Os culpados e seus cúmplices
Desde o início da guerra, os relatórios se acumulam: quer falem de destruição metódica, de extermínio ou de genocídio, todos concluem que Israel quer aniquilar o povo de Gaza

Desde o início da guerra, os relatórios se acumulam: quer falem de destruição metódica, de extermínio ou de genocídio, todos concluem que Israel quer aniquilar o povo de Gaza
Gideon Levy, jornalista do diário Haaretz, passou a carreira denunciando a ocupação dos territórios palestinos, a colonização, as expulsões e a chantagem com o antissemitismo. Há dois anos, é uma das poucas vozes em seu país a se erguer contra o banho de sangue em Gaza. Como pode uma tragédia tão grande ocorrer diante do silêncio e da indiferença da maioria dos israelenses?
Os massacres cometidos contra a população civil de Gaza ocorrem num momento singular do ponto de vista demográfico. Se uma “ameaça existencial” pesa sobre o “Estado judeu”, ela se deve menos a incursões cruéis de grupos armados hostis do que a uma derrota de Israel na guerra de fecundidade que se desenvolve entre o Mediterrâneo e o Rio Jordão
Desde o início do ano, o Exército e os colonos israelenses provocaram o deslocamento forçado de 50 mil palestinos da Cisjordânia. Ao impor leis iníquas e exercer uma violência cotidiana, Tel Aviv persegue uma anexação gradual que visa, entre outros objetivos, à apropriação de terras agrícolas e à construção de novas colônias – ilegais, segundo o direito internacional
É urgente a imposição da lei internacional
Como falar de dignidade global se metade de sua população vive sob um regime de vigilância e punição moral?
Países árabes não socorrem Gaza: a normalização com Israel rima com bons negócios
Em visita ao Brasil, o historiador israelense Ilan Pappe fala sobre propaganda de Israel, colonialismo e o lançamento de seu novo livro, Brevíssima história do conflito Israel-Palestina
Enquanto Israel semeia a devastação no enclave palestino, muitos sonham em ver o governo chinês retomar seu anticolonialismo de outrora para enfrentar Tel Aviv. Não será isso um engano a respeito do papel que Pequim pretende desempenhar na cena internacional dos próximos anos?
“As palavras não dão conta do horror.”
Quanto mais visibilidade, melhor. Quanto mais deixarmos claro que nossos olhos estão em Gaza, melhor. Quanto mais cobrarmos de nosso governo ações práticas, sanções e bloqueios comerciais, melhor
A Irlanda há muito tempo demonstra solidariedade com a Palestina. Sua história a sensibilizou para os horrores da colonização, da ocupação e da divisão territorial. Derry, segunda maior cidade da Irlanda do Norte, se assemelha a Gaza quando Londres se disfarça de Tel Aviv. Mas que apoio efetivo pode oferecer uma ilha transformada em enclave econômico norte-americano dentro da União Europeia?