O fetichismo da mercadoria e a China
Fomos todos vendidos. Só na aparência é o consumidor que é consumista, pois é a mercadoria que consome o ser humano no processo de produção e no consumo

Fomos todos vendidos. Só na aparência é o consumidor que é consumista, pois é a mercadoria que consome o ser humano no processo de produção e no consumo
Em um país que considera justiça como sinônimo de prisão, as cadeias tornaram-se os campos de concentração para onde a população mais vulnerável é mandada para descarte
Em um mundo onde as relações se estabelecem e se encorpam através das redes sociais e de interações virtuais, fica claro que nossa sociedade mais afasta que abraça as pessoas. Um mundo no qual, vejam só, muitos de nós se espelham em figuras que comercializam no Instagram — ou em outras redes — corpos, sonhos, viagens, produtos etc. É nessa lógica que me pergunto: é este o lugar que queremos?
Vitória agridoce para a Samsung em disputa com a Apple: a justiça decidiu que seu tablet não é um plágio do iPad porque ele não é “tão cool” quanto o original. Absorvendo milhões com o pretexto de proteger a inovação, a “guerra das patentes” prossegue. Mas não existem formas de estimular a invenção de coisas úteis?Dean Baker
Há dez anos, diante da ameaça aos serviços públicos, o movimento antiglobalização forjou a palavra de ordem “o mundo não é mercadoria”. Até hoje, porém, não existe uma teoria capaz de fazer frente ao discurso econômico liberal criticado por eles. É preciso forjar uma ferramenta conceitual alternativa