Diplô Online
Memória, imprensa e o cerco à democracia
Cinquenta anos depois, a homenagem que lotou novamente a Catedral da Sé em 25 de outubro é o reconhecimento de que a democracia não sobrevive sem memória
Salomé: cabeças, carne e capital
A crítica definiu Salomé como “uma verdadeira utopia queer”, uma fabulação que, à maneira camp e sirkiana, imagina mundos possíveis para corpos fora da norma
“Rejeito”, um filme sobre o que não é noticiado
Diretor do filme Rejeito escreve sobre a obra que retrata as consequências da mineração e analisa as contradições da transição energética: “o mesmo setor que, em apenas dez anos, empilhou alguns dos piores desastres socioambientais da história mundial, como Mariana e Brumadinho, tenta se reposicionar como aquele que vai salvar o planeta”
Newsletter
Cadastre-se para receber os conteúdos do Diplô
PPPs na educação e a nova frente de penetração do discurso gestionário na educação em São Paulo
O projeto de PPP faz encobrir que a baixa qualidade do ensino público, da infraestrutura e da manutenção de parte das escolas públicas paulistas é resultado não do simples fato de sua gestão ser pública, mas sim de uma política pública que, em favor do aclamado arrocho fiscal, precariza e sucateia os serviços e o patrimônio educacionais
O inferno da fome no mundo das opulências
Há no mesmo mundo da opulência uma verdadeira estratégia política da fome. A fome é resultado de decisões políticas. Porém, nada deveria ser mais ético, social, político e espiritual do que saciar a fome dos pobres da terra
Impactos das transformações sociais na publicidade digital
O movimento também gerou críticas e mostrou os riscos da superficialidade. Muitas empresas caíram no chamado woke washing, em que discursos progressistas são usados em campanhas publicitárias sem estarem pautados em ações concretas nas operações das empresas
Mestre Liu Pai Lin
“Eu estava me preparando para ir para a China, mas a China veio a mim”
Nuvem carregada
A mim, ninguém oferecia um gole, ao velho que já passou do tempo. Mas eu não sentia. Minha boca, enrijecida, já se acostumara à posição de paralisia, lábios e gengivas endurecidas sem ambição alguma de falarDiego Viana
Três minicontos
Não se dão conta do óbvio: partir de Marianna, por causa da própria natureza da cidade, significa voltar a elaCláudio Parreira
A aventura intelectual chinesa
Anne Cheng consegue encontrar uma perspectiva equilibrada ou correta para apresentar aos ocidentais uma história do pensamento chinêsAntonio Carlos Olivieri
O vazio
Toda a verborragia da imanência do nada quer disfarçar uma ruína institucional que jornalistas, críticos, curadores e artistas negaram-se a admitir por muito tempo. Não faltam recursos. Falta capacidade aos diretores e conselheiros da Fundação Bienal, imersos em querelas mesquinhasGuilherme Scalzilli
Amazônia – laboratório das biocivilizações do futuro
Se os mercados são incapazes de governar as sociedades, é hora de reinventar a política. Está nas mãos do Brasil uma oportunidade para preservar a floresta e oferecer vida digna a seus milhões de habitantes (texto-base para a conferência de 17 de novembro, em São Paulo)Ignacy Sachs
Ignacy Sachs propõe Outra Amazônia
Pesquisador fará conferência aberta ao público segunda-feira (17/11), em São Paulo. Para ele, floresta pode ser um grande laboratório da civilização pós-petróleo; mas é preciso passar da denúncia às alternativas. Banca de debatedores inclui MST, Greenpeace, Ladislau Dowbor e empresáriosAntonio Martins
Palavra 46
Mestre da bibliofilia
Rubens Borba de Morais pesquisou bibliotecas européias, norte-americanas e brasileiras para escrever sua “Bibliografia brasiliana”, descritiva de livros raros sobre o Brasil de 1504 a 1900, verdadeiro monumento de erudição e pesquisa
Aqui
