Terror e “negassionismo”
O Ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023

O Ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023
Além de assassinar diretamente a população, Israel intencionalmente tornou Gaza inabitável para o povo palestino e, na verdade, para qualquer outro
O cerco a Gaza não é apenas físico: é também político, diplomático e simbólico
Desde o início da guerra, os relatórios se acumulam: quer falem de destruição metódica, de extermínio ou de genocídio, todos concluem que Israel quer aniquilar o povo de Gaza
Gideon Levy, jornalista do diário Haaretz, passou a carreira denunciando a ocupação dos territórios palestinos, a colonização, as expulsões e a chantagem com o antissemitismo. Há dois anos, é uma das poucas vozes em seu país a se erguer contra o banho de sangue em Gaza. Como pode uma tragédia tão grande ocorrer diante do silêncio e da indiferença da maioria dos israelenses?
Os massacres cometidos contra a população civil de Gaza ocorrem num momento singular do ponto de vista demográfico. Se uma “ameaça existencial” pesa sobre o “Estado judeu”, ela se deve menos a incursões cruéis de grupos armados hostis do que a uma derrota de Israel na guerra de fecundidade que se desenvolve entre o Mediterrâneo e o Rio Jordão
Desde o início do ano, o Exército e os colonos israelenses provocaram o deslocamento forçado de 50 mil palestinos da Cisjordânia. Ao impor leis iníquas e exercer uma violência cotidiana, Tel Aviv persegue uma anexação gradual que visa, entre outros objetivos, à apropriação de terras agrícolas e à construção de novas colônias – ilegais, segundo o direito internacional
É urgente a imposição da lei internacional
Como falar de dignidade global se metade de sua população vive sob um regime de vigilância e punição moral?
Países árabes não socorrem Gaza: a normalização com Israel rima com bons negócios
Em visita ao Brasil, o historiador israelense Ilan Pappe fala sobre propaganda de Israel, colonialismo e o lançamento de seu novo livro, Brevíssima história do conflito Israel-Palestina
Enquanto Israel semeia a devastação no enclave palestino, muitos sonham em ver o governo chinês retomar seu anticolonialismo de outrora para enfrentar Tel Aviv. Não será isso um engano a respeito do papel que Pequim pretende desempenhar na cena internacional dos próximos anos?