Os caminhos da Amazônia para a COP30
Iniciativas acadêmicas e populares mostram que o protagonismo da Amazônia na COP 30 vai além da preservação da floresta

Iniciativas acadêmicas e populares mostram que o protagonismo da Amazônia na COP 30 vai além da preservação da floresta
O TFFF converte a preservação das florestas tropicais em ativo financeiro e expõe a contradição entre clima e capital
O que está em jogo não é apenas a estabilidade climática, mas a própria possibilidade de manter meios favoráveis à vida
A pouco mais de dois meses da COP30, 80% dos países ainda não atualizaram suas metas para guiar políticas de redução de gases de efeito estufa
Aparição se deu no mês de julho em meio ao estado do Rio de Janeiro e levanta questões sobre as políticas de preservação ambientais
Instituição do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) estabelece um marco regulatório para o mercado de carbono e reitera padrões históricos de exclusão, desigualdade e o papel corporativo na definição de políticas públicas no país
Bioeconomia não é um termo neutro, pois guarda em si mesmo o propósito de tornar bens comuns em mercadorias e capturar a memória ancestral para fins comerciais. Portanto, é inconciliável com cosmologias e modos de vida que se contrapõem às relações sociais capitalistas
O bioma mais ameaçado do Brasil segue invisível nas políticas climáticas. Sem ele, não há Amazônia, não há água, e não há justiça socioambiental possível na COP30
A negligência e a flexibilização dos controles ambientais custam caro – em vidas humanas, em danos irreparáveis à natureza e em prejuízos financeiros bilionários
A COP 30 na Amazônia é nossa chance de criar um futuro em que a justiça climática e a justiça social sejam finalmente a mesma coisa
É hora de dizer com todas as letras: o garimpo ilegal é mantido por um pacto nacional de destruição. Um pacto que envolve políticos, empresas, mercados, consumidores e, sim, parcelas da sociedade civil que preferem fechar os olhos à origem do ouro que compram.
Assim como Tereza de Benguela, mulheres quilombolas lutam contra a invisibilização de seus territórios e o silenciamento de suas vozes