Diplô Online
Urge julgar os mandantes do caso Marielle
É possível dizermos que somos uma democracia quando uma mulher negra legitimamente eleita é executada e não temos, até hoje, a resolução final desse crime?
A sabotagem da Lei de Cotas Raciais e o racismo institucional por trás dos concursos públicos é tema de livro que será lançado
O livro A mão invisível do racismo institucional e a sabotagem da Lei de Cotas Raciais (Lei nº 12.990/2014), será lançado no dia 28 de outubro
A frieza do cotidiano e a morte da empatia
A incapacidade de reconhecer no outro um ser em sofrimento
Newsletter
Cadastre-se para receber os conteúdos do Diplô
O fim das guerras
As guerras acarretam outros efeitos sociais negativos afora o número de óbitos, os quais tendem a perdurar por muito tempo e comprometer diversas gerações. Podem ser mencionados o deslocamento de contingentes populacionais, a fragmentação de comunidades, o aumento da violência e da criminalidade, a destruição de infraestrutura essencial, o exacerbamento da pobreza e da desigualdade social, o comprometimento educacional do povo, a violação de direitos humanos e a estigmatização e discriminação de grupos envolvidos
A urgência de uma revisão crítica da proteção normativa do Estado Democrático de Direito no Brasil
A ausência de previsão de punição para a instigação e para os atos preparatórios, somada à falta de tipificações específicas para o impedimento ou a restrição do exercício dos poderes constitucionais, constitui uma lacuna perigosa, especialmente após episódio tão marcante para a democracia brasileira
O futuro das transmissões de futebol
Super Mundial de Clubes da FIFA reafirma a força global do streaming e consolida o poder da Globo e da CazéTV no Brasil
Fabrício Corsaletti: “Escrever é me colocar em movimento, uma aventura mental”
Num passeio pela Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Corsaletti fala de Um milhão de ruas, seu livro mais recente de crônicas, lançamento da Editora 34
A bomba nuclear, um debate esquecido
Relatório sobre a defesa entregue ao presidente francês mantém a postura sobre o arsenal nuclear tal qual foi definida pelo general De Gaulle. Mais uma vez, as transformações das últimas décadas e a modificação das ameaças não foram levadas em conta. O risco é enfraquecer as capacidades de dissuasão da FrançaVincent Desportes
Democracia, diálogo, violência: notas de uma política da singularidade
O diálogo tem uma dimensão essencialmente política, se concordamos que política é não só um conjunto de relações e instituições de poder, mas também, e antes de tudo, o âmbito da realização da vida em comum dos seres humanos singularesGermano Nogueira Prado
Nascimento de um novo “bloco do atômico” na Europa oriental
Enquanto a Alemanha segue seu programa para abandonar a energia nuclear, seus vizinhos do Leste iniciam a construção de reatores. Para a Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia, trata-se de conquistar independência energética com relação ao gás russoHélène Bienvenu e Sébastien Gobert
O imperialismo dos direitos humanos e a falsidade das suas premissas
A universalização dos direitos humanos (que também aparece como “difusão dos valores da democracia”) não é construída sem intenções: é apenas uma nova justificativa para o exercício de um novo poder mundial, no caso dos Estados UnidosRonaldo Bastos
A barbárie da imagem
A fotografia é um ser mutante. Transforma-se no tempo, como as ruínas em fluxo sensorial, que a cada intempérie, modifica-se, ou a cada apropriação, desloca-se. Nela nada é constante, tudo é perene e contraditoriamente perecível, talvez seja essa sua graça, sua (des)ordem e sua (i)lógica.Fernando Tacca
O espelho encoberto
Ascensão de uma civilização da imagem com a onipresença da televisão, retorno da escrita com a emergência do e-mail e da internet… E se, ao considerar como rivais esses dois meios de comunicação – o texto e a imagem –, terminássemos por perder de vista suas naturezas gêmeas e sua intimidade primordial?Gérard Mordillat
Na Índia, uma experiência revitaliza os vilarejos
No estado indiano de Madhya Pradesh, um sindicato de mulheres lançou em 2011 uma experiência de renda mínima incondicional. A soma transferida não é suficiente para se abandonar o emprego, mas favorece iniciativas individuais ou coletivas e permite viver melhorBenjamin Fernandez
