ESTREITO DE ORMUZ

Uma arma geográfica apontada para a disputa hegemônica no moderno sistema-mundo

Como a ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã se relaciona com a atual disputa pela hegemonia mundial? 

Introdução 

No epílogo de O longo século XX1, Giovanni Arrighi (2016) traça três desfechos para a crise da hegemonia norte-americana: a imposição de um império mundial coercitivo pelos antigos centros de poder (EUA e Europa Ocidental), a ascensão do Leste Asiático como novo centro de acumulação, ou uma transição violenta rumo ao caos sistêmico.  

A análise parte do fato de que o controle político-militar de nós estratégicos de uma rede geográfica, como o Estreito de Ormuz, converte a própria geografia em uma poderosa arma de guerra num mundo marcado por uma profunda integração territorial conectado por fluxos econômicos como no caso do mercado de petróleo. No entanto, essa vulnerabilidade material distribui-se de forma assimétrica: enquanto o Ocidente político está mais exposto ao estrangulamento desses fluxos econômicos, a estratégia de diversificação energética de Pequim sugere que a transição hegemônica contemporânea pode se processar, indissociavelmente, com uma transição energética. 

Caos sistêmico? 

Os dados do Programa de Dados sobre Conflitos da Universidade de Uppsala (UCDP) evidenciam uma escalada global de violência organizada nas últimas décadas. Em 2024, o número de conflitos interestatais atingiu 61, com 11 guerras ativas, o maior número desde 20162. O mapa de fatalidades de 2025 reforça esse cenário, expondo a severa concentração da violência na Eurásia, África e Oriente Médio3. Essa instabilidade crônica pode sugerir que o sistema-mundo atravessa o terceiro desfecho de Arrighi: o caos sistêmico. 

Figura 1 – Distribuição geográfica das fatalidades na violência organizada pelo UCDP em 20254. 

Fonte: Davies; Pettersson; Öberg (2026)

Essa escalada coexiste com o ímpeto de reestabelecimento da hegemonia norte-americana pela força. A unipolaridade militar dos EUA pós-Guerra Fria e o projeto de Donald Trump de imposição de um império militar global5 apontam para a ativação do primeiro desfecho arrighiano (o império mundial coercitivo). Longe de ser uma ruptura inédita, essa ofensiva herda o rastro de intervenções iniciadas pós-11 de setembro no Iraque e no Afeganistão, estendendo-se pela expansão da OTAN na Europa Oriental e o apoio a revoluções coloridas em diversos países da Eurásia. É precisamente nesta encruzilhada de coerção imperial que se insere a Guerra do Irã, deflagrada pelos ataques aéreos conjuntos de EUA e Israel em fevereiro de 2026. 

Mísseis, as ruas e o estreito de Ormuz 

A ação conjunta de EUA e Israel contra o Irã mirava três objetivos estratégicos declarados pelo presidente Donald Trump: promover uma mudança de regime, destruir o programa de mísseis balísticos e desmantelar o programa nuclear iraniano6. Os ataques aéreos e de drones contra alvos militares, nucleares e civis foram acompanhados pelo incentivo a infiltrações terrestres de milícias curdas a partir do Iraque7 8. Em contrapartida, a resistência iraniana estruturou-se sob uma estratégia tridimensional sintetizada pelo presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf: “Mísseis, as ruas e o estreito [de Ormuz] estão apertando a garganta do inimigo”9. Enquanto os mísseis balísticos e drones permitiram retaliar bases e cidades das potências atacantes, o apoio popular nas ruas cimentou o regime em um ano iniciado por fortes protestos, e o Estreito de Ormuz globalizou o conflito por meio da tática econômica. 

É na terceira vertente dessa estratégia que a geografia se converte em uma poderosa estratégia de defesa e dissuasão. Única via de saída do Golfo Pérsico, o estreito concentra o trânsito da maior parte das exportações marítimas de uma região que detém 90% das reservas provadas de petróleo do Oriente Médio10. Por Ormuz circulam diariamente 20,9 milhões de barris de petróleo, o que o torna o segundo maior ponto de estrangulamento energético do mundo, atrás apenas do Estreito de Malaca11. Em tais pontos de estrangulamento, as condições geográficas impõem limites que não podem ser superados apenas pela superioridade militar tecnológica; e sim através da adaptação técnica e tática aos limites impostos pelo meio geográfico. Por exemplo: para operacionalizar o bloqueio, o Irã recorreu a lançamentos de mísseis como mecanismo para dissuadir a progressão de embarcações e à chamada “frota mosquito” – lanchas rápidas de baixo custo equipadas com metralhadoras e foguetes, viabilizando uma tática de guerrilha naval12. 

