Diplô Online
E o que os afetos têm a ver com a política?
Esses afetos, ao mesmo tempo individuais e coletivos, produzem formas de pensar e de se relacionar com o mundo que escapam à ideia de uma identidade política tradicional regida por ideias e projetos. É por isso que a extrema direita consegue mobilizá-los com tanta eficácia, especialmente através das fake news
As Graças da desigualdade
Desigualdade é como a bala mais popular do mercado, não sai da boca de ninguém. Afinal, vale mais o espetáculo da família Roitman do que o protagonismo negro na teledramaturgia. A distopia contemporânea está no sadismo adormecido diante do espetáculo da desigualdade. Não há taxação de grandes fortunas que seja aprovada em um país apaixonado pelas elites escravocratas e que flerta com a pena de morte
O futuro do dinheiro digital é público, não especulativo
Artigo baseado em Blockchain Without the Crypto Hype, originalmente publicado no The Disobedient Model
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A soberania financeira do Brasil diante de um império caduco
“Quando o sistema de pagamentos brasileiro se torna alvo de disputas internacionais, o que está em questão é poder, soberania e a tentativa de um império caduco para manter o mundo sob seu domínio.”
Qual universalização do saneamento?
Mesmo aqueles que têm pouco recursos ou que não tem recurso precisam ter acesso à água e ao esgotamento sanitário e os gastos com estes serviços não podem impedir que outros direitos humanos, igualmente importantes sejam atendidos
Os efeitos transgeracionais da violência de Estado na ditadura
Neste dia 15 de agosto, às 14 horas, audiência pública virtual discute a violência do regime militar sobre os descendentes de perseguidos políticos. O evento será transmitido pelo canal do YouTube do Conselho Nacional de Direitos Humanos e da Cidadania (CNDH)
O que Mubi e Boiler Room revelam sobre as limitações e contradições do setor artístico-cultural diante da questão palestina?
A análise desses casos exige um olhar crítico sobre as próprias limitações das respostas oferecidas tanto pelas plataformas quanto pelo movimento BDS
Viagem a Havana
Impossível deixar de admirar, linha após linha, página após página, o trabalho do artesão tapeceiro, que dedicado a cada detalhe não perde de vista o todo da composição e deita cada ponto no exato e único lugar em que precisa estarRomilda Raeder
Palavra 45
Machado, seus relicários e raisonnés
Os contos de Machado de Assis carecem não apenas de edições adequadas, mas também e principalmente de estudos condizentes com sua relevância literária, que inclusive forneçam uma visão completa do conjunto
Aqui
Viagem a Havana
Impossível deixar de admirar, linha após linha, página após página, o trabalho do artesão tapeceiro, que dedicado a cada detalhe não perde de vista o todo da composição e deita cada ponto no exato e único lugar em que precisa estar
Aqui
Grito provinciano – eco universal
O mundo das Adriennes não mudou tanto assim. É gente que você sabe que nunca escapará a uma sina de pequenez, sovinice, tristeza, exílio, desespero. Porque essa sina é tudo que tem, é sua explicação, seu nexo ontológico
Aqui
Do inútil (ao fútil)
O fútil, porque está tão aquém de nossa melhor dedicação, deixa entrever a existência de algo que é seu oposto absoluto
AquiRodrigo Gurgel
Grito provinciano – eco universal
O mundo das Adriennes não mudou tanto assim. É gente que você sabe que nunca escapará a uma sina de pequenez, sovinice, tristeza, exílio, desespero. Porque essa sina é tudo que tem, é sua explicação, seu nexo ontológicoChico Lopes
Machado, seus relicários e raisonnés
Os contos de Machado de Assis carecem não apenas de edições adequadas, mas também e principalmente de estudos condizentes com sua relevância literária, que inclusive forneçam uma visão completa do conjuntoMauro Rosso
Do inútil (ao fútil)
O fútil, porque está tão aquém de nossa melhor dedicação, deixa entrever a existência de algo que é seu oposto absolutoDiego Viana
O que o Império Britânico poderia ensinar aos EUA
No momento em que a influência dos Estados Unidos sobre o resto do mundo parece ameaçada, vale a pena ensair uma comparação entre a o império norte-americano e o que o precedeu. Ela revelará, entre outros pontos, que a Grã-Bretanha teve, em meados do século 20, a sabedoria de perceber que seu poder tinha limites. Os EUA serão capazes do mesmo?Eric Hobsbawm
A opção pelo não-mercantil
