Tropicalizando as políticas públicas
Unifesp organiza evento internacional para discutir difusão de inovações sociais por meio da cooperação para o desenvolvimento

Unifesp organiza evento internacional para discutir difusão de inovações sociais por meio da cooperação para o desenvolvimento
Milhares de cidades vêm transformando suas práticas democráticas em direção a uma estrutura mais participativa. Símbolo desse movimento, o orçamento participativo porto-alegrense hoje é seguido por 15.300 comunidades, as quais procuram responder às demandas dos mais desfavorecidos, em geral excluídos da gestão localGiovanni Allegretti
Desde a democratização no continente nos anos 90, os africanos se envolvem cada vez mais na gestão das cidades. É assim que o orçamento participativo chegou. Em 2010, 53 coletividades territoriais adotavam esse procedimento, agora o número saltou para 153, numa evolução encabeçada por Senegal, Camarões e MadagascarMamadou Bachir Kanouté
Após 20 anos de existência, a sobrevivência do orçamento participativo depende de adequações no seu desenho institucional e do suporte de atores sociais e políticos com disposição e recursos para confrontar as inevitáveis oposições que um mecanismo desse tipo tende a gerar
Estamos assistindo a um momento de redefinição do OP. Progressivamente, ele parece assumir um lugar de potencializador de políticas participativas em cidades governadas por partidos de esquerda, em particular em áreas voltadas ao acesso à infraestrutura da população de baixa renda
O Orçamento Participativo tem como objetivo atrair setores sociais pobres para a vida política dos municípios. Mas apesar de abrir canais de participação direta a grupos com reduzido acesso à esfera pública, a iniciativa possui limitações para reverter as desigualdades que marcam as cidades brasileiras