Educação, direitos humanos e o horizonte político de 2026
Às vésperas de 2026, a escola é convocada à defender a democracia enquanto suas instâncias de decisão são neutralizadas

Às vésperas de 2026, a escola é convocada à defender a democracia enquanto suas instâncias de decisão são neutralizadas
O projeto aprovado não é um equívoco técnico nem um debate legítimo sobre políticas públicas. É uma tomada de posição política clara em defesa da preservação de privilégios raciais historicamente construídos neste estado
A educação domiciliar, ao restringir o convívio social, representa um retrocesso significativo na inclusão educacional
Pesquisar é manter acesa uma chama pequena em meio ao vendaval. É proteger o que ainda resiste. É anunciar que, apesar dos escombros, ainda há futuro
O que quer dizer a expressão “apagão da educação”?
O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a história deste país, que tendo proclamado a República em 1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres, pretas e periféricas
O futuro da universidade depende de um duplo movimento: por um lado, reinventar-se diante das pressões financeiras e tecnológicas; por outro, reconhecer que os países em desenvolvimento não possuem apenas carências, mas também potencialidades específicas para propor novos modelos universitários mais inclusivos, descolonizados e socialmente enraizados sem perder de vista a liberdade de crítica e a autonomia do pensamento
Na educação, o medo se torna método e o controle, rotina: entre relatórios, plataformas e vigilâncias, o trabalho docente é desumanizado, o aluno vira cliente e o ensino se transforma em prestação de contas
A mercantilização da educação e da pesquisa, uma das facetas do neoliberalismo, encontra nestes rankings um dos seus instrumentos mais eficazes
O ECA Digital oferece respaldo normativo e político para que redes públicas de ensino desenvolvam protocolos internos, ampliem o diálogo com as famílias e valorizem a internet como espaço legítimo de aprendizagem
A análise das trajetórias juvenis brasileiras na transição entre educação e trabalho revela a persistência de padrões estruturais que atravessam períodos históricos distintos, caracterizados pela subordinação das necessidades educacionais dos jovens das classes populares às demandas imediatas de mão-de-obra
Educar os afetos políticos é possível e urgente – não como controle emocional para gerar mais produtividade, mas como caminho de fortalecimento da convivência democrática