Diplô Online
Os caminhos da Amazônia para a COP30
Iniciativas acadêmicas e populares mostram que o protagonismo da Amazônia na COP 30 vai além da preservação da floresta
ECA Digital e o futuro da cidadania digital nas escolas públicas
O ECA Digital oferece respaldo normativo e político para que redes públicas de ensino desenvolvam protocolos internos, ampliem o diálogo com as famílias e valorizem a internet como espaço legítimo de aprendizagem
Trajetórias da juventude brasileira em perspectiva histórica e contemporânea
A análise das trajetórias juvenis brasileiras na transição entre educação e trabalho revela a persistência de padrões estruturais que atravessam períodos históricos distintos, caracterizados pela subordinação das necessidades educacionais dos jovens das classes populares às demandas imediatas de mão-de-obra
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O fetiche e a violência do dinheiro
Com dinheiro você compra tudo, até amor verdadeiro
Mississípi e seus pântanos
Capítulo inédito do novo livro de Jamil Chade, Tomara que você seja deportado: uma viagem pela distopia americana (Editora Nós), que será lançado em 31 de julho, na Flip
A crônica de um naufrágio anunciado
O recente episódio da imposição de tarifas comerciais pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — como aço, alumínio e carne, setores tradicionalmente ligados à base de apoio bolsonarista — abre espaço para uma reflexão mais ampla: até que ponto Bolsonaro e Trump tem contribuído, inadvertidamente ou não, para o fortalecimento de seus próprios adversários?
Sem justiça racial e de gênero não há justiça climática
Em meio a discussões técnicas sobre finanças climáticas, perdas e danos, tecnologias e adaptação, um ponto precisa ganhar muito mais força: a certeza de que não existe justiça climática possível sem enfrentar de forma explícita o racismo ambiental e as desigualdades de gênero
Imagens de um continente em busca de si mesmo
Filmes, debates e oficinas expõem, em São Paulo, estado da produção cinematográfica na América Latina. Festival reflete momento em que tanto o continente quanto seu cinema buscam novos rumos — mas já não o fazem com as lentes e projetos que marcaram o século 20Iana Cossoy Paro
“Meu bairro era pobre, mas ficava bem bonito metido num luar”
Mídia tradicional multiplica referências a Machado e a Rosa, rendendo-lhes homenagens previsíveis e banais. Coluna destaca outro centenário: o de Solano Trindade. Poeta, dramaturgo, ator e artista plástico, ele cantou a dignidade, as lutas, amores e dores dos negros e dos que vivem do trabalhoEleilson Leite
"Meu bairro era pobre, mas ficava bem bonito metido num luar"
Mídia tradicional multiplica referências a Machado e a Rosa, rendendo-lhes homenagens previsíveis e banais. Coluna destaca outro centenário: o de Solano Trindade. Poeta, dramaturgo, ator e artista plástico, ele cantou a dignidade, as lutas, amores e dores dos negros e dos que vivem do trabalhoEleilson Leite
O dia da morte
Quando demoramos a morrer, logo entramos na lista dos que já morreram. É inevitável. Não temos o direito de não morrerManoel Fernandes Neto
No Pequod – em busca de Moby Dick
“Moby Dick” conquistou admiradores nos mais diferentes quadrantes do planeta. Albert Camus, um deles, chamou seu autor de o “Homero do Pacífico”David Oscar Vaz
Odradek e os personagens
Como lidar com o peso daquilo que é criação e que é inexistente, mas que ainda assim sobrevive ao tempo e nunca se desgasta?Olivia Maia
Palavra 36
No Pequod – em busca de Moby Dick
Moby Dick conquistou admiradores nos mais diferentes quadrantes do planeta. Albert Camus, um deles, chamou seu autor de “o Homero do Pacífico”
Aqui
Um discurso quando o desejo é calar
Somos criados para aplaudir a mais dramática das desgraças; estamos acostumados a rir do sofrimento e derreter de comiseração pelas misérias. Mas a reação que temos diante de uma alegria pacata, digamos, de atirar pedrinhas no lago, é bem diferente. Bocejamos, viramos a página, mudamos de canal. A bonomia é coisa muito fastidiosa, sobretudo a dos outros
Aqui
Odradek e os personagens
Como lidar com o peso daquilo que é criação e que é inexistente, mas que ainda assim sobrevive ao tempo e nunca se desgasta?
