O que significa o projeto de Bukelização do Brasil e da América Latina?
Em um pequeno território, a extrema direita brasileira e latino-americana procura se espelhar para conseguir publicidade e popularizar suas pautas para um público maior

Em um pequeno território, a extrema direita brasileira e latino-americana procura se espelhar para conseguir publicidade e popularizar suas pautas para um público maior
A chegada de Nayib Bukele à presidência fez as análises citarem um “giro bukelista” no país. Contudo, esse é também um giro autoritário, notadamente à luz da tentativa de autogolpe em 2020, da destituição dos cinco magistrados não alinhados da Corte Suprema do país em 2021 e da reinterpretação da Constituição que lhe permitiu concorrer à reeleição em 2024
O presidente de El Salvador gaba-se de ter conseguido vitórias onde seus antecessores só colheram derrotas, reduzindo drasticamente uma criminalidade até então endêmica. Os resultados da mobilização do Exército nas operações de segurança pública, porém, não se mostram tão sólidos assim
Eleito em junho de 2019, o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, pretende reduzir a criminalidade em seu país realizando prisões em massa, à custa das liberdades individuais e dos direitos humanos. Ativo nas redes sociais, ele também adota a imagem de fã de tecnologia e promotor de criptomoedas. Porém, nada disso esconde a fragilidade de seu programa político
Vencedor das primárias organizadas pela oposição venezuelana em fevereiro, Henrique Capriles será candidato nas eleições presidenciais de outubro. Para seduzir os eleitores de esquerda, ele promete imitar o “modelo brasileiro”. Um discurso que lembra muito o de Mauricio Funes, eleito presidente de El Salvador em 2009Hernando Calvo Ospina
Inspirado em Lula e Obama, o presidente Mauricio Funes completa agora cem dias de mandato. Com uma herança econômica difícil, ele reafirma que seu governo será de “união nacional” e lança um novo chamado para a construção de um país “menos injusto”, tentando mediar os conflitos entre seu partido e o empresariado
Após 17 anos do fim da guerra civil salvadorenha, os agentes do Estado que violentaram a população durante o conflito seguem impunes, beneficiados pela lei de autoanistia. Para cicatrizar essas feridas abertas, entidades de direitos humanos convocaram um Tribunal de Justiça Restaurativa