Antony Dabila e Alexandre Escudier (2026)13 denominam “dilemas de fluxo” as situações em que um Estado faz sua capacidade de produção depender de fluxos externos que não controla, de modo que sua integração aos circuitos globais se converte em uma fonte potencial de vulnerabilidade. Nesse sentido, a instrumentalização de um ponto crítico de circulação não constitui uma arma geográfica nova: quando o Irã fecha o estreito de Ormuz, não cria uma nova forma de coerção, mas ativa uma “punibilidade” que já se encontrava latente e inscrita na geografia dos fluxos há décadas. A novidade do atual contexto está, portanto, não na possibilidade de transformar um gargalo circulatório em instrumento de coerção, mas na escala e na profundidade das interdependências contemporâneas, que permitem que a interrupção de um ponto crítico se propague por toda a cadeia de circulação. Portanto, conforme argumenta o geógrafo alemão Friedrich Ratzel, as condições geográficas continuam condicionando as estratégias militares, políticas e econômicas relacionadas à circulação de bens e mercadorias14. Quem domina estreito o estreito pelos meios táticos militares mais eficientes detém uma vantagem estratégica de controle sobre os circuitos produtivos globais.  

Essa interrupção dos fluxos petrolíferos gerou retaliações assimétricas na região: países alinhados à coalizão ocidental, como os Emirados Árabes Unidos, viram sua infraestrutura produtiva diretamente atingida, ao passo que vizinhos de relação menos agressivas com Teerã, como Omã e Arábia Saudita – que concordou em restabelecer relações diplomáticas e reabrir sua embaixada sete anos após o rompimento das relações com o Irã – sofreram represálias restritas às bases americanas que abrigam em seus territórios15. Embora o destino final desse petróleo seja majoritariamente o Leste e o Sul da Ásia, a integração sistêmica da economia global fez com que o preço do barril do tipo Brent disparasse de US$ 69,14, no início de 2026, para mais de US$ 100,00 logo após a intervenção militar, gerando um contágio inflacionário comparável às maiores crises energéticas do século XXI16, o que é a prova empírica perfeita do “dilema de fluxo” teorizado por Dabila e Escudier. 

A fluidez territorial de terceiros em xeque: circulação e território na dinâmica do bloqueio 

Neste ensaio, a circulação transcende o mero transporte do petróleo, constituindo um momento fundamental da reprodução e realização do capital, pois o capital investido em meios de produção e força de trabalho apenas completa o ciclo de valorização ao percorrer diferentes etapas produtivas no espaço. Por exemplo: o petróleo exportado pelo Golfo Pérsico e refinado em diesel que abastece o transporte no Japão, viabiliza a distribuição subsequente de mercadorias, a engrenagem das cadeias produtivas e o consumo final, permitindo a transformação de D em D’17. Assim, a divisão territorial do trabalho e a especialização das diferentes regiões dependem da continuidade desses fluxos, articulando indissociavelmente as economias nacionais à fluidez do mercado mundial18. 

Esse movimento exige a fluidez territorial, base material formada por fixos (estradas, portos, aeroportos) concebidos para viabilizar os fluxos, as condições desta é regulada normativamente pelos Estados por meio do controle da porosidade territorial, a abertura ou não dos territórios a entrada de fluxos econômicos19. O bloqueio de Ormuz ilustra a redução forçada dessa porosidade pelo Irã que, apoiado em sua posição e configuração geográfica, passa a regular com suas próprias normas a circulação de terceiros. Trata-se de uma inversão singular para um país que, desde a Revolução de 1979, esteve submetido ao isolamento de sanções econômicas, culminando agora na exigência de criar taxas sobre a navegação comercial geridas em conjunto com Omã para reabertura do estreito20. 

O bloqueio evidencia que a globalização não realiza a anulação absoluta do espaço pelo tempo, pois o tempo rápido dos fluxos econômicos continua dependente do controle nacional sobre os nós que articulam as malhas territoriais21. Em outros termos estamos tratando da organização de redes geográficas, “conjuntos de localizações humanas articuladas entre si por vias e fluxos”22. A capacidade de intervenção e a intensidade da conexão dessas redes a partir do caso da interrupção em Ormuz expõe a indissociabilidade entre o sistema de ações, representado pelas regulações políticas e militares, e o sistema de objetos, composto por vias, tropas e mísseis23. Assim, a integração global não dispensa o território, apoiando-se em bases nacionais que mantêm a capacidade de inibir ou encorajar a fluidez do sistema-mundo através do uso de suas vantagens territoriais. 