ExxonMobil perturba a sociedade da Papua Nova Guiné
“Uma zona rica em recursos”. Nesses termos a petroleira francesa Total qualificou a Papua Nova Guiné, onde chegou em 2012 para explorar o gás. A gigante norte-americana ExxonMobil se adiantou, acompanhada pelas chinesas. Para parte da população, o dinheiro jorra, à custa de uma desestabilização das relações sociaisCéline Rouzet
O intocável diretor-executivo
Na imprensa, Maurice Lévy é intocável. Ele sabe que pode contar com um conjunto de amigos bastante profundos. Le Monde Diplomatique, já publicou vários artigos críticos ao diretor da Publics (3° maior grupo publicitário do mundo), deve a seus leitores e assinantes a liberdade de perseguir este trabalho irreverente
A organização dos sem organização: oito conceitos para pensar o “inverno brasileiro”
A discussão oscila entre dois extremos: ou a massa é um mero agregado de indivíduos, ou um todo indiferenciado e disformeRodrigo Guimarães Nunes
A educação dos consensos via mídia-partido
A grande mídia, partido político das elites, desempenha nas sociedades contemporâneas um papel privilegiado de “educadora”, forjando consensos e hegemonizando sentidos, no intuito de preservar seu status quoCarlos Eduardo Rebuá
Marxismo de pés no chão
“Nas situações de pretensa normalidade democrática, as classes exploradas podem até não ter a percepção dessa violência. Mas ainda assim ela existe, pois sem o exercício do poder coercitivo não existiria o Estado burguês.” Não é exatamente isso que vemos nos acontecimentos de Rio de janeiro, São Paulo e Porto Alegre?Jorge Barcellos
Tira-Teima
Passados mais de um século dessa visão arcaica quanto à questão racial no Brasil, nos deparamos com mais uma política seletiva, segregacionista e imbecil. O nosso país que é, (in)felizmente, conhecido como o país do futebol está elitizando o público que frequenta os estádiosFabrício Santos
Política, mobilizações e o individualismo antipartidário
Para os “antipartido”, a presença do povo na rua não parecia refletir o tão esperado exercício efetivo do poder popular que revigoraria a democracia brasileira. Pelo contrário, o que se viu foi a expressão de um descontentamento vazio de conteúdo, despolitizado, muitas vezes orientado pela mídia e individualizadoDan Furukawa Marques
No Correio francês, “gente pouco adaptada”
Antes pouco comuns e raramente noticiados, os suicídios nos locais de trabalho se tornam cada vez mais frequentes. Em questão estão a intensificação do trabalho e o isolamento, enquanto os coletivos se quebram em razão da competição por salários. No Correio da França, a hecatombe continua sem que os dirigentes se mexamNoëlle Burgi
As manifestações e as políticas públicas
Por uma questão de justiça, seria atuando sobre a riqueza dessas elites, e não sobre os fundos das políticas que interessam aos que são penalizados, que o governo deveria buscar recursos para resolver jogos como o do transporte urbanoRenato Dagnino
Caciques Guarani do oeste paranaense cobram demarcação de terras e direitos básicos
“O ponto principal é a terra. Nada caminhou e os estudos feitos nunca foram apresentados. Nela está a água, cercada e poluída pelos fazendeiros, e a possibilidade de plantarmos. Estamos, na verdade, retornando para as terras de onde nossos pais e avós foram expulsos”, diz Teodoro Tupã AlvesRenato Santana
Quando os advogados corporativos escrevem as leis
A lei bancária apresentada pelo governo francês foi amplamente inspirada pelo lobby dos bancos. Diferentemente das promessas de Hollande, o sistema atual será modificado apenas na superfície. Uma nova ilustração do peso das consultorias especializadas, que pouco a pouco substituem os eleitos nas funções públicasMathilde Goanec
Por que as ruas e não as instituições?
O recado das “ruas”, vocalizado por um grande número de pessoas unidas em uma sequência de atos públicos, algumas mostrando um comprometimento extremo com a causa compartilhada por muitos, tem grandes chances de reverter a ordem da agenda política e da de políticas públicasMonika Dowbor
O estouro da cidadania nas ruas
Saúdo as manifestações, pois a rua é e sempre será o berço da democracia. Na história, é na rua que se gestam as lutas que acabam não só atingindo o centro político, mas alternando a arena e a agenda da luta, obrigando a todos os sujeitos políticos a fazer uma profunda revisão de suas propostas e práticasCândido Grzybowski

