O debate sobre Armas autônomas letais e sua discussão na ONU
O que antes habitava a ficção científica agora redefine o poder e a guerra: máquinas que decidem quem vive e quem morre

O que antes habitava a ficção científica agora redefine o poder e a guerra: máquinas que decidem quem vive e quem morre
Uma polícia mais violenta também corrói a confiança da comunidade, um ativo essencial para a prevenção e investigação de crimes, e agrava as disparidades raciais, uma vez que a violência estatal recai desproporcionalmente sobre minorias
Em uma canção de Johnny Cash, uma mãe implora em vão que o filho não “leve as armas para a cidade”. Um sábio apelo que quase 50 milhões de norte-americanos ignoram. Embora a maioria deles seja constituída por republicanos conservadores interessados em defender a Segunda Emenda da Constituição, que lhes garante o direito de portar armas, a estes se unem muitos democratas e progressistas que passaram a se engajar no princípio da autodefesa
De 1932 a 1934, as grandes potências organizaram em Genebra uma conferência mundial para o desarmamento, a fim de prevenir uma deflagração geral. Conhecemos o desfecho, trágico. Um século depois, a indústria de defesa nunca esteve tão próspera. Impulsionada pela agressão russa contra Kiev, assim como pelas tensões geopolíticas na Ásia e no Oriente Médio, ela apresenta números de vendas recordes e traz felicidade aos acionistas
Desde o começo do governo Bolsonaro, houve mais de 40 publicações com vistas a afrouxar o controle de armas e munições no país
Com um aporte de cerca de 53 milhões de reais, de 2008 a 2015, em uma das maiores produtoras de armamento do mundo, a gigante Forjas Taurus, BNDES tem política contraditória ao seu guia de financiamento sobre comércio de armas
Em 24 de junho, a Frente de Libertação Nacional da Córsega anunciou a decisão unilateral de iniciar o processo de desmilitarização e sair da clandestinidade. Após o adeus às armas do IRA e do ETA, esse anúncio assinala o fim das três últimas lutas armadas da Europa Ocidental. As soluções políticas ainda são incertas Pierre Poggioli
A revogação do Estatuto do Desarmamento, pronta para ser votada no plenário da Câmara dos DeputadosSérgio Adorno e Renato Sérgio de Lima
Ainda que a Ásia ganhe importância, o Oriente Médio continua sendo o local favorito dos mercadores de armas, principalmente dos Estados Unidos. Paralelamente, os conflitos passam pela internet (pág. 25) e falamos cada vez mais de “ciberataques” (págs. 26 e 27). Hoje, como ontem, a corrida armamentista se faz praticamePhilippe Leymarie
Há (pelo menos) três assuntos que o Le Figaro deve tratar com cuidado: o LVMH, o grupo de Bernard Arnault, um dos principais anunciantes da imprensa; a Publicis, pelas mesmas razões; e, por fim, a Dassault Aviation, pois, como destaca o próprio jornal conservador ao fim de cada artigo sobre o Falcon ou o Rafale, “O GruSerge Halimi
Será que devemos considerar os softwares e hardwares do Google, da Apple e da Amazon como armas? Os gigantes norte-americanos da “nova economia” são intimamente ligados à Secretaria da Defesa dos Estados UnidosThibault Henneton
Se a guerra tem seu direito e suas regras, a ciberguerra, por sua vez, não tem contornos definidos. Desse modo, uma questão se impõe: como regulamentar um enfrentamento no qual a simples identificação dos protagonistas é difícil de ser feita e o qual se desenrola sobre um terreno civil, a internet?Camille François