Diplô Online
Os avanços na permanência de pessoas indígenas nas universidades de Mato Grosso do Sul
Novos programas de apoio e iniciativas acadêmicas apontam maior valorização dos saberes tradicionais nas universidades de MS
Um olhar sobre o adoecimento dos profissionais da saúde pública no Brasil
O fenômeno do constante adoecimento em decorrência das relações de trabalho é uma característica do mundo contemporâneo
Os enigmas de Machu Picchu
Confira capítulo inédito do livro História da América Latina em 100 fotografias, do jornalista Paulo Antonio Paranaguá. Evento de lançamento acontece neste sábado, 4 de outubro, na Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo
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O sionismo cristão no Brasil e na Guatemala
Apesar da diferença de escala institucional entre os dois países, é importante
destacar a origem comum das iniciativas: o campo evangélico conservador. A retórica do sionismo cristão mobiliza símbolos bíblicos e a ideia de bênção divina para justificar o apoio político a Israel, reforçando o papel de ambos os países como “aliados espirituais” e seculares
Quando a cidade é negociada na sombra
O chamado direito à cidade, conceito trazido por Henri Lefebvre1 em 1991, defende que todos devem ter acesso, participação e pertencimento aos espaços urbanos. Mas na prática, esse direito muitas vezes é ignorado, revisado ou moldado de acordo com os interesses do capital
A declaração do Brics sobre governança global da inteligência artificial e o investimento no open source
Criado originalmente em 2009 com quatro membros, o BRICS vem se expandindo para refletir um mundo multipolar e promover a cooperação em áreas como economia, saúde, energia, segurança, ciência e tecnologia
Para além das tarifas, a disputa está na cognição
O Brasil, que destinou R$ 23 bilhões às Big Techs nos últimos anos, é agora ao mesmo tempo cliente e alvo. Cliente, porque continua renovando contratos de licenças, nuvem e serviços críticos com essas empresas. Alvo, porque ousou discutir regulação, proteger dados sensíveis, julgar um ex-presidente por tentativa de golpe de Estado e exigir transparência em plataformas que, hoje, são braços do Departamento de Defesa dos EUA
Pequenos espaços, grandes problemas
— E aí escolheram a resposta mais criativa.
— Que pergunta?
— “Qual a diferença entre a mulher e a televisão?”
— E o que você respondeu?
— O controle remoto!Daniel Cariello
Leres em tilt
— Sabe, adoro escutar essa língua.
— E você entende?
— Sim, claro. Sou brasileira.
— Ué. E por que não fala com a gente em português?
— Boa idéia! Sabe, j’aime beaucoup morar em Paris.Daniel Cariello
Sexo como missão
Em “Pantaleão e as visitadoras”, de Vargas Llosa, a sofisticação do risível está justamente nas sutilezas que o cercam e produzem o humor no seu sentido mais elaborado: no lugar que ocupa entre o cômico e o trágicoCristina Betioli Ribeiro
Palavra 34
Pierre Jean Jouve, dois poemas
Murilo Mendes escreveu sobre Pierre Jean Jouve em duas oportunidades, para os “Retratos-relâmpago” e para os “Papiers”, textos em francês reunidos na edição cuidadosa de Luciana Stegagno Picchio
Aqui
Sexo como missão
Em “Pantaleão e as visitadoras”, de Vargas Llosa, a sofisticação do risível está justamente nas sutilezas que o cercam e produzem o humor no seu sentido mais elaborado: no lugar que ocupa entre o cômico e o trágico
Aqui
E quem os chineses não surpreendem?
Em coletânea de colunas publicadas no jornal inglês “The Guardian”, Xinran se esforça para explicar as diferenças entre a China e o Ocidente – e acaba engrossando o coro dos atarantados pela complexidade e velocidade das mudanças naquele gigante asiático
Aqui
Um episódio em parte real
Cheguei a fantasiar que o catalisador de toda a história desapareceria de repente ou revelaria ser um demônio, um duende, qualquer ser sobrenatural. Mas qual, o velho continuou encalacrado, olhos nos joelhos, como se nada se passasse à sua volta
AquiRodrigo Gurgel
Pierre Jean Jouve, dois poemas
Murilo Mendes escreveu sobre Pierre Jean Jouve em duas oportunidades, para os “Retratos-relâmpago” e para os “Papiers”, textos em francês reunidos na edição cuidadosa de Luciana Stegagno PicchioPablo Simpson
Um episódio em parte real
Cheguei a fantasiar que o catalisador de toda a história desapareceria de repente ou revelaria ser um demônio, um duende, qualquer ser sobrenatural. Mas qual, o velho continuou encalacrado, olhos nos joelhos, como se nada se passasse à sua voltaDiego Viana
E quem os chineses não surpreendem?
Em coletânea de colunas publicadas no jornal inglês “The Guardian”, Xinran se esforça para explicar as diferenças entre a China e o Ocidente – e acaba engrossando o coro dos atarantados pela complexidade e velocidade das mudanças naquele gigante asiáticoMarina Della Valle
Um passo à frente e você já não está mais no mesmo lugar
Escola Pernambucana de Circo organiza, em festa, seu centro de arte-educação. Ao invés de adotar postura “profissionalizante”, iniciativa busca emancipar. Por isso, aposta na qualidade artística, técnica e cultural de seu trabalho, e foge do conceito de “arte para pobre”Eleilson Leite
Arigatô, monsieur
. No bairro chinês tem um McDonalds com cardápio em chinês. Ou em japonês, sei lá.
