Reflexões sobre a Infraestrutura Urbana: saneamento básico
O saneamento básico é um dos maiores problemas das grandes cidades e metrópoles. Não apenas no mundo pós-revolução industrial, mas desde a formação das primeiras aglomerações humanas

O saneamento básico é um dos maiores problemas das grandes cidades e metrópoles. Não apenas no mundo pós-revolução industrial, mas desde a formação das primeiras aglomerações humanas
“É através da distribuição no espaço urbano que se percebem as desigualdades e as distâncias físicas e sociais (estritamente relacionadas) que contribuem para a desconstrução do cidadão” (Flávio Matioli Veríssimo Silva e Eduardo Henrique Lopes Figueiredo).[1]
[1] In“Direito Social ao Transporte: nova diretriz e velhas premissas na mobilidade urbana”, Revista da AGU, Brasília-DF, v. 17, n. 01, jan/mar 2018, pp. 153-168, p. 155. Esta frase tem como base as observações de Milton Santos, geógrafo, jornalista, advogado, professor e escritor. Percebe-se que mobilidade é, então, um requisito para a cidadania.
Mesmo aqueles que têm pouco recursos ou que não tem recurso precisam ter acesso à água e ao esgotamento sanitário e os gastos com estes serviços não podem impedir que outros direitos humanos, igualmente importantes sejam atendidos
Não podemos lamentar que a mãe natureza nos castiga e só nos resta chorar nossos mortos e nossas perdas. Temos, sim, de nos indignar com as políticas públicas que levaram a essa situação e apontar seus responsáveis
No dia 31 de agosto, faz 20 anos da criação da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA). À primeira vista, parece uma história do passado. Uma iniciativa que, após sua criação e os “anos dourados” que se seguiram, parece ter “envelhecido mal” no atual cenário de crise política da região. No entanto, o enfraquecimento da coordenação regional por trás dos projetos da carteira da IIRSA não é sinônimo de perda de força no avanço da agenda de infraestrutura na América do Sul. Um exemplo disso é que atualmente vários governos têm apontado as grandes infraestruturas como uma das possibilidades de “reativação econômica” após as consequências da pandemia. Por ocasião do aniversário, faz sentido aproveitar a data para relembrar a história desses 20 anos do surgimento da IIRSA, analisando o que mudou e o que permanece
No Brasil, nos últimos anos, a queda da participação dos investimentos em infraestrutura no PIB para patamares abaixo de 2% foi caraterizada por uma redução ainda mais drástica do investimento público. Como reverter esse quadro e ampliar os investimentos em infraestrutura, tanto públicos quanto privados?
O ano de 2016 foi marcado pela eleição, nas Filipinas, do presidente Rodrigo Duterte. Seu programa de combate às drogas e à criminalidade chamou atenção da mídia internacional por causa dos milhares de mortes provocadas. Contudo, paradoxalmente, o novo homem forte de Manila pretende pôr em prática numerosas reformas sociais, econômicas e políticas
Para as populações da Pan-Amazônia, a articulação e a unificação de suas lutas são um imperativo de sobrevivência. Os projetos de integração viária e de infraestrutura continental afetam inúmeros povos por meio de deslocamentos forçados, destruição ambiental, desestruturação das culturas e criação de bolsões de misériaLuiz Arnaldo Campos|Dion Monteiro
A lógica dos grandes projetos irradiou-se para o interior das metrópoles amazônicas. Assim, as cidades de Belém e Manaus, nos dias atuais, têm na infraestrutura urbana um meio de ampliar divisas em âmbito local e global, mesmo que para isso as relações sociais e culturais sejam alteradas de forma drástica e arbitráriaSandra Helena Cruz
Varridas por um dos ciclones mais violentos de sua história, as Filipinas sofrem para curar suas feridas. Ainda que o país seja considerado um dos que têm melhor desempenho em matéria de redução dos riscos de catástrofes, os dirigentes apresentam certa tendência de encontrar bodes expiatóriosJean-Christophe Gaillard e Jake Rom D. Cadag
Individualismo para os outros; proteção, regulamentações coletivas e Estado de bem-estar para si: a grande burguesia comporta-se como um grupo unido que assume suas alianças, seus modos de vida, a educação dos futuros herdeiros. Não hesita em expressar seus interesses coletivos e a defendê-los a todo momento