Rumo à falência
Para os Estados, o momento exato no qual parecerá que o limiar de endividamento e a carga crítica de juros foram atingidos não figura nos manuais de economia. Depende do limite de tolerância social que permite ver suas capacidades produtivas serem destruídas em benefício do pagamento de juros privados da dívida
Ao contrário de uma família ou empresa, um Estado que declara não ter capacidade de pagar suas dívidas... não paga mesmo! E sem por isso perder o registro comercial ou desaparecer da superfície do planeta, ou seja, sem sofrer liquidação de seu patrimônio para reembolsar os credores. No caso de uma família, a falência termina forçosamente com a venda da residência e da prataria para pagar os últimos salários devidos aos empregados e as contas do restaurante, do cartório ou do banqueiro. No caso de uma empresa, vendem-se (da melhor maneira possível) as máquinas, os imóveis, as licenças, o parque automobilístico etc., de modo a honrar (da melhor maneira possível) os fornecedores, os banqueiros, os demais credores e os assalariados, que aguardam com ansiedade que os pagamentos sejam feitos. Diferentemente de uma empresa em dificuldade que, quando perde seus clientes, não consegue se “recompor” recorrendo ao aumento de preços, e…

