“Por que ocupamos o Iraque?”
Quando os bonzinhos se tornam malvados… Com a pretensão de levar a liberdade aos iraquianos, os Estados Unidos impuseram a guerra, correndo o risco de lutar contra seu próprio povo, suas liberdades e seu modo de vida

Quando os bonzinhos se tornam malvados… Com a pretensão de levar a liberdade aos iraquianos, os Estados Unidos impuseram a guerra, correndo o risco de lutar contra seu próprio povo, suas liberdades e seu modo de vida
Sob a bandeira das Nações Unidas, o envio de capacetes azuis tende a se generalizar. Mas com qual finalidade? Para evitar qualquer desvio, seria conveniente ao menos aplicar à risca a Carta de São Francisco. Em 1990, por exemplo, o curso da crise do Golfo teria sido mudado…
Quem decide sobre a legitimidade de uma guerra? É preciso prevenir todos os conflitos? Como parar a engrenagem da violência? O fim do enfrentamento Leste-Oeste obrigou a repensar o sistema de segurança coletiva defendido pelas Nações Unidas
Reduzidos a uma luta entre o bem e o mal, longe de qualquer referência à história e à sociedade, os conflitos das últimas décadas desembocaram na estigmatização do antigo terceiro mundo e na instrumentalização dos direitos humanos. Tudo isso em nome de uma ideologia fundada sobre falsas simetrias
Do Kosovo ao Afeganistão, as populações foram vítimas e pretextos para intervenções. Quanto às organizações não governamentais, elas foram instrumentalizadas ao longo de guerras que qualificamos sem hesitação de “morais”…
A Organização das Nações Unidas, que fracassou em diversas situações, não se tornou um instrumento incontestável de segurança coletiva. Mas continua sendo um insubstituível escudo multilateral, que poderá no futuro contribuir para reforçar uma ordem internacional aceita por todos
Para legitimar suas operações militares no Afeganistão, as classes políticas ocidentais – amplamente masculinas – frequentemente carregaram a bandeira do direito das mulheres. Mas essa bela causa escondia preocupações muito menos confessáveis…
Silvio Caccia Bava
A França, que tinha ajudado a armar e a treinar milícias hútus responsáveis pelo massacre de centenas de milhares de tútsis em abril de 1994, era o país mais indicado para liderar uma “missão humanitária” em Ruanda, 2 meses depois?
Comportando-se como a polícia dos Bálcãs, a Otan falava em “libertar” o Kosovo com uma “guerra de valores”. Mas não sem manipulação e mentira, aproveitando a docilidade dos enviados especiais da mídia ocidental…