Aqui
O dia da morte
Quando demoramos a morrer, logo entramos na lista dos que já morreram. É inevitável. Não temos o direito de não morrer
AquiRodrigo Gurgel
Um discurso, quando o desejo é calar
Somos criados para aplaudir a mais dramática das desgraças; estamos acostumados a rir do sofrimento e derreter de comiseração pelas misérias. Mas a reação que temos diante de uma alegria pacata, digamos, de atirar pedrinhas no lago, é bem diferente. Bocejamos, viramos a página, mudamos de canal. A bonomia é coisa muito fastidiosa, sobretudo a dos outrosDiego Viana
Promessa européia…
Por trás do véu do Tratado de Lisboa pode-se encontrar mais um sorriso amarelo. Democracia, segurança, mudanças climáticas entram na lista de uma Europa Unida. Ao mesmo tempo, em que xenofobia, guerras contrastam com as aclamadas liberdade, igualdade e fraternidadeSerge Halimi
Sapatos de pano contra o vazio de afetos
Como na antiga lenda, vieram as pomposas estratégias do marketing, em suas carruagens douradas de sedução, propondo-se a oferecer às crianças um mundo de maravilhas e tratando de atirar ao fogo as criações. Mas atenção: há meios de construir outra infânciaMaria Helena Masquetti
Exército 3 x 0 Providência
Vamos fazer de conta que esses três jovens são brancos e da classe
média. Vamos abraçar a Lagoa Rodrigo de Freitas, usar fitinha branca. Chama a Hebe, a Ivete. Ué, cadê todo mundo, porra? Quando morre pobre ninguém quer… E o silêncio é mais covarde e violento do que bala de fuzilSérgio Vaz
Josué de Castro, pensador indispensável
No momento em que a humanidade se depara com crises simultâneas de mudança climática e escassez de alimentos, vale a pena revisitar um pernambucano que dirigiu a FAO. Há meio século, ele já sugeria que só se pode combater a fome distribuindo renda e respeitando os limites da naturezaMarilza de Melo Foucher
Em julgamento, a igualdade
Dois ativistas do movimento em favor das cotas contam como se articula a luta para que o STF as ratifique, sustentam que apenas uma minoria rejeita as políticas de inclusão racial e afirmam que está em jogo o próprio direito da sociedade a ir além da democracia institucionalBruno Cava
Adoção, comércio e poesia
Ao retratar o assalariamento de famílias adotivas, Foster Child expõe abismo social e alienação nas Filipinas. Mas o faz sem esquecer os laços de ternura que unem os pais de aluguel a seus filhos temporários, num sinal de que pode persistir humanidade, em meio ao que é precário ao extremoBruno Carmelo
Mil vezes favela
Tragicamente simbólicos, os assassinatos da Previdência põem a nu o que a República brasileira tem de pior. Os jovens mortos habitavam um morro que evoca Canudos, e do qual surgiu o próprio termo favela. O episódio revela a persistência do apartheid social — que a mídia se empenha em disfarçar…Alexandre Machado Rosa
O grande concerto
A mão ensangüentada não segurava mais a gilete, mas ela não devia estar longe. Os dedos semidobrados estavam pretos, e em volta do pulso a branquidão extrema da pele era realçada por uma pulseira de sangue secoFábio Fernandes
Os contos de Flannery O?Connor
Há quem tenha comparado Flannery O?Connor com Tchekhov, o que pode não dizer muito, já que se popularizou certa idéia, bastante redutora, de que qualquer conto de “atmosfera” seria tchekhoviano. Mas a comparação pode ser procedente, se considerarmos a objetividade da frase de Tchekhov, e a materialidade de suas descrições, muito ao gosto de O?ConnorGregório Dantas
Uma simples pergunta ou um profundo questionamento?
A literatura me atraiu porque nela encontrei histórias distintas, personagens mais humanos do que os reais, mundos que talvez eu nunca alcanceRenata Miloni
Gente como a gente — ou algo parecido
Diferente de muitos de sua geração, Miranda July não é dada a pirotecnias visuais ou malabarismos narrativos. Suas histórias são bem diretas, e os personagens densamente construídosAlysson Oliveira

