Raízes do caos na saúde pública na África
Com uma mortalidade nitidamente maior que no resto do mundo, a população africana padece não só de epidemias como a aids, mas também com o desprezo pelos doentes de grande parte dos funcionários da saúde

Com uma mortalidade nitidamente maior que no resto do mundo, a população africana padece não só de epidemias como a aids, mas também com o desprezo pelos doentes de grande parte dos funcionários da saúde
As populações do Sul, em especial as africanas, são cobaias dos testes clínicos de grandes laboratórios que testam ali, à margem de princípios éticos, medicamentos que servem aos mercados do Norte
Num continente já afligido por epidemias e empobrecimento, os sistemas públicos de saúde sofrem mais uma ameaça: a sedução de seus médicos, formados com enorme custo social, por hospitais do mundo ricoKarl Blanchet , Regina Keith
Quase ausente dos mapas de fluxo de dados, a África tem menos linhas telefônicas que Tóquio ou Manhattan e menos computadores conectados à internet que a Lituânia. No entanto, o continente africano não escapa à reviravolta das telecomunicaçõesAnnie Chéneau-Loquay
Que há por trás das novas promessas de redução da dívida dos países mais pobres do continente? Na realidade, a vontade demonstrada pelo G8 de lutar conta a pobreza mascara investidas econômicas e preocupações geoestratégicas
O que fazer e como, para que a África possa seguramente construir seu desenvolvimento social e econômiico?
As eleições gerais poderiam selar o fim das guerras civis e a reconstituição do Estado congolês. Porém, as riquezas minerais atraem empresas que pressionam por lucros máximos e responsabilidade zeroColette Braeckman
Quatro golpes de Estado, em apenas um ano, voltam a expor os limites de uma “democratização” que gerou pluripartidarismo e alguma liberdade de imprensa, mas não admite alternância no poderJean-Pierre Olivier de Sardan
Quinze anos após o fim da Guerra Fria, mobilizações que se articulam nos fóruns sociais sugerem que o continente pode não estar condenado aos golpes de Estado, “democracias FMI”, emigração e misériaAnne-Cécile Robert
No começo dos anos 2000, o rap foi enxertado no continente africano. A juventude senegalesa, malinesa, congolesa, marfinense e sul-africana, que nele encontra um modo de expressar suas revoltas e frustrações, inventa suas próprias tendências derivadas e impõe sua credibilidade musical até mesmo nos Estados Unidos.
Dando sequência ao chamado do movimento do dia 20 de fevereiro, dezenas de milhares de marroquinos de tendências diversas continuam a expressar sua insatisfação, apesar das reformas anunciadas pelo rei no dia 9 de março. A população reivindica também a saída dos principais conselheiros e do primeiro-ministroIgnace Dalle
As hidrelétricas da República Democrática do Congo teriam capacidade para cobrir 40% das necessidades energéticas da África. Mas os combates para dominar recursos e a instabilidade política interromperam a manutenção das instalações de Inga e sabotaram o desenvolvimento econômicoTristan Coloma