Brasil! Mostra tua cara!
A semelhança entre os dias atuais e os anos 1980 está no fato, de que pautas como ditadura, pátria, parlamento, liberdade, soberania estão na mesa, embora com sinais trocados

A semelhança entre os dias atuais e os anos 1980 está no fato, de que pautas como ditadura, pátria, parlamento, liberdade, soberania estão na mesa, embora com sinais trocados
Percorrer o green, taco na mão, evitando que o swing mande a bola para o bunker, enquanto se pensa em ascensão social. Como em qualquer parte do mundo, praticar golfe no Quênia é uma questão de status e networking. As classes médias e altas, predominantemente masculinas, imitam o exclusivismo dos colonos ingleses. E a política sempre está por perto…
Para selecionar seus alunos, as universidades norte-americanas levam em conta vários critérios: resultados escolares, origem étnica, local de residência e até mesmo sexo. As instituições de maior prestígio consideram também a linhagem familiar do candidato. Elas favorecem os filhos de ex-alunos, praticando assim uma forma de discriminação positiva… para os ricos
Frente às eleições deste ano, qual o programa que vai ser defendido pela direita, pelas elites, na campanha eleitoral que se inicia? Quais serão suas propostas para enfrentar o desemprego e o subemprego de 26 milhões de brasileiros; para combater a pobreza que aumenta com as políticas de austeridade; a perda de nossa soberania?
Simbolizada nos anos 1960 e 1970 por um espírito de revolta, da minissaia ao movimento punk, Londres define novamente certa vanguarda. A cidade não apenas colocou na moda a arte contemporânea, assim como essa arte, que parecia reservada à elite, é agora apresentada como um agente de transformação socialEvelyne Pieller e Marie-Noël
Demissões em massa para uns, remunerações estratosféricas para outros: duplamente lucrativa para seus defensores, a globalização justifica ao mesmo tempo a concorrência que comprime os salários e os privilégios desfrutados por um jet-set apresentado como supranacionalMichael Hartmann
Os membros da classe dirigente constituem um grupo social consciente de si e separado dos outros. Mas a integração a esse mundo não acontece espontaneamente: iniciada no momento dos estudos, ela passa por círculos elitistas onde se encontram as vedetes saídas de diversos horizontes profissionais
“Tomar primeiro as pequenas e médias cidades e as vastas regiões rurais e, em seguida, as grandes cidades.” Em outras palavras, transformar o centro pelas margens. Paradoxalmente, esse mesmo princípio maoísta motivou “reformadores” chineses quando decidiram que o país deveria fazer parte da OMC
1956: em plena Guerra Fria, o sociólogo norte-americano Charles Wright Mills publica A elite do poder. Suas pesquisas traziam à luz o conluio de interesses econômicos, políticos e militares. Mills identifica assim um grupo coeso de indivíduos que “podem realizar sua vontade, mesmo que outros se oponham a isso”
Enquanto distribuiu generosamente a ordem da Legião de Honra e comemora suas vitórias eleitorais em meio a executivos, Nicolas Sarkozy confere visibilidade ao círculo sobre o qual se apoia. Mas esse modo de governar, misturando política e negócios, parece ter atingido seu limiteAlain Garrigou