Contrarreforma administrativa e desmonte do serviço público
É urgente rever estruturas que concentram privilégios no topo do funcionalismo

É urgente rever estruturas que concentram privilégios no topo do funcionalismo
A política de assistência social precisa ser perene, institucional, blindada contra ciclos eleitorais e barganhas políticas
Redigir leis, convocar mesários para as eleições, encomendar máscaras, organizar campanhas de vacinação… Cada vez mais as responsabilidades do serviço público são confiadas a consultorias, como a McKinsey. O custo dessa transferência, contudo, está excluído do debate público, assim como a perda do know-how do serviço público
Que este Dia do Servidor Público sirva para reforçar o trabalho prestado por aqueles que atuam em prol da população, independente de governos, falta de insumos ou material humano
Longe do estereótipo do servidor público que vive ao abrigo das vicissitudes da existência, os altos funcionários japoneses trabalham em condições exaustivas, fazendo até trezentas horas extras por mês. As leis sociais – já muito pouco protetoras – não se aplicam a eles. Um número crescente desses trabalhadores abandona os ministérios, provocando uma crise inédita do serviço público
A falsa economia do modelo de OSS decorre do fato de os prejuízos serem suportados pulverizadamente não pelas entidades, que hoje formam verdadeiros oligopólios da saúde, mas pelos trabalhadores, que têm seus salários sistematicamente atados e jornadas de trabalho e diminuição de quadros com piora no atendimento