Economia esfria, emprego cresce e não há surpresa
Há, hoje, uma curiosa discussão sobre os números positivos do mercado de trabalho e a preocupação com a desaceleração da produção. Há uma contradição aqui? Não

Há, hoje, uma curiosa discussão sobre os números positivos do mercado de trabalho e a preocupação com a desaceleração da produção. Há uma contradição aqui? Não
Renda do capital se multiplica a uma velocidade incomparável em relação à renda do trabalho, corroendo o poder de compra dos assalariados e aprofundando a concentração de riqueza
A crise estrutural do capitalismo ultraneoliberal, o avanço do neofascismo e a erosão democrática impõem urgência à análise. Este texto se propõe a uma leitura crítica de um processo histórico em aberto, marcado pela profunda contradição entre capital e trabalho, entre soberania popular e o poder absoluto das finanças. Ancorada na perspectiva marxista da totalidade, a análise compreende a crise em sua articulação entre economia, ideologia, política e cultura (estrutura e superestrutura). O recorte temporal, de janeiro de 2023 a 2025, examina a decomposição democrática após os atos golpistas, percebidos como sintoma de uma crise mais ampla
A financeirização exacerba a lógica rentista, impede com que capitais gerem produção, emprego, renda e consumo, e fomenta os espaços especulativos da economia, como o mercado secundário da bolsa de valores
A combinação depressão e juros baixos implicaria desafios importantes à manutenção da lucratividade dos bancos no Brasil. Porém, uma análise dos dados nos últimos anos demonstra que o setor bancário manteve uma trajetória confortável de sustentação dos seus lucros. Confira no novo artigo do Observatório da Economia Contemporânea
Se a crença na possibilidade do esgotamento de fontes de financiamento a governos monetariamente soberanos é o “terraplanismo” que a Teoria Moderna da Moeda pretende destruir, o terrível ano de 2020 deu a todos os economistas a chance de viajarem ao espaço para verem a Terra redonda com os próprios olhos
Nos dois anos de mandato da “mãe do PAC”, o Brasil cresceu, em média, 1,8%. Para especialistas, são vários os “vilões”, entre eles, a baixa taxa de investimento e a desaceleração autoinduzida do início do governo Dilma. Mas o provável é que essa tendência se revertaLuís Brasilino|Igor Ojeda
É fundamental estimular o consumo e o investimento, mas mais importante é remover o potente conjunto de freios ao crescimento que o governo ainda mantém por medo da inflação. São eles: taxa Selic, juros bancários e carga tributária, cujos índices estão entre os mais altos do mundo e cuja liquidez é uma das mais baixasAmir Khair
O debate nacional dá a impressão de que os brasileiros não fizeram um esforço para compreender a natureza das transformações ocorridas nos últimos 30 anos. A esquerda continua prisioneira do estatismo míope e inibidor das decisões privadas de investimento, já a direita aposta num liberalismo mítico, que nunca existiuLuiz Gonzaga Belluzzo
É evidente que toda a sociedade apoia o controle da inflação, porém, os instrumentos utilizados pelo Banco Central não estão de fato combatendo a alta de preços, mas se prestam a promover uma brutal transferência de recursos públicos p/ o setor financeiro privado, a elevadíssimo custo, tanto financeiro como socialMaria Lucia Fattorelli