Diplô Online
A legitimação da chacina pela opinião pública
A legitimação do massacre a partir da economia política, sua relação com as políticas de “segurança pública” apregoadas pela extrema-direita e o medo do crime sentido pela população
O novo ciclo da política brasileira em 2026
O governador Cláudio Castro (PL) vive o momento de maior visibilidade de todo o seu mandato. Após a megaoperação no Complexo da Penha e do Alemão, que resultou oficialmente em 121 mortos, ele não apenas galvanizou o apoio de setores conservadores, como também obteve um respaldo expressivo da opinião pública, inclusive entre parte da população das comunidades afetadas
Revoluções estruturais: a aceleração do tempo e a redefinição do ser humano
Enquanto as gerações passadas desfrutaram de períodos relativamente longos para absorver, refletir e se adaptar às mudanças, a nossa enfrenta um fluxo constante e avassalador de inovações e transformações que exigem ajustes rápidos
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Horror de “Weapons” prefigura o fracasso do sonho americano, já em colapso
Filme de Zach Cregger coloca o monstruoso parasitário como ameaça social que absorve passado e destrói um futuro, longe dos ideais de liberdade do American Dream
Chacina de Osasco e Barueri completa dez anos
Foram pelo menos 29 pessoas executadas entre 8 e 13 de agosto de 2015 depois que dois agentes de segurança foram mortos enquanto faziam bico na região
Fora do mapa, ainda com fome
Divulgação do relatório da ONU pode ocultar que uma parcela expressiva da população brasileira continua sendo submetida a experiências de fome com intensidades e temporalidades variadas
O Brasil e o brasileiro que Trump subestimou
Ao mirar Lula, Trump o elevou ao patamar de grande liderança global. Enxergou o que nem mesmo a opinião pública brasileira parecia enxergar
Cooperifa: leia o livro, veja o filme e ouça o disco
Série de obras artísticas celebra os saraus que ajudaram a construir o conceito de cultura periférica — e o mundo de iniciativas que está surgindo a partir deles. Trabalhos ressaltam opinião da jornalista Eliane Brum: “A Cooperifa é um abalo sísmico a partir de uma esquina de quebrada”Eleilson Leite
Barack Obama e a América Latina
Uma análise detalhada sobre o primeiro documento em que candidato expõe suas políticas para a região. Propostas mesclam conservadorismo com importantes novidades. Mas tom geral é de mudança, e autora frisa: abriu-se a possibilidade de rever as políticas que prevaleceram nas últimas décadasLaura Carlsen
Joue-nous Raoul!
— O canhestro.
— Hein?
— O príncipe das trevas.
— Paulo Coelho adorando o capeta? Agora embolou tudo.
— Avisei…Daniel Cariello
A complexa gênese do povo judeu
Descobertas arqueológicas e etnográficas recentes revelam: a idéia de que os judeus seriam descendentes diretos de Moisés, Davi e Salomão é uma farsa ideológica. Como tantos outros povos, eles formaram-se num processo histórico rico e contraditório, que envolve múltiplas etnias e não cabe na descrição religiosa e fundamentalista que ainda prevaleceShlomo Sand
Na Mauritânia, uma “Guantánamo” européia
Com múltiplas ofertas, Espanha e França aliciam governos africanos para que reprimam, eles mesmos, a migração rumo à Europa. Símbolo da cooptação: na capital de um dos países mais pobres do mundo, uma antiga escola transforma-se em prisão para os que buscavam acesso à banda rica do planetaZoé Lamazou
Sob a lógica de Maquiavel
Um documento do Comando Estratégico do Exército norte-americano recomenda, de modo explícito, que o país evite parecer racional e controlável – e que sugira ser capaz de desatinos. Aparentemente insanas, as sugestões remetem, em pleno século 21, a certos pontos de vista enunciados em O PríncipeJacques Derrida
A China quer os mares
Cada vez mais influente no plano econômico, Beijing age para estender sua força também no terreno militar. Um plano estratégico cuidadosamente executado visa expandir seu poderio naval. Obstáculos: as ambições do Japão e da Índia e, numa segunda etapa, a temível 7ª Frota dos EUAOlivier Zajec