A expansão dos serviços públicos gratuitos pode ser uma grande saída, num momento de recessão generalizada e desemprego. Mas para tanto, é preciso vencer preconceitos e demonstrar que a economia não-mercantil não depende da produção de mercadorias. Neste debate teórico, enfrentaremos os liberais e… os marxistas ortodoxosJean-Marie Harribey
O malabarismo dos camaleões
Estranha metamorfose: os economistas e jornalistas que defenderam, durante décadas, as supostas qualidades do mercado, agora camuflam suas posições. Ou — pior — viram a casaca e, para não perder terreno, fingem esquecer de tudo o que sempre disseramFrédéric Lordon
Para compreender a crise financeira
Mercados internacionais de crédito entraram em colapso e há risco real de uma corrida devastadora aos bancos. Por que o pacote de 700 bilhões de dólares, nos EUA, chegou tarde e é inadequado. Quais as causas da crise, e sua relação com o capitalismo financeirizado e as desigualdades. Há alternativas?Antonio Martins
Viagem com o Submarino Vermelho
Entrevista com o grupo de jovens cineastas que aceitou organizar uma mostra sobre cinema político no 19º Festival de Curtas de São Paulo. Em debate, a importância de 1968, quarenta anos depois, as novas relações entre arte e política e a atitude dos que decidem agir em vez de mergulhar na militância burocráticaJavier Cencig, Moara Passoni
Mundo pós-americano
“Enquanto nos perguntamos por que eles nos odeiam, eles seguem em frente, muito mais interessados em partes mais dinâmicas do globo. O mundo mudou do anti-americanismo para o pós-americanismo”. O comportamento do Brasil diante da nova perspectiva mundialSílvia Ferabolli, Cláudio César Dutra de Souza
A mídia que balança o berço
“Numa época em que se fala muito de ecologia, é preciso que nos conscientizemos de que proteger nossos filhos do risco de desenvolver uma forma de dependência em relação à tela luminosa é uma forma de ecologia do espírito”Maria Helena Masquetti
Crise energética: responsabilidade compartilhada?
Quando se fala em nova crise, é importante analisar a matriz energética brasileira frente ao contexto internacional; explicitar a diferença da política implantada pelo atual governo em relação àquela vigente durante o apagão de 2001; e apontar elementos para que as organizações da sociedade civil se posicionem no debateCassio Luiz de França
O pesadelo das finanças sem freios
Os mercados pressionaram os Estados por anos, para se tornarem cada vez mais “livres” de limites e regulamentações. Embriagados por seu próprio poder e riqueza, criaram a pirâmide de dívidas que agora ameaça desabar. Mas há alternativas para um sistema de crédito sustentável e socialmente útilFrédéric Lordon
América Latina reduz dependência dos EUA
Sem alarde, o antigo
“quintal” dos Estados
Unidos deixa para trás sua
histórica subordinação a
Washington, buscando
novos parceiros fora do
continente e fortalecendo
a capacidade de ação
estatal. A Doutrina
Monroe (“a América para
os americanos”… do Norte)
está se desvanecendo,
lentamenteJuan Gabriel Tokatlian
Democracia “simplificada”
Rejeitada nos referendos de 2005, a Constituição Européia volta sorrateiramente à cena pela porta dos fundos, travestida no Tratado de Lisboa. Este deverá ser ratificado por todos os países da EU – sem consulta popular e a portas fechadas. Afinal, como declarou o ex-ministro francês Jack Lang, “um tratado é só um tratado”Serge Halimi
Como a Opus Dei retoca sua imagem
Aproveitando-se da guinada conservadora da Igreja Católica, a instituição retratada no Código Da Vinci abandona a estratégia do sigilo e promove um esforço global de comunicação para disfarçar seus laços com a extrema-direita e valorizar o que a identifica com a “modernidade” capitalistaJérôme Anciberro
Democracia "simplificada"
Rejeitada nos referendos de 2005, a Constituição Européia volta sorrateiramente à cena pela porta dos fundos, travestida no Tratado de Lisboa. Este deverá ser ratificado por todos os países da EU – sem consulta popular e a portas fechadas. Afinal, como declarou o ex-ministro francês Jack Lang, “um tratado é só um tratado”Serge Halimi
As torres da opressão
Cada vez mais presentes nas grandes metrópoles, os hiper-arranha-céus tornaram-se simbolos do capitalismo pós-moderno. Concentradores e poluentes, eles são expressão de um sistema que despreza o ambiente e precisa demonstrar, também na arquitetura, poder e desigualdadeThierry Paquot

