Faixa de Gaza, no centro da questão palestina
A escalada de violência na Faixa de Gaza em março confirmou o caráter instável do status quo e o impasse da estratégia israelense

A escalada de violência na Faixa de Gaza em março confirmou o caráter instável do status quo e o impasse da estratégia israelense
A arma de destruição em massa do Irã não é nem uma frota de motor de popa, nem a informática, muito menos uma bomba nuclear: é o preço do petróleo. E, para usá-la, Teerã não fecharia o Estreito de Ormuz. Se todas as sanções internacionais fossem aplicadas, faltaria cerca de 2 milhões de barris/dia de petróleo no mundoGary Sick
Preso há 27 anos na França, o libanês Georges Ibrahim Abdallah poderia, desde 1999, ter obtido a liberdade condicional, não fosse a obstinação judiciária e as ingerências norte-americano-israelensesMarina da Silva|Alain Gresh
Em 1948, os EUA hesitaram em reconhecer Israel. Em 2011, eles não têm dúvidas quanto a bloquear a entrada da Palestina na ONU. O veto, encorajado pela União Europeia, visa, mais uma vez, adiar a decisão e apostar em negociações bilaterais, fadadas ao fracasso dado o desprezo de Israel pelo direito internacionalAlain Gresh
Inversão singular da história. Em 1948, era a perspectiva de uma declaração de independência de Israel que preocupava os EUA. Na época, o Departamento de Estado, o Departamento de Defesa e a CIA questionavam se o reconhecimento iria suscitar uma reação antiocidental nos países árabes e comprometer seus interessesIrene Gendzier
Após um longo período de imobilismo, o mundo árabe saiu da letargia. Os movimentos de contestação, que não pouparam nenhum país, afetam também os equilíbrios regionais e internacionais. E incidirão no futuro do conflito Israel-Palestina
A maior parte dos dirigentes árabes deparou com a importância histórica do Exército na construção dos Estados após as independências e rapidamente compreendeu o perigo que as forças armadas poderiam representar. Tratou, então, de marginalizar e neutralizar essa instituição
Enquanto as relações com o Egito se esgarçam após a queda de Hosni Mubarak, israelenses se manifestam em massa contra as suas duras condições de vida. O movimento testemunha um despertar da sociedade, entretanto não inclui os mais desfavorecidos e ignora o destino econômico dos palestinosYael Lerer
Os fundadores da ONG israelense Rompendo o Silêncio compreenderam que seu papel não era mostrar casos extremos de crueldade e barbárie. “O soldado que maltrata um velhinho no checkpoint não nos interessa”, explica Michael Menkin. “Preferimos falar do recruta que está atrás dele, o soldado ‘normal’”Meron Rapoport
Revoltas no Chile, em Israel e em Londres são uma resposta da juventude ao quadro de devastação social legado por décadas de neoliberalismo. Pela primeira vez em um século, na Europa, as novas gerações têm um nível de vida inferior ao de seus paisIgnacio Ramonet
A cooperação armamentista entre os países é antiga e movimentou, em dez anos, US$ 10 bilhões. De maneira paradoxal, a aproximação com Israel deu à Índia uma alavanca em sua política no Oriente Médio: os Estados da região aprenderam a levar em consideração os interesses indianosIsabelle Saint-Mézard
Na Cisjordânia, o filme de James Cameron foi reencenado por ativistas palestinos como crítica à ocupação israelense. Fórmula é antiga: na Europa, a população se fantasiava de povos reais (os mouros) ou imaginários (as amazonas), considerados ameaças à civilização;nos EUA, negros de Nova Orleans criavam tribos indígenasHenry Jenkins