Para o geógrafo francês Jean Gottmann (2013)24, o território configura-se como a repartição e organização do espaço geográfico voltada à segurança e ao bem-estar soberano. Na atualidade, com as conexões instantâneas que especializaram os espaços, a oposição entre o isolacionismo e a abertura dá lugar a um equilíbrio complexo na era do território voltado para fora. O caso do Irã ilustra essa dinâmica: se em 2015, o país recorreu ao consenso do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês)25 para escapar do isolamento econômico, hoje mobiliza suas vantagens territoriais e seu domínio técnico sobre o estreito para se defender de pressões coercitivas restringindo fluxos econômicos de outros países, para, em um momento posterior de estabilização, apropriar-se dos excedentes da mesma rede global que através da regulamentação da circulação nesse ponto nodal. 

Circulação e transição hegemônica: o Estreito de Ormuz entre coerção e consenso 

A discussão realizada até aqui permite compreender o Estreito de Ormuz para além de um ponto de estrangulamento do comércio internacional, revelando sua importância estratégica para a reprodução da economia mundial e para as disputas hegemônicas interestatais. Para Arrighi (2016), a hegemonia é a capacidade de um Estado de direcionar o sistema interestatal para uma expansão material a seu favor, mas de modo que isso seja entendido como um movimento em nome do interesse geral. A hegemonia se baseia no estabelecimento do poder através da combinação entre coerção e consenso. Cada um dos quatro blocos estatal-capitalistas que estabeleceram hegemonia do capitalismo histórico – ibérico-genovês (longo século XV-XVI), o holandês (XVII), o britânico (XIX) e o estadunidense (XX) – estabeleceu um ciclo sistêmico de acumulação, entendido como a associação entre agentes estatais e setores do capital que promove a expansão material até o ponto em que a queda tendencial da taxa de lucros ameaça a lucratividade dos negócios e leva os agentes capitalistas a abandonar a expansão material para iniciar uma fase de financeirização da economia, situação em que o setor financeiro passa a ocupar uma posição central na economia e na sociedade. Estes agentes capitalistas são denominados camada superior ou antimercado pela sua facilidade em levar seus capitais rapidamente para setores mais lucrativos da economia-mundo, podendo abandonar o antigo modelo de acumulação e o respectivo hegemon por uma nova expansão material comandada por um bloco ascendente. 

No caso do ciclo sistêmico de acumulação estadunidense, a fase de expansão financeira inicia-se na década de 1970. Helen Thompson (2022) destaca o papel do mercado de energia nessa transição: ao atingirem o pico de sua produção petrolífera doméstica, os EUA passaram a depender da importação de petróleo do Oriente Médio, ampliando seu déficit comercial diante da concorrência asiática. Como resposta, o governo Nixon aprofundou a financeirização por meio do estabelecimento do petrodólar, do abandono de Bretton Woods e da liberalização dos fluxos de capital, permitindo financiar os déficits americanos. Embora a liberalização tenha subordinado as economias nacionais às finanças, ela também viabilizou investimentos no fraturamento hidráulico, elevando os EUA à maior produção mundial em 2019 e reduzindo sua dependência direta do Oriente Médio. 

Por outro lado, a China tornou-se a maior importadora mundial de petróleo a partir de 2015, obtendo parcela desse recurso no Oriente Médio e no próprio Irã. Para contornar vulnerabilidades geográfica e estabelecer mecanismos econômicos e políticos de consenso, Pequim lançou em 2013, a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI), visando criar redes de transporte e logística globais sob a coordenação do Estado chinês26. Destaca-se o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC) que, ao viabilizar fluxos terrestres a partir do Porto de Gwadar, aproxima a estratégia energética chinesa do Golfo Pérsico e reduz a dependência histórica em relação ao Estreito de Malaca, situado entre a ilha de Sumatra (Indonésia) e a Península da Malásia. 

No entanto, a dependência chinesa em relação aos hidrocarbonetos é estruturalmente inferior à do Ocidente, visto que, embora a oferta total de energia chinesa, em 2025, tenha sido de 45,054 TWh contra 26,064 TWh dos EUA, a matriz norte-americana apresenta uma dependência de aproximadamente 74% de hidrocarbonetos, ao passo que na China essa participação é de apenas 30,8%, sendo sua maior fonte o carvão mineral (56,9%) e registrando uma expressiva liderança em fontes renováveis: 4,107 TWh contra 1,637 TWh dos EUA27. Desse modo, enquanto o ciclo estadunidense se apoiou no petróleo, uma nova era de fontes renováveis pode conceder vantagens à China devido ao seu controle sobre os minerais utilizados na produção dessas tecnologias28. Logo, a vulnerabilidade gerada pelo estrangulamento de Ormuz revela-se profundamente assimétrica: afeta de forma direta os EUA e seus aliados do Ocidente político, mas não estrangula a economia chinesa, que se apoia na diversificação de fontes energéticas e na liderança no campo da transição energética que a torna estruturalmente menos vulnerável a esses choques, evidenciando que a transição hegemônica contemporânea pode se processar, indissociavelmente, com a transição energética. 

