A casa no morro – Final
E eu não tinha uma droga de um par de algemas. Puxei o cadarço do meu
tênis e o usei para amarrar os pulsos de Joana. Apertei o nó com força.
Ela não resistiu. Pareceu-me que estava sorrindoOlivia Maia

E eu não tinha uma droga de um par de algemas. Puxei o cadarço do meu
tênis e o usei para amarrar os pulsos de Joana. Apertei o nó com força.
Ela não resistiu. Pareceu-me que estava sorrindoOlivia Maia
No terceiro número de nossa seção dedicada à tradução de poesia e prosa em língua inglesa, coordenada pela jornalista e tradutora Marina Della Valle, apresentamos dois poemas de Erín MoureVirna Teixeira
Creio que a insistência em tentar reconhecer (inutilmente) na literatura contemporânea a semelhança com roteiros de filmes parte apenas primeiramente do leitor, que não consegue mais diferenciar de forma clara as duas (ou mais) artesRenata Miloni
Hoje, o jornal que passa por debaixo da minha porta, salvo honradas exceções, é ilegível. Já fiz pesquisas em jornais antigos na Biblioteca Nacional e cheguei a sentir os olhos marejados – de raiva – pela comparação com o jornal pelo qual pago hojeSimone Campos
Carinho é gostoso, tapa é ruim. De quantas pesquisas necessitamos para ter certeza disso? Lembrando Belchior em uma outra música, não precisamos que nos digam de que lado nasce o sol porque bate lá nosso coração — e a esperança de um futuro melhor para nossas criançasMaria Helena Masquetti
— Essa, não.
— Não quer visitar a Torre Eiffel?
— Quero não.
— Mas todo mundo que vai a Paris visita.
— Pois eu vou ser o primeiro a não ir.Daniel Cariello
Na rua, outra rua
De manhã, domingo, o tapete cristalino sobre o chão denuncia a madrugada em que a rua, tão desimportante, pertenceu a pessoas que costumam só ter com ela uma relação de passagem ou compromisso. O bar, portas fechadas, recobriu-se de seu aspecto simplório, por trás da bandeira puída
Aqui
Clea
Histórias novas, e algumas reinterpretadas, vêm outra vez salvar o romance do pecado da falta de originalidade, tendo em vista a existência de seus antecessores. Passei por quase todas elas com o desdém de um connaisseur enfastiado
Aqui
A casa no morro – Parte 4
Iuri talvez se aborrecesse com minha afirmação. Ele preferia chegar
pelas bordas. Senti que me lançava um de seus olhares de censura, mas eu
estava prestando atenção na reação de Jônatas. O homem não se moveu. Não
havia como ficar mais branco. Porque havia desconfiado do que estava por
vir
Aqui
*
Um poema de Pablo Simpson
AquiRodrigo Gurgel
De manhã, domingo, o tapete cristalino sobre o chão denuncia a madrugada em que a rua, tão desimportante, pertenceu a pessoas que costumam só ter com ela uma relação de passagem ou compromisso. O bar, portas fechadas, recobriu-se de seu aspecto simplório, por trás da bandeira puídaDiego Viana
Iuri talvez se aborrecesse com minha afirmação. Ele preferia chegar
pelas bordas. Senti que me lançava um de seus olhares de censura, mas eu
estava prestando atenção na reação de Jônatas. O homem não se moveu. Não
havia como ficar mais branco. Porque havia desconfiado do que estava por
virOlivia Maia
Pablo Simpson
Agenda da Periferia completa um ano de publicação. Como diria Sergio Vaz, não praticamos jornalismo — “jogamos futebol de várzea no papel”. Fazê-la é exercício de persistência, crença e doação. O maior sinal de êxito é o respeito que o projeto adquriu no movimento cultural das quebradasEleilson Leite
Histórias novas, e algumas reinterpretadas, vêm outra vez salvar o romance do pecado da falta de originalidade, tendo em vista a existência de seus antecessores. Passei por quase todas elas com o desdém de um “connaisseur” enfastiadoLuiz Paulo Faccioli