austeridade europeias vale aos gregos tanta simpatia quanto sua luta contra a ditadura dos coronéis? Depois do golpe de Estado de 21 de abril de 1967, a solidariedade internacional se estendeu a amplos setores de opinião, para além da esquerda. O cineasta fala de seu filme Z como referênciaPhilippe Descamps
Semana após semana, o nó das negociações estrangula progressivamente o governo grego. Altos dirigentes europeus já explicaram que nenhum acordo será possível com o primeiro-ministro Alexis Tsipras enquanto ele não “romper com a ala esquerda de seu governo”. A Europa, prega solidariedade, só a oferece aos conservadores?Stelios Kouloglou
Nas análises da grande mídia, as medidas recessivas são um remédio amargo, mas ainda um remédio, capaz de, em um ano, pouco mais, reconduzir o Brasil ao posto de país “emergente”. A leitura é parcial, mas não totalmente incorreta. E aqui repousa a ilusão do Plano Levy: ele é uma meia verdade. Por quê?Ricardo L. C, Amorim
Em entrevista, o engenheiro e mestre em Finanças Públicas pela Eaesp/FGV, ex-secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo (1989-1992) e consultor na área fiscal, orçamentária e tributária Amir Khair analisa a política econômica dos últimos vinte anos e critica o ajuste fiscal e a taxa básica de jurosSilvio Caccia Bava
Os filtros que sustentavam a falsa meritocracia expressa pelos monopólios sociais por meio da educação, das redes de indicações e dos círculos de relacionamento vêm sendo questionados pelo avanço das políticas de inclusão em vários níveis, revelando incapacidade de segmentos de maior renda viver a competitividadeMarcio Pochmann
“A França ficaria contente se alguém forçasse o Parlamento [a adotar as reformas], mas é difícil, é a democracia.” Pronunciadas pelo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, essas palavras não ilustram apenas o desdém dos dirigentes europeus pela soberania popular, mas o domínio da Alemanha sobre a EuropaWolfang Streeck
A visita do presidente François Hollande a Cuba, em 11 de maio, marca uma nova etapa do degelo das relações entre Havana e as potências ocidentais. Raúl Castro e Barack Obama já haviam dado, em abril, um aperto de mão histórico na Cúpula das Américas. Essa aceleração da história suscita algumas interrogações na ilha…Janette Habel