O olhar solidário das favelas
A pobreza e a violência que caracterizam o retrato tradicional sobre as comunidades populares estão longe de dar conta da riqueza desses espaços

A pobreza e a violência que caracterizam o retrato tradicional sobre as comunidades populares estão longe de dar conta da riqueza desses espaços
Cerca de um bilhão de pessoas vivem hoje em situação de extrema pobreza nas cidades. Para incluí-las, é preciso mais do que ampliar as suas capacidades de consumo. É necessário promover uma reconfiguração estrutural dos seus territórios, integrando as esferas políticas, econômicas, culturais e materiais da vida urbana
A urbanização extensiva de regiões pobres e emergentes revolucionou os modos de ser e agir de grande parte da humanidade. Ao mesmo tempo origem e consequência das migrações que intensifica, ela cria novas estratificações sociais e acentua o movimento de transformação do ecossistema global pelo ser humano
O Vietnã está em voga. Em 2008, os projetos imobiliários atraíram para o país mais de US$ 28 bilhões. Enquanto a demanda por habitação cresce de um lado, de outro os mega empreendimentos de construção bloqueiam o acesso à terra e provocam alta de preços dos imóveis, excluindo boa parte da população
O capitalismo hiperindustrial se desenvolveu a tal ponto que, a cada dia, milhões de pessoas se conectam simultaneamente aos mesmos programas de televisão, de rádio ou de consoles de games. O consumo cultural, metodicamente massificado, não é algo sem consequências sobre o desejo e a consciência
De um lado, o Talibã. De outro, o governo. Entre eles, a população paquistanesa, que atualmente não sabe a quem temer: se o exército insurgente ou as tropas oficiais. A onda de dúvidas e o sentimento de insegurança no Paquistão geram disputas e tensões cada vez mais acirradas
Cabe à Conferência a difícil missão de olhar para o futuro, mas, ao mesmo tempo, saldar o déficit histórico. Tarefa dificultada pela interdição do debate acerca dessa dívida, realizada pelos meios de comunicação hegemônicos, fontes de informação da maioria absoluta da população brasileira
Apesar das especificidades de um país periférico, o Brasil melhorou no que diz respeito à atenção social, sem, contudo, romper com a natureza da exclusão. Se estabelecermos como objetivo acabar com a vulnerabilidade da população, a ação governamental não pode ser apenas setorial: deve assumir importância estratégica
Em especial a partir dos anos 1980, passamos a conviver com um padrão de consumo muito alto, que agravou as desigualdades sociais. Essa situação gerou novas estratégias de resistência ao modelo dominante e abriu espaço para práticas alternativas, como a economia solidária e as experiências de desenvolvimento local
“Reconciliar a economia com a sociedade.” Este princípio, que há muitos anos vem se destacando entre as diretrizes primordiais da economia social, está virando moda. No atual contexto de fracasso do capitalismo financiarizado, o espírito cooperativo passou a ser uma alternativa cada vez mais procurada
Em busca de mão-de-obra mais barata e condições fiscais favoráveis, as empresas europeias estão se mudando cada vez mais para o leste. Com o aval da Corte de Justiça das Comunidades Europeias e em nome do livre mercado, elas seguem desrespeitando os direitos trabalhistas
Prevista na Constituição de 1988, a auditoria poderia esclarecer qual a contrapartida e quem foram os beneficiários da dívida pública brasileira, que consome tantos recursos e alcança patamares altíssimos. Outros países da América do Sul já deram o exemplo e estão comprovando a ilegalidade desse endividamento