A visão dupla dos Estados Unidos
Se buscam ao mesmo tempo conter o Irã e garantir a sustentação tanto de Israel como da Arábia Saudita, os Estados Unidos cada vez mais lançam seus olhares em direção à Ásia, com a China na linha de miraMichael Klare

Se buscam ao mesmo tempo conter o Irã e garantir a sustentação tanto de Israel como da Arábia Saudita, os Estados Unidos cada vez mais lançam seus olhares em direção à Ásia, com a China na linha de miraMichael Klare
Em poucos dias, passamos da perspectiva de bombardeio da Síria para negociações entre Washington e Moscou. Teerã deixa entrever possíveis aberturas. Esses movimentos refletem as mudanças da ordem global, que luta para se recompor após a Guerra Fria, desprezando até mesmo as regras da segurança coletivaAnne-Cécile Robert
A situação militar recente na Síria foi marcada pela vitória das tropas oficiais, apoiadas pelo Hezbollah, em Qusayr, e pela decisão dos Estados Unidos de armar os insurgentes. Nada prenuncia o fim dos enfrentamentos. Pelo contrário: o conflito toma um rumo confessional e se espalha para toda a regiãoAlain Gresh
Na Tunísia, o assassinato de um militante de esquerda no dia 6 de fevereiro provocou uma onda de cólera contra o partido islamita que ocupa o poder e, em seguida, a troca do primeiro-ministro. Agora, o novo governo vai precisar se dedicar com urgência ao restabelecimento da ordem pública e à redução do desempregoSerge Halimi
Enquanto os combates se intensificam na Síria e a Otan desembarca mísseis na Turquia, o regime de Bashar al Assad tenta reprimir o levante popular. Ele se apoia sobre uma violência sem limites, mas também no pavor entre as minorias, em primeiro lugar as alauitas, de ascensão de um islamismo sunita jihadistaSabrina Mervin
Ao contrário das revoltas egípcia e tunisiana, a insurreição síria de março de 2011 não foi unanimidade no seio das esquerdas árabes. Entre a empatia pelas reivindicações democráticas dos manifestantes e o temor de ingerências políticas e militares exteriores, as divisões se aprofundamNicolas Dot-Pouillard
Nos países que conheceram os levantes de massa (Bahrein, Egito, Líbia, Síria, Tunísia e Iêmen), as amplas camadas dos menos favorecidos da sociedade se uniram com o fundamental das camadas médias: trabalhadores autônomos, artesãos, comerciantes e profissionais liberaisGilbert Achcar
“Inverno islâmico”? Conflitos confessionais? Repressão dos movimentos pelo Exército na Síria e no Egito?Alain Gresh
Tradicionais “esquecidos” das guerras, os refugiados e deslocados são quase 5 milhões no Iraque desde 2003. A reação internacional, diante desse tipo de crise, não parece muito apropriada. Vizinhos como a Síria acolhem a maioria, mas sua capacidade de gerenciar essas populações tem limite
Após um longo período de imobilismo, o mundo árabe saiu da letargia. Os movimentos de contestação, que não pouparam nenhum país, afetam também os equilíbrios regionais e internacionais. E incidirão no futuro do conflito Israel-Palestina
Enfrentamentos recentes entre sunitas e alauitas em Homs expuseram os riscos de guerra civil na Síria. Entretanto, a maioria dos manifestantes rejeita tais desvios e reclama por democracia. O poder reafirma querer reformas profundas, mas a sua credibilidade está minada pela violência da repressãoAlain Gresh
Assim como a resistência nacionalista árabe na Síria do século XX, a atual sublevação popular é marcada pelo lugar que a mesquita ocupa nas mobilizações, pelo papel motor da juventude e de setores sociais economicamente em crise ou distantes da capital, e pela participação das mulheresM. Zênobie