Estratégia das grandes petrolíferas está conectada aos países de origem
Dimensão das reservas, capacidade produtiva e pressão por diversificação e redução do impacto ambiental orientam a transição energética

Dimensão das reservas, capacidade produtiva e pressão por diversificação e redução do impacto ambiental orientam a transição energética
As grandes transformações do capitalismo contemporâneo também se apresentam no mercado do petróleo, com o absoluto domínio dos fluxos financeiros na determinação dos seus preços e distribuição das rendas entre os diversos atores do mercado. Houve a crescente financeirização do comércio do produto físico, com a expansão dos contratos futuros, aumento da importância dos fluxos financeiros no financiamento dos enormes projetos de desenvolvimento dos novos imensos campos descobertos, maior militância dos fundos financeiros no financiamento da dívida e nas movimentações das ações das petroleiras e até na contabilização das reservas de petróleo das companhias. Confira no novo artigo do Observatório da Economia Contemporânea
Forçadas a realizar explorações cada vez mais caras em águas ultraprofundas, as empresas petrolíferas tentam atacar a última fronteira terrestre, onde os custos operacionais são mais baixos: parques naturais e reservas de água doce da África. Essa corrida encontra a resistência da sociedade civil e de associações no Norte. A luta, contudo, é muito desigual
O fato de os Estados Unidos serem atualmente um dos maiores produtores de petróleo do mundo levou algumas pessoas a acreditar que o investimento contra o Irã não está mais relacionado com o petróleo
Sem a Petrobras não haveria campos do pré-sal, refinarias, infraestrutura e logística de gás dentre tantas outras frentes do setor energético, sem a petrolífera brasileira o que há é desindustrialização, apagões em regiões do país, preços proibitivos de combustíveis e gás, por isso se trata de uma empresa estratégica
Há tempos os Estados Unidos delegaram a Riad o cuidado de garantir um preço suficientemente elevado para o barril de petróleo, em troca de proteção militar. Porém, ao obrigar Washington a negociar com outros produtores, a atual queda de preços evidencia a erosão desse arranjo, sem que saibamos se ele será substituído por uma concorrência sem regras ou por outra forma de regulação
A pandemia do coronavírus e a “crise do petróleo” se instalaram provocando uma devastação imediata na economia mundial, com consequências que devem se prolongar pelos próximos anos. Hoje existe total consenso sobre a gravidade desta crise, e já é possível antecipar algumas de suas consequências econômicas
Há possibilidades de que o setor petróleo melhore as condições socioeconômicas deste país com baixo grau de desenvolvimento no médio prazo. De todo modo, alguns obstáculos e desafios que o país terá de enfrentar nos próximos anos devem ser considerados. Dentre eles, questões relacionadas à instabilidade política e à administração governamental das receitas petrolíferas, à baixa experiência em regulamentação de uma indústria petrolífera ou em negociação com empresas internacionais, além da falta de infraestrutura necessária para sustentar um cenário de boom do petróleo.
As novas táticas empresariais de transporte e logística marítima (off transponder e ship-to-ship), decorrentes das novas estratégias nacionais de guerra comercial (com sanções e embargos), podem ter alguma relação com o recente caso de vazamento ou derramamento de óleo que atingiu a costa do Nordeste brasileiro
Gestão da política petrolífera brasileira parece obedecer às diretrizes dos países importadores em vez dos produtores de petróleo
As novas táticas empresariais de transporte e logística marítima (off transponder e ship-to-ship), que decorrem das novas estratégias nacionais de guerra comercial (com sanções e embargos), podem ter alguma relação com o recente caso de vazamentos ou derramamentos de óleo que atingiu a costa do nordeste brasileiro
De acordo com a OCDE, o Chile importa 69% de seu uso interno de combustíveis fósseis, sendo, portanto, consideravelmente vulnerável à volatilidade do preço internacional do petróleo. Buscando atenuar os efeitos das variações dos preços ao consumidor final, o país acumula desde 1990 uma série de experiências com algum sucesso