Considerações finais 

Em resumo, este ensaio demonstrou que o conflito em torno do Estreito de Ormuz constitui uma das expressões mais significativas da atual disputa hegemônica no moderno sistema-mundo, iniciada com a decadência e a financeirização do ciclo sistêmico de acumulação estadunidense na década de 1970 e acirrada pela concorrência com a potência ascendente chinesa. A escalada bélica que alinha os Estados Unidos e Israel contra o Irã evidencia que a organização, o controle e a fluidez da circulação deixam de ser efeitos da globalização para se constituírem como os instrumentos estratégicos da disputa geopolítica contemporânea. Diante da reação coercitiva norte-americana de tentar conter a expansão material asiática por meio da restrição de seu acesso aos hidrocarbonetos, o Irã ao se defender mobiliza o bloqueio de Ormuz e ativa uma arma geográfica como tática de dissuasão militar num mundo profundamente conectado, ao passo que a China articula novos consensos de integração territorial através da infraestrutura de sua Nova Rota da Seda. Assim, ao expor as profundas assimetrias de vulnerabilidade entre o Ocidente exposto ao choque de preços do petróleo e a estratégia de diversificação de Pequim, o caso de Ormuz reafirma que o território e a circulação permanecem categorias fundamentais para compreender uma transição hegemônica que se processa conectada ao mercado de energia. 

 

Rafael Julio Coelho é professor de Geografia na rede municipal de São Paulo (Ensino Fundamental II e EJA) e mestrando em Geografia Humana na Universidade de São Paulo (PPGH-FFLCH/USP), na área de Território, Economia e Dinâmicas Regionais. 

Referências bibliográficas
CAVALCANTI, Schirlei. A vitória da diplomacia chinesa na reconciliação entre Arábia Saudita e Irã.
CartaCapital, 15 mar. 2023. Disponível em: https://x.gd/obxBc. Acesso em: 10 jul. 2026.

Notas de Rodapé
1ARRIGHI, Giovanni. O longo século XX: dinheiro, poder e as origens do nosso tempo. 10. reimp. Rio de
Janeiro: Contraponto, 2016.

2DAVIES, Shawn et al. Organized violence 1989–2024, and the challenges of identifying civilian victims.
Journal of Peace Research, v. 62, n. 4, p. 1223–1240, 2025. Disponível em:
https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/00223433251345636. Acesso em: 23 ago. 2026.

3DAVIES, Shawn; PETTERSSON, Therése; ÖBERG Magnus. Organized violence 1989–2025, and violent political
protests. Journal of Peace Research, 2026. Disponível em:
https://academic.oup.com/jpr/article/63/4/705/8703754. Acesso em: 23 ago. 2026.

4UPPSALA CONFLICT DATA PROGRAM (UCDP). UCDP Dataset Download Center. Uppsala: Department of Peace
and Conflict Research, Uppsala University, 2025. Disponível em: https://ucdp.uu.se/downloads/. Acesso em: 23
ago. 2026.

5FIORI, José Luís. No caminho do caos. A Terra é Redonda, 16 jan. 2026. Disponível em:
https://aterraeredonda.com.br/no-caminho-do-caos/. Acesso em: 23 ago. 2026.

6HUNNICUTT, Trevor; PAMUK, Humeyra. Trump diz que atacou Irã para impedir programas nuclear e de
mísseis. CNN Brasil, 2 mar. 2026. Disponível em: https://x.gd/0aU4S. Acesso em: 23 ago. 2026.

7CNN BRASIL. CIA tenta armar forças curdas para estimular rebelião no Irã, dizem fontes. São Paulo, 4 mar.
2026. Disponível em: https://x.gd/ZxJcu. Acesso em: 10 jul. 2026.

8AZIZI, Hamidreza. The War of Regime Change Has Begun: An Early Assessment of the U.S.-Israeli War Against
Iran. Iran Analytica, 28 fev. 2026. Disponível em: https://x.gd/4cYc6. Acesso em: 10 jul. 2026.

