Diplô Online
Imperialismo sem civilização
O imperialismo sem civilização também se manifesta por meio do que podemos chamar de encontros imperiais. O mundo contemporâneo já não é estruturado por um único centro hegemônico capaz de impor sua narrativa universal, mas por zonas de fricção onde diferentes projetos imperiais (antigos e emergentes) se cruzam, se sobrepõem e se confrontam
Um lobo com fome de literatura
Lobo Mau com dor de dente concilia fundo e forma, de modo que o projeto gráfico, assinado pelo próprio autor, não é meramente ilustrativo, mas conta a parte da história que o texto “engoliu”
A engenharia gramatical do texto
O ensino de gramática ocupa um lugar central na educação linguística e tem sido, ao longo da história, objeto de intensos debates teóricos e metodológicos. Este artigo analisa as principais características das perspectivas tradicionais e críticas do ensino gramatical, bem como suas implicações pedagógicas
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Machado de Assis, Narcisismo e imortalidade
A medicina procura salvar vidas considerando que a vida tem muito mais valor do que a imagem, e foi com a ideia de salvar vidas que o médico Freud iniciou a psicanálise
Operação no Rio: uma chance para tirar da pauta as questões trabalhistas
A operação no Rio serviu para colocar de volta a extrema direita no debate público. O tema da violência urbana, do “bandido bom é bandido morto”, vem à tona para desviar a conscientização da classe trabalhadora sobre os temas que realmente irão resolver o problema da sua precarização
A chacina do Rio como clímax das narrativas da extrema-direita
A eficácia da Operação no sentido de combate ao crime foi nenhuma: o número dois do Comando Vermelho, alvo declarado, conseguiu escapar. A operação se mostrou uma tragédia em sua letalidade e um fracasso em seu objetivo declarado. Mas um sucesso de propaganda
O Rio, a Garota de Ipanema e a necropolítica
Os recursos do Estado devem ser usados com planejamento, inteligência e para buscar atingir os líderes e criminosos de “alto escalão” que atuam em toda a cidade em favor do crime organizado. Mas não é isso que se observa nos últimos anos na cidade do Rio de Janeiro. Há tempos o poder público promove várias ações semelhantes que não desmantelam as facções do crime organizado
“Fico chateado quando falam que funk não é cultura”
MC Leonardo, autor da trilha deProjeto Produção Cultural no Brasil
"Fico chateado quando falam que funk não é cultura"
MC Leonardo, autor da trilha de
A rede do poder corporativo mundial
Controlar de forma organizada uma cadeia produtiva gera naturalmente um grande poder econômico, político e cultural, e outra caracteristica desse poder corporativo, é o quanto ele é desconhecidoLadislau Dowbor
"Lula me disse: 'Faça do ministério como se fosse o seu palco'."
Quando perguntado sobre os momentos difíceis de sua gestão à frente do Ministério da Cultura, o cantor e compositor baiano Gilberto Gil aponta os questionamentos ao governo Lula e à competência de um ministro-artista.
“Lula me disse: ‘Faça do ministério como se fosse o seu palco’.”
Quando perguntado sobre os momentos difíceis de sua gestão à frente do Ministério da Cultura, o cantor e compositor baiano Gilberto Gil aponta os questionamentos ao governo Lula e à competência de um ministro-artista.Projeto Produção Cultural no Brasil
A universidade e a polícia que não queremos
Em meio a ocupações de prédios públicos, protestos, violência policial e distorções midiáticas, os debates sobre o convênio entre a USP e a Polícia Militar acabam esvaziados e deixam de lado aspectos estruturais essenciaisLeonardo Calderoni e Pedro Charbel
Ongs na encruzilhada
A difícil constituição de um campo político contra-hegemônico: a FASE e o desafio da sustentabilidade política num mundo em convulsãoJorge Eduardo S. Durão
Energias renováveis: capitalismo, hegemonia e dominação
Na sociedade contemporânea as fontes de energia de origem fóssil ocupam um lugar estratégico no sistema de produção, servindo como instrumento de dominação e reprodução do modo de produção capitalista.Thulio Cícero Guimarães Pereira
Redes sociais: pescaria de tarrafa ou de molinete?
