Uma mensagem ao mundo
Todos unir-vos pelo fim do massacre em Gaza e pela criação de um corredor humanitário seguro
Vivemos um dos momentos mais sombrios e decisivos da história contemporânea. Em Gaza, crianças estão sendo assassinadas antes mesmo de poderem pronunciar o próprio nome. Famílias inteiras são soterradas sob os escombros. Hospitais, escolas e abrigos viram covas coletivas. O que se perpetra diante dos olhos do mundo não é guerra: é massacre, é genocídio, é a destruição da própria ideia de humanidade.
Não há neutralidade possível. O silêncio é cumplicidade. A hesitação é abdicar do dever histórico de proteger a vida. É hora de erguer uma voz uníssona em defesa da humanidade, pois cada criança morta em Gaza é uma ferida aberta no corpo do mundo.
A urgência de um corredor humanitário escoltado
Não bastam declarações protocolares. Não bastam resoluções tímidas. A humanidade exige ação. É preciso que os países que ainda conservam algum respeito pelo princípio da vida se unam para garantir um corredor humanitário internacional, escoltado por estruturas militares legítimas, capaz de assegurar a chegada em segurança das flotilhas de solidariedade que já cruzam os mares.
Essas embarcações não carregam armas, não representam guerra. Elas carregam alimentos, remédios e esperança. Carregam a coragem de cidadãos e cidadãs de todo o planeta que, voluntariamente, decidiram arriscar suas vidas para salvar as crianças de Gaza. A responsabilidade da comunidade internacional é proteger essas vidas e garantir que essa ajuda chegue ao seu destino.

Autonomia dos povos, soberania da solidariedade
A construção desse corredor não significa ingerência, nem invasão. Significa reconhecer a autonomia dos povos e a soberania do princípio mais elementar de todos: o direito de viver. Cada povo tem o direito de existir, de sonhar, de escrever sua própria história. O que está em jogo em Gaza é o direito universal à infância, à memória, ao futuro.
O chamado à união
É hora de unir vozes, bandeiras e braços. É hora de transformar indignação em mobilização. É hora de forjar uma aliança global de consciência e solidariedade. Os que creem na democracia, na liberdade e na paz precisam estar lado a lado. Precisamos de uma militância digital ativa, de manifestações de rua, de pressão diplomática e da firme decisão de que não aceitaremos o extermínio de um povo diante de nossos olhos.
O sonho que resiste
Ao lutarmos por Gaza, lutamos também contra o imperialismo que há décadas devasta povos e terras. Lutamos pela dignidade humana, pela justiça histórica e por um futuro em que nenhuma criança precise temer o céu, porque dele só cairão estrelas – não bombas.
Que as vozes de nossos lutadores e lutadoras históricos ecoem neste momento. Que seu espírito revolucionário esteja conosco, sustentando a coragem de dizer: basta! Chegou a hora de erguer, em uníssono, uma mensagem ao mundo.
Todos unir-vos. Pelo fim do massacre. Pela vida das crianças. Pela vitória da humanidade.
Flaviano Cardoso é trabalhador bancário no Brasil, advogado humanista e ativista global.

