A inteligência artificial e a nova fratura metabólica do capital
Por que a disputa pela IA é também disputa pela energia, pela água, pela verdade pública e pelo planejamento democrático da vida

Por que a disputa pela IA é também disputa pela energia, pela água, pela verdade pública e pelo planejamento democrático da vida
Há um ponto em que a conformidade deixa de proteger e passa a recompensar, o instante exato em que o selo vale mais do que a verificação que deveria atestar. É o ponto G da audit society, e é nele que o jogo se decide. A pergunta que define o futuro algorítmico não é se a máquina será verificada, mas quem escreve o teste, e a serviço de quem
Quando a humanidade cria uma força produtiva que já não controla democraticamente
A economia global não atravessa apenas uma oscilação conjuntural: há uma desaceleração estrutural longa, posterior à crise de 2008, que restringe a capacidade do sistema de produzir prosperidade social ampla
Enquanto as empresas de IA se beneficiam de ecossistemas digitais, quem mais se beneficia com elas?
Artista e professora da USP reflete sobre o campo de disputa da inteligência artificial na criação artística, desde a questão da autoria até a problemática ambiental
Como em um teatro de marionetes, a dramaturgia do Vale do Silício segue um roteiro bem conhecido: a indústria da inteligência artificial (IA) fala dos riscos que seus produtos representam para a humanidade e, ao mesmo tempo, comercializa soluções “éticas”. A empresa Anthropic levou essa estratégia ao grau máximo de perfeição no conflito que recentemente a opôs ao Pentágono
Um culto da IA seria, hoje, capaz de pôr em xeque a hegemonia da Igreja sobre a fé? A cúria tem razão de se preocupar?
A tecnologia está mais presente como iniciativa individual do que como estratégia organizacional
Como entender a ascensão e o papel da indústria tecnológica norte-americana? Na imprensa e nas revistas, as noções de “tecnofeudalismo”, “luzes sombrias” e “tecnofascismo” disputam o posto de conceito da moda em maior evidência. Uma perspectiva histórica leva a um conceito mais antigo, mas também mais sólido: o imperialismo
É só comparar a eficiência dos robôs conversacionais e a mediocridade da informação produzida pela maioria dos meios de comunicação para perceber uma amarga ironia: voluntariamente subordinado à pressão do clique e do imediatismo, o jornalismo se tornou por si só automatizável. Diante da inteligência artificial, a imprensa deve se refazer ou desaparecer
A tecnologia que redefine poder, soberania e o futuro das nações