Visualizamos pelo mundo diversas manifestações pró-redes sociais, e o quanto elas possibilitam uma revolução – não política, mas social. A riqueza desse movimento é a não-existência de lideranças visíveis, partidos políticos ou algo que o valha. Seria, pois, um movimento de reivindicação espontânea da cidadaniaCarlos Fernando Galvão
Mães que abandonam e mães abandonadas
A tragédia do abandono de crianças se repete, inunda o noticiário e comove a opinião pública sem suscitar ações capazes de solucionar ou pelo menos atenuar significativamente os problemas sociais que a motivam. Para transformar essa realidade, precisamos superar mitos, temores e maniqueísmosMaria Antonieta Pisano Motta
Investidores líbios, camponeses malineses
O Mali precisa desenvolver e modernizar sua agricultura, mas, por falta de recursos financeiros, precisa apelar para os investimentos estrangeiros. Em 2008, a Líbia apresentou-se, interessada, estava lançado o projeto Malíbia, cujo ideal de sustentabilidade, de lá para cá, é bastante questionávelAmandine Adamczewski e Jean-Yves Jamin
Em Camarões, o interminável fim de um reinado
Vinte e uma candidaturas (entre 52) foram validadas pela comissão eleitoral camaronesa para a eleição presidencial que acontece dia 9 de outubro, domingo. Apoiado por Paris há 29 anos, o regime autocrático de Paul Biya tornou-se mestre da arte de contornar as regras internacionais relativas às liberdades fundamentaisThomas Deltombe
Marx e o século XXI
Marx não pôde imaginar que a classe burguesa engendraria no proletariado seus valores e daria a ele essa possibilidade de consumo. Os trabalhadores agora com poder de compra, não se vêem mais com uma classeAmanda Marina Lima Batista
Made in Brazil
Cerca de 120 mil brasileiros moram hoje na Itália, sem contar os imigrantes que vivem na irregularidade. Entre eles há um grupo expressivo de transexuais, que atuam como profissionais do sexo com péssimas condições de trabalhoFabiana Ghiringhello
Não nos renderemos
Seis meses após a queda do presidente Ben Ali, a Tunísia borbulha. À espera das eleições da Assembleia Constituinte, em 23 de outubro, as forças sociais mantêm a pressão sobre o governo provisório. Entretanto, em Gafsa, no coração do país, os traços do antigo regime permanecemSerge Quadruppani
O poder iraniano perde o controle sobre mídia
O enquadramento dos meios de comunicação durante a primeira década da revolução, que se revelou um desastre, deixou lugar para uma política menos rigorosa no que se refere aos bens culturais populares na sociedade e na juventudeShervin Ahmadi
A arte contemporânea, do controle estatal ao mercado
A produção artística foi gradualmente saindo da tutela do Estado, mas caindo na do mercado, que prefere artistas mais maleáveis, sem espírito crítico e despolitizadosYves Gonzalez-Quijano
Tunísia: a revolução terminou?
Há quatro meses os tunisianos balançam entre revolução e eleições. Passada a febre de janeiro, a primavera trouxe uma espera angustiante. Uns sustentam que a prioridade é liquidar as sequelas e os homens do antigo regime. Outros aspiram ardentemente à eleição de uma assembléia nacional constituinteJean-Pierre Séréni
Grandes manobras das teles
Quase ausente dos mapas de fluxo de dados, a África tem menos linhas telefônicas que Tóquio ou Manhattan e menos computadores conectados à internet que a Lituânia. No entanto, o continente africano não escapa à reviravolta das telecomunicaçõesAnnie Chéneau-Loquay