. Apesar de ter sido criado por um japonês, o Miojo e seus derivados são chamados aqui de “macarrão chinês”.
. O bairro chinês, na verdade, fica na Praça da Itália.Daniel Cariello
A pequena e valiosa glória dos prêmios literários
No caso de Joanna Kavenna, apesar de ter 34 anos, foi preciso um amadurecimento de sete romances terminados e rejeitados pelas editoras para que finalmente tivesse um reconhecimentoRenata Miloni
Um presidente negro que a história esqueceu
Se tivesse nascido uns trinta ou quarenta anos antes, Lobato provavelmente teria sido convidado para fazer parte da Fabian Society, que tinha entre seus membros H. G. Wells e Bernard Shaw, pregava o socialismo científico ou utópico e previa o progresso da humanidade por meio da ciênciaFábio Fernandes
Palavra 33
Um presidente negro que a história esqueceu
Se tivesse nascido uns trinta ou quarenta anos antes, Lobato provavelmente teria sido convidado para fazer parte da Fabian Society, que tinha entre seus membros H. G. Wells e Bernard Shaw, pregava o socialismo científico ou utópico e previa o progresso da humanidade por meio da ciência
Aqui
A lira múltipla de Lope de Vega
Lope Félix de Vega Carpio, chamado por Miguel de Cervantes de “monstro da natureza”, é um caso singular de fertilidade criativa
Aqui
A morte contemporânea
Em “Ruído branco”, tecnologia e consumo são citados em profusão, e não apenas como parte do modo de vida prático, mas como elementos com que os personagens também criam ligações íntimas de pavor ou fascínio
Aqui
A pequena e valiosa glória dos prêmios literários
No caso de Joanna Kavenna, apesar de ter 34 anos, foi preciso um amadurecimento de sete romances terminados e rejeitados pelas editoras para que finalmente tivesse um reconhecimento
AquiRodrigo Gurgel
A lira múltipla de Lope de Vega
Lope Félix de Vega Carpio, chamado por Miguel de Cervantes de “monstro da natureza”, é um caso singular de fertilidade criativaMarco Catalão
A morte contemporânea
Em “Ruído branco”, tecnologia e consumo são citados em profusão, e não apenas como parte do modo de vida prático, mas como elementos com que os personagens também criam ligações íntimas de pavor ou fascínioMarco Polli
Um quadro, três histórias
Verdadeiros samurais modernos, munidos de máquinas fotográficas ao invés de espadas, os japoneses não se importaram com as dimensões da obra e nem com o aviso, e saíram clicando em uma velocidade digna de Guiness. Do livro dos recordes, claro, não da cervejaDaniel Cariello
Plano Nacional de Cultura: realidade ou ficção?
Ministério lança documento ousado, que estabelece, pela primeira vez, política cultural para o país. Dúvida: a iniciativa será capaz de driblar a falta de recursos e a cegueira histórica do Estado em relação à produção simbólica? Coluna convida os leitores a debate e mobilização sobre o temaEleilson Leite
Pêlo amargo na narina
Ainda não havia feito a barba. Áspera. E, na narina, aquele pêlo. Pirata. Não, não era seu aquilo. Um pêlo que crescia de dentro pra fora, a incomodar-lhe, a roçar-lhe o buço, a lembrar-lhe a existência, minuto a minuto, a roubar-lhe tempoTeresa Candolo
Seis
Para boa parte dos seguidores de Pitágoras, o divino Um era a manifestação inteligível do universo, o Dois colocava diante do homem a presença dos opostos, o Três escancarava os portais do múltiploDiego Viana
Palavra 32
Domingo
A voz do homem está mais baixa e rouca, como se ele fosse chorar. Aqui, ó, aqui! Os olhos parecem que vão saltar do rosto e rolar na sarjeta. Agarra a mão e guia para a virilha. Há ali uma coisa cega e sem nome
Aqui
Triste sina
Quem o visse, se o visse, de relance, nesse instante após a metamorfose, não sabia o que via, o que tinha visto, um vulto fugaz, um tiro veloz, um vasto susto, um engano da vista
Aqui
Pêlo amargo na narina
Ainda não havia feito a barba. Áspera. E, na narina, aquele pêlo. Pirata. Não, não era seu aquilo. Um pêlo que crescia de dentro pra fora, a incomodar-lhe, a roçar-lhe o buço, a lembrar-lhe a existência, minuto a minuto, a roubar-lhe tempo
Aqui
Seis
Para boa parte dos seguidores de Pitágoras, o divino Um era a manifestação inteligível do universo, o Dois colocava diante do homem a presença dos opostos, o Três escancarava os portais do múltiplo
AquiRodrigo Gurgel
Domingo
A voz do homem está mais baixa e rouca, como se ele fosse chorar. Aqui, ó, aqui! Os olhos parecem que vão saltar do rosto e rolar na sarjeta. Agarra a mão e guia para a virilha. Há ali uma coisa cega e sem nomeNeuza Paranhos

