Acácio Augusto: “Precisa existir, no campo das lutas sociais, a dimensão do inegociável”
Cientista político e professor da Unifesp reflete nesta entrevista sobre seu novo livro, Revolta e antipolítica: anarquia!

Cientista político e professor da Unifesp reflete nesta entrevista sobre seu novo livro, Revolta e antipolítica: anarquia!
Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão já não hesitam em perseguir no exterior seus cidadãos exilados, inclusive em países europeus. Essa repressão transnacional se apoia, entre outras coisas, na emissão de alertas que apresentam alguns solicitantes de asilo como terroristas ou criminosos. Apesar das reformas anunciadas, as expulsões continuam
Enquanto o desfecho do conflito no Irã permanece imprevisível, a região passa por importantes transformações geopolíticas, com dois blocos agora se encontrando frente a frente: de um lado, a aliança entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão; de outro, o eixo Israel, Emirados Árabes Unidos e Índia. Tudo sob o olhar atento dos Estados Unidos, preocupados em não entrar em choque com nenhum dos campos
Pequeno Estado autoproclamado do Chifre da África, a Somalilândia conseguiu ganhar espaço no jogo geopolítico regional. Agora aliada de Israel, único país a reconhecê-la, ela desenvolve uma estratégia de acordos comerciais e de segurança no Golfo Pérsico. Seus próximos desafios: obter o apoio oficial dos Estados Unidos sem abrir a caixa de Pandora das fronteiras africanas
Entre cercas, vigilância e tentativas de travessia, Ceuta expõe o contraste entre um mundo economicamente integrado e politicamente fechado à mobilidade de pessoas
Ao expor a extrema dependência de insumos estrangeiros e rotas marítimas estranguladas, a crise atual demonstra a grande contradição do latifúndio agroexportador: a privatização dos lucros bilionários e a socialização do risco geopolítico junto ao Estado
Pela primeira vez, em maio de 2026, o Exército malinense lançou bombas de fragmentação, proibidas pelo direito internacional, no norte do país. Apesar da intensificação das “operações antiterroristas”, os jihadistas e seus aliados tuaregues ampliaram seu controle territorial. Indispensável para qualquer solução política, a Argélia planeja recuperar sua influência na região
No Líbano, nas últimas semanas, como em outros pontos do Oriente Médio há vários meses, Israel bombardeou populações civis e realizou incursões terrestres. Contudo, além dessas agressões militares diretas, Tel Aviv vem se empenhando em fraturar as sociedades vizinhas e enfraquecer o campo de seus adversários árabes por meio de alianças indiretas, seguindo uma antiga doutrina conhecida como “da periferia”…
A ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã expõe as contradições da inserção brasileira no mundo: um país com ambição de mediador, mas sem os instrumentos para fazê-la valer
A guerra voltou a ser a linguagem da política internacional e isso revela um fracasso da diplomacia
Genocídio, anexações, agressões: Tel Aviv e Washington já não prestam mais contas. Nem a seus aliados nem às Nações Unidas; nem de seus objetivos nem de seus meios, embora estes sejam manifestamente ilegais . O multilateralismo é colocado à prova . O Sul Global, dividido, entra no jogo com relutância. E a Europa consente com os bombardeios a bairros residenciais de Beirute e a infraestruturas civis iranianas . Qual é o impacto dos conflitos na América Latina e no Brics? A sociedade israelense, por sua vez, continua apoiando as aventuras militares de seu governo, uma ofensiva que incendiou todo o Oriente Médio e ameaça a estabilidade do resto do mundo
Mais receita de petróleo para Moscou, menos munição para Kiev: a guerra no Oriente Médio favorece a Rússia. Ainda assim, segundo muitos especialistas russos, a desestabilização do parceiro estratégico iraniano coloca o Kremlin numa posição delicada