De quando a literatura se despede de suas histórias
Como o escritor brasileiro escolhe escrever seus livros? Geralmente se apegando a somente uma forma de sofrer
Aqui
Sobre literatura e outros defeitos
Nenhum romance ou conto, nem a soma do que li, me humanizou ou me induziu a ser uma pessoa melhor
Aqui
Três poemas
Poema
AquiRodrigo Gurgel
Mestre da bibliofilia
Rubens Borba de Morais pesquisou bibliotecas européias, norte-americanas e brasileiras para escrever sua “Bibliografia brasiliana”, descritiva de livros raros sobre o Brasil de 1504 a 1900, verdadeiro monumento de erudição e pesquisaDida Bessana
De quando a literatura se despede de suas histórias
Como o escritor brasileiro escolhe escrever seus livros? Geralmente se apegando a somente uma forma de sofrerRenata Miloni
Sobre literatura e outros defeitos
Nenhum romance ou conto, nem a soma do que li, me humanizou ou me induziu a ser uma pessoa melhorAndré Resende
A nova arte da Cooperifa
Ela veio para ficar. A primeira Mostra Cultural da Cooperifa reunirá guerreiros e guerreiras fortemente armados com canetas, cadernos e livros. Trava-se uma luta incansável contra a ignorância,mediocridade, conformismo, tristeza e as pobrezas material e espiritual que insistem em saquear a quebradaEleilson Leite
Reflexões de outubro
A intervenção de grandes potências manteve em funcionamento as funções vitais do sistema, mas não pode impedir o efeito-contágio da crise. Turbulências sociais regressivas poderão ocorrer na Europa do Leste, Ásia Central e África – onde assumiriam formas dramáticasJosé Luís Fiori
Nada será como antes
As instituições não podem permanecer imóveis diante de uma sociedade em plena mutação e em um mundo globalizado. Torna-se urgente redefinir o papel do Estado que, nos últimos anos, na Europa e América Latina, foi enfraquecido pelo lobby da governança mundial das agências internacionaisMarilza de Melo Foucher
A leitura na vida e na morte do Che
Para Guevara, a leitura foi como um filtro que lhe permitiu dar sentimento à experiência. Um espelho que a definia, dava-lhe forma. Além disso, a leitura serviu como metáfora da diferença entre sua vida política e a pessoal, permanecendo como um resto do passado, em meio à experiência da ação pura, do desprovimento e da violênciaTiago Nery
Para uma retomada da razão no mundo árabe-islâmico
Na Espanha islâmica do século 12, marcada por notável desenvolvimento cultural e científico, O filósofo Averróis interpretava Aristóteles, defendia a liberdade da razão e a importância das rupturas. Resgatá-lo pode ser caminho para livrar o Islã de seu longo culto ao imobilismo.Rodrigo Novaes de Almeida
Techies e gambiarras
Sob o ponto de vista das redes, o foco não está nas máquinas: a revolução parte das pessoas. Minhas ferramentas digitais não funcionam como deveriam. Adapto a impressora, turbino o celular. Penso que conviver com a improvisação me torna mais humanoHernani Dimantas
Todo mundo é natal
É preciso deixar nascer. Pensar a política a partir dos partos. A erótica como parteira de nossas mais profundas potências. Por que corpos são palanques. Palanques com cheiro. E não há mandato para o novo: ele é delicado com a política e o sexoHilan Bensusan , Fabiane Borges
A força e o peso do que não está
Em Lake Tahoe, Fernando Eimbcke encara um novo desafio: retratar a dor sem jamais mencioná-la diretamente, ou colocar em foco suas causas. O resultado é um filme inovador porém não-formalista, uma obra metafórica e provocadora sobre os sentidos da ausênciaBruno Carmelo
Sartre em si
Já dizer que o Para-si tenha consciência, é questionável. Discute-se nos meios filosóficos se um cidadão que pendura a bandeira do Vasco na janela pode ou não ser enquadrado como um grande conhecedor do mundo. Não sou eu quem diz, é Sartre.Daniel Cariello

