“Sionismo de esquerda”: suspiros finais
Ainda que seja impossível negar o avanço do apartheid e da colonização palestina, o redwashing segue insistindo que o problema da tragédia palestina está nas vitórias consecutivas da extrema direita em Israel.

Ainda que seja impossível negar o avanço do apartheid e da colonização palestina, o redwashing segue insistindo que o problema da tragédia palestina está nas vitórias consecutivas da extrema direita em Israel.
O processo de colonização da Palestina prolonga pela separação da Faixa de Gaza e Cisjordânia (trata-se das regiões fragmentadas da Palestina histórica); por um regime de apartheid pelo qual os direitos econômicos, sociais, culturais e políticos garantidos não são os mesmos aos cidadãos judeus e árabes israelenses
Afinal, qual é a diferença entre a continuidade de poder de Netanyahu, que já ocupa o cargo há 13 anos (1996 a 1999 e 2009 a 2019), e os novos ventos vindos do ex-comandante militar centrista para as mulheres palestinas e israelenses? A resposta é: nenhuma. Mais um artigo do especial Feminismos transnacionais.
Elaborado por Washington sem a participação de palestinos, o plano de Donald Trump para a paz no Oriente Médio satisfaz as principais exigências de Israel. Além de confirmar a anexação de todas as colônias e do Vale do Jordão – disposições contrárias às resoluções da ONU –, o “acordo do século” priva um eventual Estado Palestino de sua soberania
“Al Nakba” é como ficou conhecido em árabe (traduzido como “catástrofe”) o processo que culminou na expulsão de 700 mil palestinos de seus territórios, consequência de uma sucessão histórica atrelada à um conflito geopolítico administrado pelo Mandato Britânico na Palestina. O quadro de refugiados é um dos mais graves do mundo: a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) presta hoje assistência à 5.5 milhões de refugiados palestinos forçados a sair de seus territórios – não apenas pela guerra de 1948, mas pelos sucessivos conflitos na região.
Enquanto os israelenses vão às urnas para eleger um novo Parlamento em 17 de setembro, a Faixa de Gaza não para de afundar. Há treze anos, Tel Aviv submete o território palestino dirigido pelo Hamas a um bloqueio militar devastador. Quanto tempo a população conseguirá suportar?
Em maio começam as celebrações do 70º aniversário de criação do Estado hebreu, ocasião para o povo palestino lembrar a catástrofe vivida em 1948 e reivindicar o direito de retorno dos refugiados, previsto pelas resoluções da ONU. Em Gaza, os manifestantes que enfrentam as balas dos soldados israelenses militam por essa exigência de justiça
Na aurora do dia 5 de junho de 1967, o Exército israelense destruiu no solo a aviação militar egípcia. Em seis dias, conquistou o Sinai, a parte síria das Colinas de Golã e a porção histórica da Palestina que lhe havia escapado em 1948: Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza. A ocupação continua, mas a estratégia de erradicação da aspiração nacional palestina choca-se com uma resistência enraizada em uma longa história
A aliança entre fundamentalistas cristãos dos Estados Unidos e o Estado de Israel baseia-se em uma ideologia conservadora e antimuçulmana, a qual muitas vezes se choca com a realidade – como em uma viagem à Terra Santa organizada por crentes norte-americanosTom Bissell
Graças ao apoio dos bombardeiros russos, de consultores iranianos e combatentes xiitas libaneses, o Exército sírio recuperou terreno antes do cessar-fogo de fevereiro. Ao apoiar com firmeza o presidente Al-Assad, o Hezbollah viu sua legitimidade consolidada. Mas a ameaça do Estado Islâmico não basta para afastar o riscMarie Kostrz
Projeto de lei sancionado por Benjamin Netanyahu promete impor novas exigências de transparência às organizações sociais israelenses. O texto, que visa punir as entidades que fazem oposição ao governo, se inscreve em um clima de caça às bruxas orquestrado pelos partidos que defendem a colonizaçãoCharles Enderlin
Os governos ocidentais fingem que descobriram a amplitude do caos sírio apenas com o recente afluxo de refugiados. Apenas uma ínfima minoria dos sírios consegue chegar à Europa ao fim de uma viagem perigosa. No mais das vezes, eles encontraram refúgio em outra região de seu país, na Turquia, no Líbano ou na JordâniaHana Jaber