O chavismo por sua base
Ao lado do chavismo de Estado, derrotado nas urnas, existe outro, enraizado nas classes populares. Uma eleição perdida bastaria para que ele desaparecesse?Yoletty Bracho e Julien Rebotier

Ao lado do chavismo de Estado, derrotado nas urnas, existe outro, enraizado nas classes populares. Uma eleição perdida bastaria para que ele desaparecesse?Yoletty Bracho e Julien Rebotier
“Quando os Estados Unidos espirram, a América Latina fica resfriada”, costumava-se dizer. Os miasmas já não descem do Norte: eles cruzam o Pacífico. Mas a ameaça continua. Na década de 1950, Raúl Prebisch analisou os perigos dessa dependência em relação aos sobressaltos de economias estrangeiras: Reino Unido, Estados URenaud Lambert
Há um ano, empresários se sucederam na presidência do Panamá. Enquanto uma parte da América Latina reivindica sua soberania, contestando o poder do dinheiro, a pequena nação centro-americana especializa-se no comércio de sua submissão. Finanças, especulação e empresas de logística organizam o espaçoAllan Popelard e Paul Vannier
Região mais desigual do mundo, a América Latina continua sendo a mais violenta. Se a insegurança reflete a brutalidade dos índices sociais de países devastados pelo neoliberalismo, ela também sublinha o fracasso de governos progressistas, muitas vezes envolvidos em corrupção.Carlos Santiso e Nathalie Alvarado
Os desafios colocados por Foucault continuam inteiramente atuais. Como constituir uma arte de viver e de nortear as condutas que fuja do agenciamento soberano, disciplinar e biopolítico da contemporaneidade? É possível um “governo de esquerda”?Alexandre Mendes, Bruno Cava e Giuseppe Cocco
O modelo neodesenvolvimentista monitorado pela esquerda empenha-se em fazer da América Latina um oásis de estabilidade do capitalismo em crise. E não consegue fugir da equação que associa qualidade de vida e crescimento econômico segundo a lógica do capitalFrei Betto
Habituada aos golpes de Estado, a América Latina tornou-se, após o inverno das ditaduras, um laboratório de experimentação de políticas à esquerda. Cada vez mais, porém, os Estados Unidos e seus aliados aprendem a derrubar – ou tentar derrubar – sem muito derramamento de sangue os governos que os perturbamMaurice Lemoine
Para os revolucionários latino-americanos, o golpe que derrubou o presidente Jacobo Arbenz em junho de 1954 ilustra a recusa de Washington em tolerar as mais modestas reformas em seu “quintal”. Presente durante o putsch, Che Guevara recordaria o episódio na Revolução Cubana… Mas do que se lembra a população do país?Michael Faujour
A Colômbia elege no fim de maio um novo mandatário. Um candidato próximo ao ex-presidente Álvaro Uribe enfrentará o atual chefe de Estado, Juan Manuel Santos. A ruptura entre os dois, antigos aliados, reflete uma outra, maior, no seio da direita latino-americana que tateia para tentar reverter o domínio regionalGrace Livingstone
A adoção do Livro Branco do Ministério das Relações Exteriores representa um avanço enorme ao condensar de maneira clara e pública as diretrizes, estratégias e prioridades da atuação internacional. Porém, a iniciativa não se deve a uma geração espontânea, gestada dentro do Itamaraty. Ela responde a pressão da sociedadeCamila Asano e Laura Waisbich
No dia 23 de dezembro de 2013, o presidente uruguaio José Mujica aprovou um projeto de lei para criar um mercado regulamentado e legal da maconha. Com a medida, ele tornou-se o primeiro chefe de Estado a legalizar a produção e a venda – em uma rede de farmácias – de uma droga proibida em toda parteJohann Hari
Por ocasião de uma conferência na Sorbonne em 6 de novembro de 2013, o presidente equatoriano Rafael Correa interpelou os colegas europeus a respeito de sua gestão da crise da dívida. Esta seria caracterizada por uma só obsessão: garantir os interesses das finanças. Ele expõe a seguir uma síntese de sua reflexãoRafael Correa