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Bruna
7 de novembro de 2023 20:49

É evidente o aumento substancial de matrículas no ensino superior privado e o crescimento expressivo das modalidades de educação a distância (EAD) nas últimas duas décadas no Brasil. No entanto, discordo da ideia de que o grande problema esteja no ensino superior. Minha experiência em uma escola pública me leva a considerar que até mesmo o que é considerado o “pior” programa de ensino a distância no nível superior tende a superar muitas instituições de educação básica. Esta discordância é baseada no entendimento de que a raiz do problema está na educação primária e secundária.

Reitero minha oposição ao monopólio do ensino superior, enfatizando a urgência de focar na melhoria da educação básica, que é crucial para preparar de forma mais eficaz os estudantes para o ensino superior. Considero preocupantes as críticas exclusivas ao ensino superior e, ao mesmo tempo, a falta de reflexão e crítica em relação à educação básica, que é a base para a formação dos indivíduos.

Observo que muitas pessoas ligadas a instituições comunitárias e sem fins lucrativos expressam críticas direcionadas ao ensino a distância, principalmente em relação aos preços cobrados. No entanto, percebo que muitas dessas instituições também têm mensalidades significativas, como 2, 3, 4 mil reais ou mais. Fico me questionando se o ambiente educacional oferecido por essas instituições reflete verdadeiramente um padrão acolhedor, respeitoso e inclusivo para todos os alunos.

Reforço a importância de investir na reforma e fortalecimento da educação básica para melhor preparar os estudantes, em vez de direcionar críticas exclusivamente ao ensino superior. Afinal, uma base sólida e inclusiva é fundamental para todos os alunos desde o início de sua jornada educativa, promovendo igualdade de oportunidades para todos.

Semnome
9 de novembro de 2023 04:14

Concordo com a o quê a bruna disse até certo ponto e também pelo fato que não é ensinado nas escolas as revoltas sociais os movimentos abolicionistas as guerra entre os colonizadores e os nativos americanos não é ensinado as (constituições nas escolas) e eu não falo aula de cívica pois isso é uma palavra hipócrita como se fosse possível não ser um civil pois nôs vivemos num mundo globalizado desde 1532.é necessário copiar toda a biblioteca nacional e estudar a história do país através dos seus arquivos. é necessário construir bibliotecas nas comunidades operarias nos bairros plebeus para não ficar “enxugando gelo ou enxugando sangue” e achando que vai mudar alguma coisa no sistema capitalista batendo a cara contra o muro.(uma dica por que não levam os alunos das escolas privadas e públicas pra comunidades para “passear” fazer trabalho de campo como o linguajar elitista conservador e nojento de certas pessoas) entendam tem que fazer as crianças lerem thomas hobbes, luiz da gama, historia asiática e historia americana e ter mais enfase num estudo afundo da era mercantilista esse eufemismo pra era capitalista da globalização das colonias com o monopólio de força do estado da coroa capitalista no mundo todo.

Hully Garcia
13 de novembro de 2023 23:42

Excelente texto. Acrescentaria algo mais: muitas dessas faculdades só tem professor amiguinho de coordenador. Uma, inclusive aqui na Bahia, tem professores sem mestrado, nem pós graduação, pelo simples motivo que tal professor é amigo de coordenador de curso. A Unifacemp é exemplo dessa prática. Tenho vergonha.

Ana Paula Ferraz
17 de novembro de 2023 20:22

Excelente texto! Conheço os textos do Railson Barboza desde as crônicas que produzia em sua página. Ótimo escritor.

Parabéns ao Le Monde Diplomatique por abordar o tema. A cada esquina nasce uma instituição de ensino privada, pautada na decadência acadêmica e pouca preocupação formativa. Uma verdadeira fábrica de diplomas sem conteúdo.

Não generalizo, mas acontece aos montes atualmente aqui no Rio de Janeiro.

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