Na Mauritânia, uma "Guantánamo" européia
Com múltiplas ofertas, Espanha e França aliciam governos africanos para que reprimam, eles mesmos, a migração rumo à Europa. Símbolo da cooptação: na capital de um dos países mais pobres do mundo, uma antiga escola transforma-se em prisão para os que buscavam acesso à banda rica do planetaZoé Lamazou
Eclipse
Ela dava a volta por um lado da casa, ele partia correndo na direção oposta, mas era no armário de tia Argentina que acabavam os dois, fundidos naquele silêncio e naquela imobilidadeMaria Valéria Rezende
Palavra 43
Um longo adeus que não termina
Não faltam aos versos de Pedro Salinas a substância palpável e viva da experiência amorosa, que os afasta da mera abstração
Aqui
Uma estranha num país estrangeiro
Em “O encontro”, de Anne Enright, ganhador do Man Booker Prize de 2007, o passado ressurge como um país coberto de neblina
Aqui
Mês de desgraça ou descanso
Não tente viver como um francês em Paris em agosto. Já ao longo do ano essa é uma idéia de turista com complexo de superioridade; no verão, simplesmente não é possível
Aqui
Eclipse
Ela dava a volta por um lado da casa, ele partia correndo na direção oposta, mas era no armário de tia Argentina que acabavam os dois, fundidos naquele silêncio e naquela imobilidade
AquiRodrigo Gurgel
Uma estranha num país estrangeiro
Em “O encontro”, de Anne Enright, ganhador do Man Booker Prize de 2007, o passado ressurge como um país coberto de neblinaAlysson Oliveira
Um longo adeus que não termina
Não faltam aos versos de Pedro Salinas a substância palpável e viva da experiência amorosa, que os afasta da mera abstraçãoMarco Catalão
Mês de desgraça ou descanso
Não tente viver como um francês em Paris em agosto. Já ao longo do ano essa é uma idéia de turista com complexo de superioridade; no verão, simplesmente não é possívelDiego Viana
No referendo, o sinal para a virada
Ao discursar no início do ano, vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, antecipava: uma consulta popular poderia ser ponto de bifurcação para mudanças profundas. Diplô Brasil publica a fala, que vê o país envolto em revolução radical — porém pacífica, democrática e inclusivaÁlvaro Garcia Linera
O quebra-cabeças de Fernando Lugo
Eleito por seu compromisso com mudanças, o novo presidente paraguaio precisa colocar o Estado a serviço das maiorias — o que inclui reforma agrária e tributária. Mas enfrentará enorme resistência das elites e sua base parlamentar é dividida e frágil. Saberá mobilizar a sociedade, para romper impasses?Carlos Iaquinandi Castro
Guerra e Paz
Grande derrotada da Guerra Fria, a Rússia conservou, porém, seu arsenal nuclear e potencial militar e econômico. Será a principal questionadora da nova ordem mundial, conforme a equação do norte-americano Morgenthau. Por isso, a guerra na Geórgia não reproduz o passado: ela anuncia o futuroJosé Luís Fiori
De costas para Rondon
O ataque de certos ideólogos militares à demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol afronta o pensamento e obra do marechal. Ele valorizava a existência de Nações Autônomas indígenas; não a mera assimilação de indivíduos ao mercado de trabalho, como querem agora generais e empresáriosRicardo Cavalcanti-Schiel
Ai dos que crêem no Império
Ainda que muito breve, a guerra entre Geórgia e Rússia revelou algo chocante para o pensamento convencional. Menos de vinte anos após vencerem a Guerra Fria, os EUA já perderam a condição de poder mundial solitário. Na verdade, deixaram até mesmo de ser superpotência…Immanuel Wallerstein
Praias, pandeiros e limoncelos
As primeiras notas foram facilmente reconhecidas. E todos entraram juntos no refrão de No Woman No Cry. Todos, menos o próprio violeiro, que ficou novamente pelo caminho, mais estático que a Vênus de MiloDaniel Cariello

