Interseccionalidades para a vida e não para a morte
Racismo, machismo, misoginia, capacitismo, colonialismo e empobrecimento continuam definindo quem acessa direitos e quem permanece à margem

Racismo, machismo, misoginia, capacitismo, colonialismo e empobrecimento continuam definindo quem acessa direitos e quem permanece à margem
Há um paradoxo no coração do eleitorado brasileiro. Às vésperas das eleições de outubro, a geração que mais sofre com o bloqueio das perspectivas de futuro é, simultaneamente, a que mais parece se deslocar em direção ao campo político que defende as políticas responsáveis por esse mesmo retrocesso. Poderá a esquerda reverter esse processo?
Por que, diante de um cenário de precarização, insegurança e bloqueio de futuro – cujas causas estão estruturalmente associadas ao neoliberalismo – a juventude tem encontrado respostas mais convincentes justamente em plataformas políticas que tendem a aprofundar essas mesmas condições?
A análise das trajetórias juvenis brasileiras na transição entre educação e trabalho revela a persistência de padrões estruturais que atravessam períodos históricos distintos, caracterizados pela subordinação das necessidades educacionais dos jovens das classes populares às demandas imediatas de mão-de-obra
Fundadas no entendimento de que a crise climática é também uma crise aos seus direitos infanto-juvenis, crianças e adolescentes cada vez mais reclamam atenção para o fato de que a degradação ambiental produz problemas de contornos específicos sobre seus direitos
Pesquisa do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e parceiros aponta que a pandemia provocou uma intensificação do papel dos jovens brasileiros na provisão e nas responsabilidades consigo mesmos e sua família, uma vez que muitos familiares adultos ficaram doentes, incapacitados para o trabalho, foram demitidos ou tiveram o salário diminuído
Diante do quadro de tamanhas injustiças e desgovernança, nossas juventudes que viveram um processo de exaustão pelos ataques frontais a sua potência de sonhos se erguem
Com medo de perder seus privilégios, os militares de Myanmar tiraram do poder e prenderam os dirigentes eleitos. Aung San Suu Kyi está sendo processada pela “importação ilegal de walkie-talkies” e por “desrespeito à lei sobre desastres naturais”. Três semanas após o golpe e apesar da repressão, a população continua a se manifestar em todo o país
Mobilização dos entregadores marca contraofensiva ao pandemônio fascista, que se alimenta do assalto retrógrado à educação brasileira
Quem passeia pelas cidades brasileiras rapidamente se dá conta dos efeitos práticos de um sistema alicerçado na violência: grades, muros, ruas com cancelas, milícias fazendo as vezes de segurança privada nos bairros de classe média e alta. Grades, muros, toques de recolher, chacinas em bares nos bairros de classe baixa. O contraponto ao genocídio de jovens negros, índios, mulheres e outras minorias é um país estruturado de alto a baixo para operar, geração após geração, esse genocídio
Para debater os efeitos da proposta de redução da maioridade penal, entrevistamos o advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca-SP). Ele analisa a estrutura atual de atendimento a jovens infratores no Brasil e alerta: a redução vai gerar mais crimes Luís Brasilino
Com a crescente maré conservadora e autoritária global, ondas de ódio tem atingido a sociedade brasileira com frequência horrenda. Não levar seus impulsionadores a sério é um risco e não intervir pode ser um equívoco danoso, capaz de dar espaço à efervescência de discursos fascistas.