O paradoxo do horror e do belo numa interpretação sobre o Brasil
Há um paradoxo entre a beleza estética do filme, suas músicas, figurinos, gírias, cenários e a violência, a brutalidade, o racismo que a história conta

Há um paradoxo entre a beleza estética do filme, suas músicas, figurinos, gírias, cenários e a violência, a brutalidade, o racismo que a história conta
Como as lacunas do filme espelham a incompletude – e o trabalho incessante – da justiça de transição no Brasil
Democratizar o cinema não é apenas abrir salas: é abrir escuta, abrir olhares e reconhecer que o povo de São Paulo – especialmente o povo preto, periférico, indígena, LGBTQIA+, com deficiência – tem direito de se ver, se ouvir e se narrar
Em 2025, ainda moro na mesma casa em que estava em 2017, no Andaraí, [mas] o momento é bem diferente. Neste ano, estou me preparando para apresentar a estreia mundial do meu novo filme, Samba infinito, no 78º Festival de Cannes
Milton sempre manteve uma postura ética e engajada, utilizando sua arte como instrumento de conscientização e transformação social
Vencedor do primeiro Oscar do cinema brasileiro, Ainda estou aqui, faz história ao resgatar a memória do terror que habita o nosso passado e força as portas do presente, obscurecendo os horizontes do país, dá uma poderosa resposta ao que há de mais abjeto entre nós e lança uma crítica questão para a sociedade brasileira: qual política precisamos construir que nos deixe viver, não morrer?
‘Aqui’ é o lugar da dor que o filme descreve, não é de um lugar físico com endereço e CEP, ‘aqui’ não é um lugar no espaço. O ‘aqui’ está tão presente agora quanto em 1971, mas talvez não mais para os deputados brancos, héteros e cis
O audiovisual é uma ferramenta crucial de transformação das vivências dos territórios, promovendo a criação de redes de interlocução política e cultural. Esse fenômeno articula uma postura política combativa e uma expressão estética vibrante, mesmo quando inserida marginalmente em um mercado cultural ainda restrito
A arte é um importante instrumento para realização da Verdade, Memória e Justiça, o que nem sempre se dá a partir dos Tribunais, mas da história por ela eternizada
A linguagem da obra é um ato de resistência cultural, uma afirmação da riqueza e da singularidade da tradição nordestina em um contexto histórico marcado pela marginalização dessa região no imaginário nacional
Pioneiro no movimento do cinema negro norte-americano L.A. Rebellion, o cineasta é homenageado pelo IMS Paulista em mostra que inclui sua filmografia completa e seleção de curtas que o influenciam