9KIVILCIM, Elvan. Tehran’s Parliamentary Speaker Urges Iranians to Prepare for Difficult Road Ahead. In: Iran
War, March 29, 2026: Iran Threatens Payback if U.S. Launches Ground Invasion. The Wall Street Journal, 29
mar. 2026. Disponível em: https://x.gd/xEIPp. Acesso em: 23 ago. 2026.

10OPEC – ORGANIZATION OF THE PETROLEUM EXPORTING COUNTRIES. OPEC Annual Statistical Bulletin 2025. Vienna: OPEC, 2025. Disponível em: https://www.opec.org/assets/assetdb/asb-2025.pdf. Acesso em: 23 ago.
2026.

11UNITED STATES. Energy Information Administration (EIA). World Oil Transit Chokepoints. Washington, DC:
U.S. Department of Energy, 3 mar. 2026. Disponível em: World Oil Transit Chokepoints. Acesso em: 8 jul. 2026.

12TEIXEIRA, Lucas. Entenda o que é a “frota mosquito” do Irã e qual seu impacto em Ormuz. CNN Brasil, 6
maio 2026. Disponível em: https://x.gd/3B6oihttps://www.cnnbrasil.com.br/internacional/entenda-oque-e-a-frota-mosquito-do-ira-e-qual-seu-impacto-em-ormuz/?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 23 ago. 2026.

13DABILA, Antony; ESCUDIER, Alexandre. Détroit d’Ormuz : quand les flux mondialisés deviennent des armes
contre les démocraties. The Conversation, 2026. Disponível em: https://x.gd/MGfuW. Acesso em: 23 ago.
2026.

14HÜCKEL, G.‐A. La géographie de la circulation, selon Friedrich Ratzel (Second article). Annales de
Géographie. v. 16, n. 85, Paris: Armand Colin, 1907 (p.1‐14).

15SCHAER, Cathrin. Novas alianças redesenham xadrez político no Oriente Médio. DW Brasil, 22 maio 2026.
Disponível em: https://x.gd/ORgF9https://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/deutschewelle/2026/05/22/novas-aliancas-redesenham-xadrez-politico-no-orientemedio.htm?iap=true&uol_app=true?t?t?t&utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 23 ago. 2026.

16MONTALVÃO, Iago; FERREIRA, Francismar; AROUCA, Maria Clara; RAMOS, Mahatma; ALVARES, Ticiana.
Limites da desintegração da Petrobras e desafios da segurança energética. Le Monde Diplomatique Brasil, São
Paulo, ano 20, n. 228, jul. 2026. Disponível em: https://x.gd/SzFeC. Acesso em: 23 ago. 2026.

17HARVEY, David. Os limites do capital. São Paulo: Boitempo, 2013. Capítulo 12 “A produção das configurações
espaciais: as mobilidades do capital e do trabalho” (p. 477-522).

18SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed., 4. reimpr. São Paulo:
Editora da Universidade de São Paulo (EDUSP), 2008.

19ARROYO, Mónica e SANTOS, Bruno. Fluidez e porosidade territorial: o transporte rodoviário de passageiros
como vetor da integração sul-americana. Revista Entrelugar, v. 16, n. 31, 2025. https://ojs.ufgd.edu.br/entrelugar/article/view/19407. Acesso em: 23 ago. 2026.

20MCCURRY, Justin. Iran announces plans to bring in maritime fees for Strait of Hormuz. The Guardian,
Londres, 18 jun. 2026. Disponível em: https://x.gd/2DRrm. Acesso em: 23 ago. 2026.

21RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.

22CORRÊA, Roberto Lobato. Redes geográficas: reflexões sobre um tema persistente. Revista Cidades,
Presidente Prudente, v. 9, n. 16, p. 199-218, 2012. Disponível em: https://x.gd/eRtcl. Acesso em: 23 ago. 2026.

23Santos, 2008.

24GOTTMAN, Jean [1975]. A evolução do conceito de território. Boletim Campineiro de Geografia, v.2, n.3,
2012, p. 523–545.

25UNITED STATES. Department of State. Joint Comprehensive Plan of Action (JCPOA). Washington, DC, 2015.
Disponível em: https://x.gd/0eafl. Acesso em: 23 ago. 2026.

26VADELL, Javier et.al. De la globalización a la interconectividad: reconfiguración espacial en la Iniciativa Belt
& Road e implicaciones para el Sur Global. Revista Transporte y Territorio, (21), julio-diciembre, 2019, p. 44-
68.

27OUR WORLD IN DATA. Total energy supply. 2026. Disponível em: https://x.gd/g3EQR. Acesso em: 23 ago.
2026.

28THOMPSON, Helen. Disorder: hard times in the 21st century. Oxford: OUP, 2022;

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