Indígenas têm suas identidades invisibilizadas nas prisões do Brasil
Privados de seus direitos básicos e desrespeitados em suas práticas tradicionais de punição, os indígenas brasileiros engrossam, invisíveis, a população carcerária do país

Privados de seus direitos básicos e desrespeitados em suas práticas tradicionais de punição, os indígenas brasileiros engrossam, invisíveis, a população carcerária do país
O governo Bolsonaro, subserviente aos interesses do capital nacional e internacional, organiza sua base para tentar tornar ‘letra morta’ os direitos indígenas. Em paralelo, a facilitação do acesso e posse de armas de fogo por parte de fazendeiros tem a capacidade de provocar um verdadeiro desastre com a volta da prática de genocídios contra os povos originários
Samantha trilha seu próprio caminho em sintonia com seu tempo, com suas pautas, comprometimento e possibilidades. Reconhece a importância de seu pai para o país, Mário Juruna, mas tem certo que precisa fazer sua própria trajetória, inscrever sua marca nos dias correntes.
Trinta anos depois da execução do jesuíta, será levado a júri o único acusado ainda vivo . Cañas ou Kiwxí, nome que recebeu dos índios Myky, sabia dos perigos que rondavam os Enawenê Nawê. Pois, a defesa das terras indígenas já tinha desencadeado mortes trágicas na região
Os direitos dos povos indígenas às suas terras foram garantidos por todas Constituições brasileiras desde 1934, e eles foram declarados mesmo nos tempos coloniais. A Constituição de 1988 declara que os direitos indígenas são “originários”, isto é, ela reconhece que eles preexistem, como os diferentes cantões suíços, ao próprio Estado. O papel deste não é o de garantir aos povos indígenas direitos territoriais, e sim o de reconhecê-los.
“Nós estamos prestes a instalar nesse país uma ditadura que a Funai já está vivendo. Uma ditadura que não permite o presidente da Funai executar as políticas constitucionais. Isso é muito grave, o povo brasileiro precisa acordar”
Após 26 anos, é possível celebrar a eficácia dos princípios do Sistema de Proteção ao Índio Isolado: o respeito à decisão dos povos de se manterem isolados e a autodeterminação dos grupos de recente contato. No entanto, dificuldades apontam para um colapso do sistema.Antenor Vaz
Tratados como minoria, indígenas misturam traços culturais e ligação com um território para resistir, conquistando vitórias como as constituições que reconhecem o caráter pluriétnico e multicultural de vários Estados na América Latina
No amplo espectro de tranformações políticas na região sul-americana, o processo boliviano tem as características mais avançadas de uma mudança estrutural. A partir da luta antiestatal os movimentos sociais e indígenas passaram a pensar formas de governo e de autodeterminação social, chegando a um novo projeto de país
A Bolívia é o caso mais atual de um movimento amplo na América Latina em que os povos originários estão assumindo um protagonismo crescente na política e obtêm avanços significativos como o respeito a seu sistema judicial. Os horizontes parecem abertos para a constituição de Estados plurinacionais
É preciso, sobretudo, gerar uma nova consciência e educar os investidores e seus programas diante do clamor da terra frente às mudanças climáticas. Trata-se de buscar envolver, mais uma vez, a sociedade moderna para corrigir suas contradições e assumir o compromisso do direito coletivo na busca do bem comum
Em um país com maioria indígena, é natural que o governo de esquerda tente minimizar a discriminação sofrida durante séculos de exploração. Porém, para aqueles que não compartilham dessa identidade, isso pode parecer um privilégio. Aí está a brecha que a direita precisava para difamar