Protecionismo, déficits e intervenção estatal na economia dos Estados Unidos
A natureza da economia norte-americana está tão afastada do livre mercado, do pensamento de Hayek e de Mises quanto poderia

A natureza da economia norte-americana está tão afastada do livre mercado, do pensamento de Hayek e de Mises quanto poderia
Ao imporem medidas coercitivas de amplitude inédita, os países ocidentais pretendiam fazer Moscou recuar na Ucrânia. No entanto, a robustez da economia russa, cujas receitas petrolíferas retornaram ao nível pré-guerra, surpreendeu. A política de substituição de importações, o comércio com países emergentes e o desenvolvimento de um sistema financeiro autônomo fizeram o resto
Recentemente nos deparamos com a notícia de que a atual ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, possui um plano que resultará na desvinculação dos valores dos benefícios previdenciários do salário mínimo. Mas o que de fato significa isso? Por que essa proposta tem sido comparada com a situação do sistema de pensões chileno?
Grupo empresarial favorecido por acordo entre Cade e Petrobras é acusado de concorrência desleal. Estudo da autarquia publicado em 2017, sobre o ambiente concorrencial no setor do refino, rejeitou tese de que a Petrobras praticara preços predatórios e alertava para os riscos de formação de monopólios regionais com a venda de refinarias como a Reman
Ao estigmatizar a intervenção estatal como autoritária, corre-se o risco de subestimar os benefícios que políticas públicas bem planejadas podem proporcionar à sociedade, desde a redução das desigualdades até o estímulo ao crescimento sustentável
Como uma economia ortodoxa “fora de lugar” protege o rentismo no Brasil
A constituição dos mercados chineses na visão da economista Isabella Weber, em Como a China escapou da terapia de choque
É fácil compreender por que os grandes bancos privados mantêm o controle do BC e do Copom: seus ganhos de bilhões vêm principalmente daí.
A polarização que atravessa o país não é só eleitoral, mas também política e social, opondo dois projetos de sociedade e visões de mundo distintos: a democracia, representada em 2022 pela frente ampla em torno do presidente Lula; e o autoritarismo, o campo da extrema direita liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro
É inútil perguntar qual é a posição do economicus: “os outros” e “doar” não lhe interessam; sua grande questão é “si mesmo” e “se apropriar”. O discurso da descivilização proferido pelos próprios descivilizadores simplesmente adquire uma pompa mais sinistra.
País perde oportunidade de diversificar sua indústria ao priorizar setores defasados
A economia chilena apresenta um crescimento em declínio no século XXI, com a paradoxal exceção dos últimos três anos. Os serviços estão cada vez mais predominantes, sendo responsáveis pela maioria dos empregos. Destes, 27% são informais, enquanto a distribuição de renda não melhora. Já a abordagem ortodoxa que persiste na política monetária e, em parte, na política fiscal não sugere perspectivas positivas para os próximos anos